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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

PIERRE DE RONSARD

 

Pierre de Ronsard (11 de dezembro de 1524 — 27 de dezembro de 1585) foi um poeta renascentista francês nascido no castelo de La Possonnière, condado de Vendôme, é o principal representante da La Pléiade, grupo de poetas cujos principais modelos foram os líricos greco-romanos e italianos, de grande importância na renovação da literatura francesa.  Biografia completa em https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_de_Ronsard.

 

Extraído de 

FRÓES, Heitor F.  Meus poemas dos Outros. Traduções e versões.  Bahia, 1952.  312 p. "Deste livro foram impresso 1.000 exemplares em papel de qualidade superior e 500 exemplares  em papel Westerpost, exclusivamente para subscritores, numerados e rubricados pelo autor."  Ex. bibl. Antonio Miranda.

 

LA VIEILLESSE


(Sonnets à Hélène, XLII)

 

 

Quand vous serez bien vieille, au soir à la chandelle,
Assise auprès du feu, dévidant et filant,
Direz chantant mes vers, en vous émerveillant:
Ronsard me célébrait du temps que fêtais belle.

 

Lors vous n'aurez servante oyant telle nouvelle,
Déjà sous le labeur a demi sommeillant,
Qui au bruit de mon nom ne s'aille réveillant,
Bénissant votre nom de louange immortelle.

 

]e serai sous la terre, et fantôme sans os

Par les ombres myrteux je prendrai mon repos;

Vous serez au foyer une vieille accroupie,

 

Regrettant mon amour et votre fier dédain.
Vivez, si m'en croyez, n'attendez à demain:
Cueillez dès aujourd'hui les roses de la vie.

 

 

 

 

A VELHICE

(Sonetos para Helena, XLII)

 

 

Tradução de Heitor P. Froes

 

 

Quando já bem velhinha, à noite, à luz da vela,
Sentada ante a lareira estiveres fiando,
Dirás, ao recordar-me, o coração pulsando:
Ronsard cantou-me em verso, ao tempo em que fui bela'

 

Já não terás, então, como serva a donzela
Que, ao peso do cansaço às vezes ressonando,
Ouvindo-me invocar despertava, abençoando
O teu nome imortal que meu verso revela.

 

O corpo sepultado, a alma livre e sem pouso,

À sombra dos mirtais encontrarei repouso;

Tu — do tempo curvada à fatal inclemência —

 

Chorarás meu amor e teu frio desdém...

Não fiques a esperar pelo dia que vem:

Colhe enquanto inda é tempo as rosas da existência!

 

 

 

 

ALMEIDA, Guilherme de.  Poetas de França. 5ª ed. São Paulo: Babel [211]  223 p. capa dura e sobrecapa.   Ex. biibl. Antonio Miranda

 

 

Sonnet pour Hélène

 

Quand vous serez bien vieille, au soir à la chandelle,
Assise auprès du feu, deuidant & filant,
Direz chantant mes vers, en vous esmerueillant: Ronsard me celebroit du temps que i'estois belle.

 

Lors vous n'aurez semante oyant telle nouuelle,
Desia sous le labeur à demy sommeillant,
Qui au bruit de mon nom ne s'aille resueillant,
Bénissant vostre nom de louange immortelle.

 

le seray sous la terre, & fantôme sans os

Par les ombres myrteux ie prendray mon repos:

Vous serez au fouayer une vieille accroupie,

 

Regrettant mon amour & vostre fier desdain.
Viuez, si m'en croyez, n'attendez à demain:
Cueillez dès auiourdhuy les roses de la vie.

 

 

 

Soneto a Helena

 

Quando fores bem velha, à noite, à luz da vela,
Junto ao fogo do lar, dobando ofioe fiando,
Dirás, ao recitar meos versos e pasmando:
Ronsard me celebrou no tempo em q fui bella.

 

E entre as servas então não ha de haver aquela
Que, já sob o labor do dia dormitando, S
e o meo nome escutar não vá logo acordando
E abençoando o esplendor q o teu nome revela.

 

Sob a terra eu irei, phantasma silencioso,
Entre as sombras sem fim procurando repouso:
E em tua casa irás, velhinha combalida,

 

Chorando o meo amor e o teu cruel desdém.

Vive sem esperar pelo dia que vem;

Colhe hoje, desde já, colhe as rosas da vida.

 

 

 

Página publicada em dezembro de 2017 - ampliada em maio de 2020

 

 


 

 

 
 
 
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