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POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

MARINA TSVETAYEVA

 

Marina Ivánovna Tsvetáyeva (em cirílico Марина Ивaновна Цветaева) (Moscou, 26 de setembro de 1894 - Ielabuga, 31 de agosto de 1941), foi uma poetisa e tradutora russa.

Depois da Revolução Russa teve de exilar-se em Praga, no ano de 1922, mudando-se depois (1925) para França, junto ao esposo, um militar. Neste último país viveram catorze anos, ela sempre deprimida. Retornou à União Soviética para se juntar ao marido, Sergei Efron, que retornara para a Rússia, e com sua filha Ariadna, em 1939.

Naquele mesmo ano Sergei e Ariadna foram presos, ele sendo fuzilado em 1941. Ariadna foi reabilitada em 1955. Além desta filha, teve dois outros filhos: Irina e Georgi. A poetisa, porém, tendo caído em desgraça em seu país, com a desaprovação oficial, não conseguia morada nem trabalho, vivendo em grande pobreza. Sua filha Irina foi entregue a um orfanato onde veio a morrer de fome.

Quando teve início a Grande Guerra Patriótica (nome dado pelos soviéticos para a II Guerra Mundial), Marina foi evacuada para a cidade de Ielabuga, no Tartaristão, onde veio a se suicidar em 1941. Existe outra versao para sua morte; correm rumores de que foi morta por agentes da NKVD, policia politica, de Stalin. Moradores de Ielabuga viram os homens saindo de sua casa. Deixou uma obra poética que foi salva da destruição e do esquecimento por sua filha, Ariadna Efron. Durante o regime soviético permaneceu inédita até depois da II Guerra, quando passou a ser publicada em folhas clandestinas. 

 

POESIA SEMPRE. Ano 7  Número 10 abril 1999  – Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 1999.  Editor Geral: Antonio Carlos Secchin. A edição inclui uma seção especial de Poesia Russa, organizada por Marco Lucchesi.  Ex. bibl. Antonio Miranda

Obs. Aparece como Marina Tsvetaeva em vez de Tsvetayeva.

 

                  A Vladimir Maiakoviski

         Acima das cruzes e dos topos,
         Arcanjo sólido, passo firme,
         Batizado a fumaça e a fogo —
         Salve, pelos séculos, Vladimir!

         Ele é dois: a lei e a exceção,
         Ele é dois: cospe nas mãos:
         Resiste, triunfo carreteiro.

         Escura altivez, soberba tosca,
         Tribuno dos prodígios da praça,
         Que trocou pela pedra mais fosca
         O diamante lavrado e sem jaça.

         Saúdo-te, trovão pedregoso!
         Boceja, cumprimenta — e ligeiro
         Toma o timão, rema no teu voo
         Áspero de arcanjo carreteiro.

 

         1921

                   Tradução de Haroldo de Campos

 

            A carta

        Assim não se esperam cartas.
         Assim se espera — a carta.
         Pedaço de papel
         Com uma borda
         De cola. Dentro — uma palavra
         Apenas. Isto é tudo.

         Assim não espera o bem.
         Assim se espera — o fim.
         Salva de soldados,
         No peito — três quartos
         de chumbo. Céu vermelho.
         E só. Isto é tudo.

         Felicidade? E a idade?
         A flor — floriu.
         Quadrado da carta:
         Tinta, tanto!)
         Para o sono da morte
         Viver é bastante.

         Quadrado da carta.

 

         1923
        
                  Tradução de Augusto de Campos

 

Página publicada em abril de 2018


 

 

 
 
 
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