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POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS


D. H. LAWRENCE

 

 

David Herbert Lawrence ou D. H. Lawrence (Nottingham, 11 de Setembro de 1885 — Vence, 2 de Março de 1930) foi um controverso e prolífico escritor inglês, conhecido pelos seus romances, poemas e livros de viagens. Pertence à escola modernista.

 

A sua obra aborda temas considerados controversos no início do século XX, como a sexualidade e as relações humanas por vezes com características destrutivas e estende-se a praticamente todos os géneros literários, tendo publicado novelas, contos, poemas, peças de teatro, livros de viagens, traduções, livros sobre arte, crítica literária e cartas pessoais.

 

Em conjunto, a obra expõe uma alargada reflexão sobre os efeitos desumanizantes da modernidade e da industrialização. Os temas que Lawrence abordou tornaram a obra importantíssima para a compreensão de uma época influenciada por Freud e por Nietzsche.

 

O Amante de Lady Chatterley foi proibido na época e passou a circular clandestinamente. "O Arco Íris" foi considerado obsceno. E Mulheres Apaixonadas foi recusado pelos editores de Londres, só foi publicado cinco anos depois em Nova Iorque.

 

Além de escritor, Lawrence também era pintor e produziu muitas obras expressionistas.

Fonte: wikipedia

 

 

TEXTS IN ENGLISH   -  TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

 

Extraído de

 

POESIA SEMPRE  - Ano 6 – Número 9  - Rio de Janeiro - Março 1998. Fundação BIBLIOTECA NACIONAL – Departamento Nacional do Livro -  Ministério da Cultura.  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

The Secret Waters

 

What was lost is found
what was wounded is sound,
The key of life on the bodies of men
unlocks the fountains of peace again.

 

The fountains of peace, the fountains of peace
well softly up for a new increase,
but they bubble under the heavy wall
of this house of life that encloses us all.

 

They bubble under the heavy wall

that was once a house, and is now a prison,

and never a one among us all

knows that the waters have risen.

 

None of us knows, O none of us knows
the welling of peace when it rises and flows
in secret under the sickening wall
of the prison house that encloses us all.

 

And we shall not know, we shall not know
till the secret waters overflow
and loosen the brick and the hard cement
of the walls within which our lives are spent

 

Till the walls begin to loosen and crack,
to gape, and our house is going to wrack
and ruin above us, and the crash of release
is death to us all, in the marshes of peace.

 

 

 

As águas secretas

 

 

Tudo o que se perdeu e achado
tudo o que foi ferido e curado,
a chave da vida nos corpos da gente
abre as fontes da paz novamente.

 

As fontes da paz, as fontes da paz
emanam mansas num aumento capaz
de borbulhar, porem sob a parede pesada
da casa da vida que mantem a gente fechada.

 

Borbulham pois sob a parede em questão
do que antes foi casa e agora e bruta prisão,
sem que nunca um de nós tome consciência
de que as águas subiram na maior veemência.

 

Nenhum de nós sabe, jamais leva em conta
que a nascente da paz jorra e desponta
em segredo por baixo das paredes imundas
da casa-cárcere que a todos circunda.

 

E jamais saberemos que e essa a ordem
até que as secretas aguas transbordem
abalando os tijolos e aquela sólida massa
das paredes nas quais a nossa vida se passa.

 

Até que o abalo das paredes desague
em fendas, brechas, a casa inteira naufrague
sobre nós e o estrondo de libertação que ela faz
seja morte para todos, no aguaceiro da paz.

 

         Tradução de Leonardo Froes

 

 

 

 The Sea, the Sea

 

The sea dissolves so much
and the moon makes away with so much
more than we know —

 

Once the moon comes down

and the sea gets hold of us

cities dissolve like rock-salt

and the sugar melts out of life

iron washes away like an old blood-stain

gold goes out into a green shadow

money makes even no sediment

and only the heart

glitters in salty triumph

over all it has known, that has gone now

into salty nothingness.

 

 

 

O mar, o mar

 

O mar dissolve tanta coisa
           
e a lua leva embora tão mais
           
do que sabemos —

 

Assim que a lua baixa

e o mar se apossa de nós

as cidades se dissolvem como sal-gema

o açúcar funde fora da vida

o ferro some como velha mancha de sangue

o ouro se transmuda em sombra verde

o dinheiro sequer deixa um sedimento:

só o coração

cintila em seu triunfo salino

sobre tudo o que soube e agora foi-se

na salinidade do nada.

 

                        Tradução de Leonardo Fróes

 

 

 

Página publicada em janeiro de 2018

 


 

 

 
 
 
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