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POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

RUMI

 

 

Rumi (1207-1273) foi um poeta e mestre espiritual persa do século XIII. Seus poemas adquiriram grande popularidade principalmente entre os persas do Afeganistão, Irã e Tajiquistão.

Rumi nasceu em Balkh, no atual Afeganistão, no dia 30 de setembro de 1207. Seu pai foi um teólogo e pregador islâmico. Entre 1215 e 1220, quando os mongóis invadiram a Ásia Central, Rumi, sua família e alguns discípulos deixaram sua cidade, migrando para terras muçulmanas, incluindo Bagdá, Damasco, entre outras. Depois de peregrinarem para Meca, se instalaram em Konya, na atual Turquia Ocidental.

Em 1231, Rumi se torna discípulo de Sayyed Burhan ud-Din Muhaqqiq Termazi, um dos alunos de seu pai. Com a morte de seu pai, herdou a posição espiritual que ele ocupava. Tornou-se professor e teólogo e pregava nas mesquitas de Konya.

Rumi passou a maior parte dos últimos anos de sua vida em Anatólia, dedicado em terminar sua obra prima do sufismo (sabedoria mística e contemplativa do Islão) “Masnavi”, formada por seis volumes. Escreveu ainda vários volumes de poesias populares. Faleceu em Konya, atual Turquia, no dia 17 de novembro de 1273.

 

 

Nem deste mundo, nem do próximo,
nem do céu, nem do purgatório.
Meu lugar é o não lugar,
meu passo é o não passo.

 

Não sou corpo, não sou alma.
A alma do Amado possui o que é meu.
Deixei de lado a dualidade,
vejo os mundos num só.

 

Procuro o Um, conheço o Um,
vejo o Um, invoco o Um.
Ele é o Primeiro e o Último,
o exterior e o interior.
— Nada existe senão Ele.

 

(De RUMI, Djalal ad-Din. Poemas místicos. Divã de Shams de Tabriz.
São Paulo: Altar Edl., 1996. P. 84-85)

 

 

 

Extraído  de

 

 

POESIA SEMPRE. Revista semestral de poesiaANO 9 – NÚMERO 14. AGOSTO 2001.  Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Ministério da Cultura, Departamento Nacional do Livro, 2001.  222 p. ilus.  col.  Editor geral  Marco Lucchesi.  ISSN 0104-0626    Ex. bibl. Antonio Miranda.

 ( Seção: Poesia Mística )

 

         Tradução de Luciana Persice   e   Marco Lucchesi.

 

 

 

         Morrei, morrei, de tanto amor morrei,
morrei, morrei de amor e vivereis.

       Morrei, morrei, e não temais a morte,
voai, voai bem longe, além das nuvens.

       Morrei, morrei, nesta carne morrei,
é mero laço, a carne que vos prende!#

       Vamos, quebrai, quebrai esta prisão!
Sereis de pronto príncipes e emires!

       Morrei, morrei aos pés do Soberano:
e assim sereis ministros e sultões!

       Morrei, morrei, deixai a triste névoa,
tomai o resplendor da lua cheia!

       silêncio é o sussurro de morte,
e esta vida é uma flauta silente.

 

       O que fazer, se não me reconheço?
Não sou cristão, judeu ou muçulmano.

       Se já não sou do Ocidente ou do Oriente,
não sou da minas, da terra ou do céu.

       Não sou feito de terra, água, ar ou fogo;
não sou do Empíreo, do Ser ou da Essência.

       Nem da China, da Índia ou Saxônia,
da Bulgária, do Iraque ou Khorasan.

       Não sou do paraíso ou deste mundo,
não de Adão e Eva, nem de Hades.

       O meu lugar é sempre o não-lugar,
não sou do corpo, da alma, sou do Amado.

       O mundo é apenas Um, venci o Dois.
Sigo a cantar e a buscar sempre o Um.

       “Primeiro e último, de dentro e fora,
eu canto e reconheço aquele que É.”

       Ébrio de amor, não sei de céu e terra.
Não passo do mais puro libertino.

       Se houver passado um dia em minha vida
sem ti, eu desse dia me arrependo.

       Se pudesse passar um só instante
contigo, eu dançaria nos dois mundos.

       Shams de Tabriz, vou ébrio pelo mundo
e beijo com meu lábios a loucura.

 

 

 

De: RÛMI. Djalai ad-Din. A sombra do amado. Trad. Luciana Persice e Marco Lucchesi.  Rio de Janeiro: Fisus, 2000.

 

 

Página publicada em junho de 2018


 

 

 
 
 
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