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POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

 

ANACREONTE


Anacreonte de Teós (Lídia ou Jônia) viveu no século VI A.C. l(560-478 A.C.). Escreveu em jônico, como Homero, a quem admirava. Tornou-se éter no pelo seu lirismo sensual, emotivo, libérrimo. Pode-se irmaná-lo a Safo, irmã de Alceu, a maior autoridade lírica grega. A ode XVI, por exemplo, é obra de ourivesaria, tem o rubor do rubí do vinho que o poeta cantou com saúde e sublimidade, tem a sedução do filtro naturista que é uma característica da tradição essencialmente helênica.

 

Extraído de

O SACO – 4º. CADERN0 – No. 4 – SETEMBRO – 1976. p. 9
Revista mensal de cultura. Fortaleza, CE: OPÇÃO  Editora Promoções e Publicidade Ltda.

 

 

         CINCO ODES DE ANACREONTE

 

         TRADUÇÃO DO GREGO POR
INÁCIO XAVIER FILHO

 

         1 Da Cítara

         Quero cantar os Átridas,
Ou então Cádmo;
Mas, as cordas da lira
Ressoam só de amores.
Inda há pouco trasladara,
As cordas também
Da lira inteira,
Em verdade cantava
De Hércules os trabalhos;
Mas a lira de amor
Antifonava.
Adeus heróis que me ficam;
Pois esta lira
Somente amor
Vibra assim!@

 

         2. De Si Mesmo. (XVI)

         Cantas tebanas guerras,
Outro, da Frígia as mesmas;
Eu, as minhas cadeias.
Não me destruíram cavalos,
Nem infantes, nem náus;
Mas outras forças, de um olhar,
Súbito vieram me derribar.

 

         3 De Si Mesmo (XXV)

         Quando bebo vinho
Dormem as preocupações.
Que me importam gemidos e penas,
Que me importam cuidados?
Tenho de morrer, não o desejo embora...
Quem negaceia a vida?
Bebamos então o vinho,
O vinho do belo Baco.
Com o beber, pois,
Acalentam-se-nos os anseios...

 

         4  Da Rapariga (XXXIV).

         Não me fujas, atentando
No meu cabelo grisalho,
nem por se aproximar
De ti no seu brilho,
De primavera a flor,
Não repilas os meus filtros.
Olha, já nas coroas
Como convém, os brancos lírios
Entrelaçando-se às rosas.

 

         5  Da Cigarra (XLIII)

         Temos-te por feliz, cigarra,
Quando das árvores topol,
Um pouco d´orvalho bebendo,
Qual um rei, cantas,
Teu é tudo aquilo,
Quanto vês, nos campos,
Quanto trazem as florestas.
Tu, amizade dos lavradores,
A ninguém prejudicando,
És preciosa aos mortais,
Do doce verão Profetiza.
Amam-te as musas,
Ama-te o próprio Febo,
Ensinou-te mavioso canto.
A velhice não te gasta.
Sábia, filha da terra,
Amiga dos cânticos,
Serena, anêmica, esquálida,
És quase igual aos deuses.

        

Página publicada em junho de 2018


 

 

 
 
 
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