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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

RAUL MACHADO
( 1891- 1954 )

Raul Campello Machado da Silva, nasceu em 07 de abril de 1891 na cidade de Batalhão, hoje denominado Taperoá, porém depois passou a residir em João Pessoa. Machado mudou-se para o Recife estudar na Faculdade de Direito, no qual curso apenas o 1º ano. Foi para o Rio de Janeiro, onde finalizou o curso pela Faculdade do Rio de Janeiro. Machado foi aprovação em concurso público, sendo nomeado Auditor de Guerra, servindo no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Era membro da Societé dês Hommes de Lettres e da Societé Academique D’Historie Internacionale de France. Faleceu em 19 de julho de 1954, a bordo do navio “Provence”, quando regressava da Europa.

Bibligr.  Crystaes e Bronzes, 1909; Água de Castalia, 1919; Asas afflictas, 1924. 

 

TEXTO EN ITALIANO

 

LÁGRIMAS DE CERA

Quando Estela morreu choravam tanto!
Chovia tanto nessa madrugada!
— Era o pranto dos seus, casado ao pranto
Da Natureza — mãe desventurada.

Ninguém podia ver-lhe o rosto santo,
A fronte nívea, a pálpebra cerrada,
Que não sentisse logo, em canta canto
Dos olhos, uma lágrima engastada.

Ah!... não credes, bem sei, porque não vistes!
Mas, quando ela morreu, chorava tudo!
Até dois círios, lânguidos e tristes,

Acendidos à sua cabeceira, (1)
Iam chorando, no seu pranto mudo,
Um rosário de lágrimas de cera!

          (Asas aflitas... Paraíba: Imprensa Oficial, 1924.)

  1. Em Cantos sem glória, Rio de Janeiro, 1953, foi substituído este verso por “Que aflita mão piedosa lhe acendera.”

 

            PÓSTUMA

          Noite fechada, lúgubre, sombria,
          Céu escuro, tristíssimo, nevoento,
          Relâmpagos, trovões, água, invernia
          E vento e chuva, e chuva e muito vento!

          Abro um pouco a janela, úmida e fria;
          Quedo a ver e a escutar, por um momento
(2)
          O rugido feroz da ventania
          E o rasgar dos fuzis no firmamento.

          Quero vê-la no véu... e o céu escuro!
          E, sem temer que chova e o vento açoite,
          Abro mais a janela... abro (3) e murmuro:

          Ah! talvez acalmasse o meu tormento,
          — Se eu pudesse chorar, como esta noite!
          — Se eu pudesse gemer, como este vento!

                    (Ibidem)

  1. Em Poesias, 1936, e nos Cantos sem glória, 1953, esse verbo foi emendado para “E fico a ouvir e a ver, por um momento”.
    (3) Em Poesias e nos Cantos sem glória aparece: “abro-a”.

 

 

FREIRE, Laudelino. Pequena edição dos Sonetos brasileiros. 122 sonetos e retratos.  2ª. edição augmentada.  Rio de Janeiro: F. Briguet  e Cia. Editores, 1929. 256 p.  12,5x16 cm.  capa dura  Impresso na França por Tours  Imp. R. et P. Deslis.

 

ESTUDO ANATOMICO

 

Entrei no amphitheatro da sciencia

Attrahido por mera phantasia,

E aprouve-me estudar anatomia

Por dar um novo pasto á intelligencia.

 

Discorria com toda a sapiência

O lente, numa mesa, onde jazia

Uma immovel matéria, húmida e fria

A que outr'ora animara humana essência.

 

Fora uma meretriz : o rosto bello

Pude, tímido, olhal-o com respeito

Por entre as negras ondas do cabello;

 

A convite do lente, contrafeito,

Rasguei-a com a ponta do escalpello,

E... não vi coração dentro do peito.

 

 

 

 

TEXTO EN ITALIANO

 

Extraído de

 

MIRAGLIA, TolentinoPiccola Antologia poetica brasiliana.  Versioni.  São Paulo: Livraria Nobel, 1955.  164 p.  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

LACRIME   DI CERA

 

Quando Alice morì, piansero tanto,
Pioveva tanto, in quella mattinata . . .
Era il pianto dei suoi unito al pianto.
Della natura, madre sconsolata.

 

Quando Alice mori, piansero tanto !
Ch'essa fu, nívea, pallida, gelata,
Neila cassa, in velluto, al Campo Santo,
Tra baci e meste lacrime portata.

 

Quando Alice morì, al funerale,
Anche se forse voi non ci crediate,
Tutto pianse, Ia pena fu sincera.

 

Perfino le candele, al capezzale,
Piansero, tristi, mute, addolorate,
Un rosário di lacrime di cera.

 

 

 

 

 

Página publicada em abril de 2014, ampliada em janeiro de 2016.

 


 

 

 
 
 
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