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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EURICLES RODRIGUES

(Daniel Euricles Rodrigues Spínola) nasceu em Santa Catarina (Santiago), em 11 de abril de 1962. Professor do ensino secundário em liceus. Bacharel de Português. Radialista e colaborador de revistas como Seiva e Fragmentos.

 

O SOL NA PALMA DA MINHA MÃO

 

Silvina

"Nem sempre perto da fonte

Significa perto da água

Ou que a sede será saciada"

 

Saio ao vento — abafa-me o luar

Ando pelo ar — dilacera-me a noite

Olho as estrelas — estrangula-me o vazio

Escuto o mar — aniquila-me o silêncio

 

Digo boa noite

Oiço-me responder! Bom dia!

Como um eco mutante

No vulto que me persegue

 

Estendo os braços

Para abraçar o amor que me sonha

E abraço-me a mim mesmo

Através do vácuo que me forma

 

Experimento sentir o roncar do mar

Através do búzio que são os meus sentidos

E sinto apenas o calor do meu coração

Em espuma só desafiando o vento

 

Mas que me importa?

Se o sol já é a gema de um ovo

Na palma da minha mão.

 

 

XIX

Noites é que são. Noites de Corujas

e Morcegos com hifens nos cálices e nos vinhos

 

XXII

 

No fim do expediente cheios de entes

Lá vamos nós mais uma vez evidentes

Ridentes sobre as achadas

Com orvalhos de orgasmos nos olhos

viajando num bonde de carrossel qualquer

Desconhecido

 

XXV

 

Eucaliptos apocalípticos à nossa porta

Um fim de tarde "greese"

Com cogumelos na nossa indigestão silente

 

XXVI

 

Canção que em mim flui - "Há uma chance e tal"

         Mas qual que a chance é ambígua

Tanto pode ser para mim como para ti

Ou tudo invertido o que é igual à merda

 

II

Chovem esquinas, chove ócio, chove inércia ...

Ar livre, traseiras de casa, toilettes aéreas.

 

XX

"Oi bom dia"
(E penso negro cobrindo-me)

Um acenar de cabeça longínquo

"Deve haver leite em casa!"

Sigo o rumo dos coqueiros

E agiganto-me esbelto

Olhando as palmeiras florirem

 

XXX

Ruas que se acocoram pela cidade

Punks Postes em malabarismos

Valas que esturram

Zonas que sonham

Com um pé num rio

E o outro sobre um braseiro semi-extinto

"Bão, Bão, sinos de paixão, aluvião, caixão,

Mais uns que lá vão, balão e mamão que se volatizam"

 

XXI

"Quero cagar, passa-me o cinzeiro, tá?"

Rios que flamejam na minha cabeça

Raios que afluem por sobre o mundo

Tropel de gaitas e ferrinhos que fogem

(Eh! por que é que vieste no meio de todo

Este furacão e ainda por cima tão nua)

 

 

NO SORRISO DE UMA FLOR

 

Fui inventado

tão-só por um beijo

solto pelo céu

 

— descobri isso

no sorriso de uma flor que inventei.

 

De longe observam-me as palavras.

 

 

QUEM SERÁ?


 

 

De repente o vulto

No vulto a vulva carnívora de uma Deusa

Quem será o vulto senão nós mesmos

e a nossa megalomania de sermos Deuses.

 

 

PURO NADA

 

Beija-me com os teus lábios
de puro nada

A noite é apenas água
nas minhas veias.

 


QUEM OFERTAR

 

Quem? Eu?
Não, a paisagem
que comigo nasceu dentro de mim

 

A mão
e não ter quem ofertar uma solidão.

 

 

APETECIA-ME SER UMA FOZ

 

Corsário

de que planeta?

de que voz?

Apetecia-me ser a foz

dos teus sonhos

na flor da tua boca

ou apenas a voz

dos teus olhos

no cume da tua saliva.

 

 

Página publicada em setembro de 2015


 

 

 
 
 
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