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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

Rimbaud aos 17 anos, retratado por Étienne Carjat,
 provavelmente em dezembro de 1871

 

ARTHUR RIMBAUD
 

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (Charleville, 20 de outubro de 1854 — Marselha, 10 de novembro de 1891) foi um poeta francês.[ Produziu suas obras mais famosas quando ainda era adolescente sendo descrito por Paul James, à época, como "um jovem Shakespeare". Como parte do movimento decadente, Rimbaud influenciou a literatura, a música e a arte modernas. Era conhecido por sua fama de libertino e por uma alma inquieta, viajando de forma intensiva por três continentes antes de morrer de câncer aos 37 anos de idade.   Fonte da foto e da biografia: wikipedia.

 

                   COCHER  IVRE

                   Pouacre
                   Nacre
                   Voit:

                   Acre,
                   Loi,
                   Fiacre,
                   Choit!

                   Femme,
                   Tombe:
                   Lombe

                   Saigne:
                   — Clame:
                   Geigne.
 

                                               COCHEIRO BÊBADO

                                               Nacre
                                              
Sai,  
                                              
Lacre
                                               Vai;

                                               Acre,
                                               Guai,
                                               Fiacre,
                                               Cai.

                                               Tombo:
                                               Lombo,
                                               Dama

                                               Prerne
                                               —Clama!
                                               Geme.

                                                                                   

                                              

   OLHO/ ILHA

   L´etoile    a plueré       rose             au couer              de les orilles
   L´infini     roulé            blanc          de ta nuque         à tes reins;  
   La      mer          a perlé         rouse           à tes mammes      vermeilles
   Et´Homme         saigné         noir             à ton flanc             souverain

   A estrela   chorou         rosa            ao fundo               de tua orelha,
   O espaço   rolou           branco         entre a nuca          e o quadril
   O mar      perolou        ruivo           a mamila               vermelha
   E o Homem        sangrou                negro           o flanco       senhoril.

 

        

Fonte:    RIMBAUD, Arthur .Poesia completa       . Trad. Ivo Barroso. Rio de Janeiro: Topbooks,1994    

 

 

 

Extraído de

 

POESIA SEMPRE Revista Semestral de Poesia. Ano 5 – Número 8.  Junho 1997.  Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura. Departamento Nacional do Livro, 1997.  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

Les corbeaux

 

Seigneur, quand froide est la prairie,

Quand dans les hameaux abattus,

Les longs angélus se sont tus...

Sur la nature défleurie

Faites s'abattre des grands deux

Les chers corbeaux délicieux.

 

Armée étrange aux cris sévères,
Les vents froids attaquent vos nids!
Vous, les long des fleuves jaunis,
Sur les routes aux vieux calvaires,
Sur les fossés et sur les trous
Dispersez-vous, ralliez-vous!

 

Par milliers, sur les champs de France,
Où dorment des morts d'avant-hier,
Tournoyez, n'est-ce pas, l'hiver,
Pour que chaque passant repense!
Sois donc le crieur du devoir,
O notre funèbre oiseau noir!

 

Mais, saints du ciel, en haut du chêne,
Mât perdu dans le soir charmé,
Laissez les fauvettes de mai
Pour ceux qu 'au fond du bois enchaîne,
Dans l'herbe d'où l'on ne peut fuir,
La défaite sans avenir.

 

 

Tradução de Xavier Placer

 

Os corvos

 

Quando o frio envolve os campos
quando nas desoladas aldeias
o longo "Ângelus" se cala
sobre a natureza despida,
fazei, Senhor, dos altos céus,
descer os deliciosos corvos amados.

 

Estranho exército de graves clamores,

os implacáveis ventos vos assolam os ninhos.

Ao longo dos barrentos rios,

sobre as estradas de velhos cruzeiros,

sobre casebres e velas,

dispersai-vos, confundi-vos.

 

Aos milhares, sobre os campos de França
onde repousam os mortos de anteontem,
voai, volteai, ao frio ar de inverno,
para que os passantes meditem!
Sede os pregoeiros de dever,
ó nossa negra ave agoirenta!

 

Mas, Senhor, no alto do carvalho

— mastro perdido na noite enfeitiçada —

deixai as toutinegras de maio

para aqueles que, no fundo da floresta,

sob a relva de onde não se pode fugir,

estão esmagados pela derrota sem esperança!

 

 

 

Tradução de Augusto de Campos

 

Os corvos

 

Senhor, quando os campos são frios
E nos povoados desnudos
Os longos ângelus são mudos...
Sobre os arvoredos vazios
Fazei descer dos céus preciosos
Os caros corvos deliciosos.

 

Hoste estranha de gritos secos,
Ventos frios varrem vossos ninhos!
Vós, ao longo dos rios maninhos,
Sobre os calvários e seus becos,
Sobre as fossas, sobre os canais,
Dispersai-vos, e ali restais.

 

Aos milhares, nos campos ermos,
Onde há mortos recém-sepultos,
Girai, no inverno, vossos vultos
Para cada um de nós vos vermos,
Sede a consciência que nos leva,
Ó
funerais aves da treva!

 

Mas, anjos do ar, no alto da fronde,
Mastro sem fim que os céus encantam,
Deixai os pássaros que cantam
Aos que no breu do bosque esconde,
Lá, onde o escuro é mais escuro,
Uma derrota sem futuro.

 

 

 

Tradução de Ivo Barroso

 

Os corvos

 

Senhor, quando há frio no prado,
Quando nos vilarejos pobres,
Dos ângelus calam-se os dobres...
Sobre esse mundo desolado
Fazei cair dos céus ciosos
Os caros corvos deliciosos.

Hordas hostis de uivos sicários,
Invadem vosso ninho os frios
Ventos! e vós, beirando os rios
E as velhas vias dos calvários,
Por sobre fossas, sobre clivos,
Disseminai-vos, convergi-vos!

 

Aos bandos, nos campos de França,
Em que os heróis jazem sepultos,
Quem vir, no inverno, os vossos vultos
Ao passar, repasse na lembrança!
Sê pois o arauto do dever,
Ó fúnebre ave de se ver!

 

Santos do céu, de altos carvalhos,
Mastro perdido em noites negras,
Deixai em maio as toutinegras
Aos que estão presos nos atalhos
Sob o relvado em fosso escuro,
Pela derrota sem futuro.

 

 

Página publicada em dezembro de 2017; amplia da e republicada em janeiro de 2018


 


 

 

 
 
 
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