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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

OVÍDIO

 

Nascimento        20 de março de 43 a.C. Sulmona, República Romana

Morte         17 (59 anos) (ou 18 d.C.) Tomis (atual Constança), Cítia Menor, colônia grega

Gênero literário  Elegia, drama, poesia épica.  Magnum opus A arte de amar

Públio Ovídio Naso, conhecido como Ovídio nos países de língua portuguesa (Sulmona, 20 de março de 43 a.C. — Constança, Romênia, 17 ou 18 d.C.) foi um poeta romano que é mais conhecido como o autor de Heroides, Amores, e Ars Amatoria, três grandes coleções de poesia erótica, Metamorfoses, um poema hexâmetro mitológico, Fastos, sobre o calendário romano, e Tristia e Epistulae ex Ponto, duas coletâneas de poemas escritos no exílio, no mar Negro.  (Mais na wikipidia)

 

         Raimundo Carvalho, no extraordinário volume intitulado Por que calar nossos amores – Poesia homoerótica latina. Edição bilíngue Latim – Português (Belo Horizonte: Autêntica Editora, , 2017, p. 135-169), apresenta trechos traduzidos de Metamorfoses, de Ovídio, relativo à história de Narciso, “jovem belo, transformado em flor de mesmo nome; refere-se a um amor impossível, um amor cujo objeto é a inapreensível imagem de si mesmo refletida na superfície líquida de uma fonte.” (OVIDIO, op. cit, p. 135. )
Escolhemos apenas alguns fragmentos do texto, a título de revelar e promover o referido autor e a edição brasileira.

 

         Metamorfoses III, 407-510: Narciso

        (fragmentos)

 

Havia uma fonte argêntea de águas límpidas,
que nem pastor, nem cabras que pastam nos montes
tocaram, nem um outro gado ou algum pássaro
ou fera perturbara, ou ramos quedo de árvore.            410
Havia grama em volta nutrida de húmus,
e uma selva vetando o sol neste lugar.
Aqui, cansado de calor e caça, o moço
se deitou, atraído pela fonte amena.
Enquanto anseia a sede aplacar, outra nasce.              415
Enquanto bebe, preso à bela imagem vista,
ama objeto incorpóreo, sombra em vez de corpo.
Se embevece de si, e no êxtase pasma-se,
como um signo marmóreo, uma estátua de Paros.
Contempla, à beira, os seus olhos, estrelas gêmeas,    420
a cabeleira digna de Apolo e de Baco,
a face impúbere, o pescoço ebúrneo, a grácil
boca e o rubor à nívea candura mesclado;
e admira tudo aquilo que o torna admirável.
Sem o saber, deseja a si mesmo e se louva,           425
cortejando, corteja-se, incendeia e arde.
Quantos beijos irados deu na falaz fonte!
Quantas vezes querendo abraçar a visão,
na água os braços mergulhava achando nada!
Não sabe  o que está vendo; mas ao ver se abrasa,     430
e o que ilude os seus olhos mais o incita ao erro.
Por que, em vão, simulacro fugaz buscas, crédulo?
O que amas não há; se te afastas, desfaz-se.
Isto que vês reflexo é sombra, tua imagem;
nada tem de seu; vem contigo e se estás fica;            435
se partes, caso o possa, partia contigo.

(...)

       
Esse sou eu! Sinto; não me ilude a imagem dúbia.
Ando de amor por mim, faço o fogo que sofro.
Que faço? Rogo ou sou rogado? A quem rogar?           465
Quero o que está em mim; posse que me faz pobre.
Oh! Se eu pudesse separar-me de meu corpo!
Desejo insólitos: querer longe o que amamos!
Já a dor me tira a força, me resta da vida
pouco tempo e na minha mocidade expiro.                 470
A morte não me pesa, alivia-me as dores.
Este que amor queria que vivesse muito.
Agora, os dois concordes, morremos juntos”.

        (...)

 

Poesia erótica.

Página publicada em junho de 2018


 

 

 

 
 
 
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