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POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

Fonte: https://alchetron.com

 

BRANE MOZETIC

 

Brane Mozetič (nascido em 1958 em Liubliana) é poeta, escritor, tradutor e editor de uma pequena editora. Mozetič traduziu vários autores franceses (Rimbaud, Genet, Foucault, Maalouf e poetas contemporâneos). Ele publicou dez coleções de poemas e três livros de ficção. Ele editou uma antologia de poesia homoerótica de XX. século e uma antologia de motivos homoeróticos na literatura eslovena. Seus poemas são traduzidos em vários idiomas. Recentemente, seus poemas selecionados apareceram em francês e italiano.

Esteve em visita ao Brasil em maio de 2000.

 

Extraído de

 

POESIA SEMPRE. Revista semestral de poesia. Ano 8   Numero 13  Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional. Ministério da Cultura, Departamento Nacional do Livro,  2000. Editor executivo: Ivan Junqueira. Ex. bibl. Antonio Miranda

 

         

Na cela há uma cadeira vazia, de madeira
         a luz branca de neon, desde o teto
         não há janela ou claraboia na parede
                   na porta

talvez um olho contemple do canto, de cima
sentados os dois, nos sentimos através da pesada
           áspera prenda
não sabemos de tempo, fome ou sede
não sabemos do ar,
nossa pele quase transparente
nossa liberdade infinita
podemos fazer o amor, gritar-nos,
rasgar nossos corpos com os dentes
ou apenas cravar os olhos no neon
os dois quase lâmpadas de petróleo
vazias, empoadas no desvão
em meio à cela há uma cadeira
onde brilha o negro cassetete de borracha,
               escorregadio
de cócoras, quietos, estamos cada um em seu canto,
               nus
o espaço se faz cada vez menor, mais luminoso.

 

         Tradução de Narlan Matos

***

 

Silenciosos, os feiticeiros das metrópoles
semeiam impaciência e angústia com suas mãos
ou jogam veneno nos vasos no terraço
de noite roubam o sonho das crianças, e aos
seres abraçados toda sensação, todo desejo
             
de se dar

ontem puseram uma soga no vizinho,

e privaram-lhe a mulher da vontade

a cor das flores, a fragrância dos cabelos

impuseram dores terríveis nas cabeças, o medo no peito

cabisbaixo, me inclino ante os ídolos

sua raiva é afiada, sua sede incomensurável

e o sangue não coagula, cada súplica se anula

os lábios temerosos repetem frases insensatas

as mãos repetem gestos mecânicos

os feiticeiros traçam figuras ocas

cortam raízes, num instante de lassidão

nos esgotam até o último pouco de nós.

 

                   Tradução de Narlan Matos

 

         ****

 

há coisas que você não sabe dizer
há coisas que você não se atreve a dizer
não pode, não deve
poucas vezes se escapa uma frase doce

quando sinto que o frio está perto
há mentiras que na tua pele
deixam rastros, contusões, arranhões,
que longas semanas batem nos olhos

há palavras que você esconde
sussurra timidamente, me abraça
e com os olhos grandes pergunta

apenas perceptível, tremendo:
se continuará a me amar depois
e se é verdade que terei de morrer.

Tradução de Jasmina Markic

 

Página publicada em junho de 2018

 

 


 

 

 
 
 
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