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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


JUSSARA SALAZAR

Fonte: www.escritorassuicidas.com.br/

 

JUSSARA SALAZAR


 

Nasceu em Pernambuco, em 1959. Vive em Curitiba desde 1985. E artista plástica, com várias exposições realizadas pelo país. Como poeta, tem produzido livros-objeto em seu estúdio, edições artesanais com pequenas tiragens assinadas, entre os quais Navíovo - Uma epopeia moderna ou A história moderninha da viagem da estrela pelas dobras do tempo; Plânctum; Inscritos da casa de Alice; Canónicas; e Jardim dos Retratos, entre outros. Tem poemas publicados na revista Medusa e em sites como o do Memorial da América Latina, no qual há também entrevista (www.memorial.org.com.br). Foi incluída na antologia "Pindorama - 30 poetas de Brasil", organizada por Reynaldo Jiménez para a revista Tsé—Tsé de n.° 7/8 (Buenos Aires, outono/2000).

 

 

 TEXTOS EM PORTUGUÊS Y EN ESPAÑOL (ver também)

 

 

Plegária

 

Verde, âmbar as

pedras,

e as violetas rosadas –

eternas e o humo que

cobria o chão negro

como a noite, e quisera

falar-lhe em seu idioma

antigo

e recordar os lobos

correndo ao redor da

casa e a hera selvagem

cobrindo os vestidos e

os animais, pequenos,

nos bordados coloridos e

ramitos a entreabrir-se

brancos e escuros, cristal

de la luna ao reflexo

como a aparição das

lebres e das ovelhas

correndo os campos sob

as nuvens e a subterra

profunda do horto na

pele do ar em minutos

precisos, envolvendo o

tempo quando vi morrer

o sol, e o vento girando,

soprando mirações da

cor da água, nas rosas e

nos insetos. Quisera falar

seu idioma antigo e

guardar-lhe nas luzitas

do espelho como os

cravos também tão

antigos sobre a toalha

branca, e uma lua de

seda derrama um rosário

de ouro mais os rumores

de um sonho, quisera.

 

 

Poemas extraídos de PASSAGENS. Antologia de poetas contemporâneos do Paraná.  Seleção e apresentação de Ademir Demarchi.  Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 202.  428 p. (Col. Brasil Diferente)

 

 

Os anões

 

como quasímodos quase

gentes ao espelho ao cada um

nalgum do canto em torno de

um cá a casa das rosas na casa

dos sonhos diminutos duo

entes que entrepasseiam tour

o tempo pelo tempo giram

suas vestes vozes de veludo

pia-máter vez do zero ser do ater

 

liliput pôs se então do sol

ao plexus.

 

 

Alice nos vê por

detrás da vidraça

 

por detrás do logos olho

me o sempre vemos uma alice agora

grã e seu vestido muito

clara

seus os olhos no bordado

peaux a pele vai alice

vítrea

 

aos rosados animais e ao relevo

rumo saltitante se da rapidez a

razia invisível lava na pureza

a reza no vermelho no espelho

sem alguma quase elipse há

um quase instar um quase amor

 

pontos-cruz saltam à glosa
o feltro sobre os cabelos portanto

laços flutuando na água.

 

 

Águas de luz

 

o ar em ondas agita a cambraia leve

lúnulas de sol e a luz

no desvio de suas águas

trama ecos de si e derrama

corpúsculos que submergem

ao fundo do lago e a hera amorosa

navega, enlaça o espelho do rio

e seus delfins

 

romãs entre os cordeiros em brancas

as raízes enroscam se pela pele

e pêlos de alice.

 


(O mapa)

 

a palavra água molha
o verso e beija
e seus olhos atrás do meu
olhar quando o silêncio
atravessa  a noite:

o território líquido
das distâncias sem dor

 

          (De Inscritos da casa de Alice)

 

 

 

 

SALAZAR, JussaraCarpideiras.  Rio de Janeiro: 7Letras, 2011.  106 p.  14x21 cm. Foto da capa: João Urban. ISBN 978-85-7577-828-9    Col. A.M.

 

VI

Coro de Bonecas:

 

A velha galinha faz gorda a cozinha!

 

Canta espreita o gavião

Alma, tu quem serás?

Alma, tu de onde virás?

 

Cordeiro na noite ao chão

No brejo ou jardim estará?

Virá da mata ou confins?

 

Só o tempo é que dirá

Se virá iluminando

Ou na brasa vem pisando

Cantarei até o fim

 

 

XII

 

Coro de Anjos:

 

Quem quer ver a barcarola

Que vai se deitar aã mar

 

Nossa Senhora vai nela

Vão os anjos a remar

 

Nau em flor de laranjeira

São Miguel há de escutar

 

Sua camisola e madeixas

Hei-de vê-las flutuar

 

Nas manhãs que essa fada

Moura fidalga ordenar

 

 

 

 

SALAZAR, JussaraNatália.  Curitiba, PR: Travessa dos Editores,  2004.  130 p.  16x21 cm.         ISBN 85-89485-15-3     “ Jussara Salazar “  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

CÔNCAVO-OLIPANTE

 

          Para Fábio Campana

 

 

Conheceu da dor o amor provou poliu

o ouro-templo como deflagrasse

à mancheia o texto

subiu desceu talismã nas palavras

ágape-casca-mandrágora

fosse criança que cítara à glosa galáctica

ou tauto-deusa desenrolando tânatos na noite tânagra flabelo no  
                                                                                     sopro

ofício

apocalipsa a terra redonda

afia afio na desmesura solidão que corta

água pingando

escorre disforme no corpo e sela

lauda me livra-nos dessa aurora pedra

da peste

olho do caos do cão flor da infinita escuridão.

 

 

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 TEXTOS EM PORTUGUÊS Y EN ESPAÑOL

 

 

 

 

JUSSARA SALAZAR

 

 

Jussara Salazar nació en Pernambuco en 1959. Vive en Curitiba. Poeta y artista plástica, realiza exposiciones de sus esculturas y objetos, y produjo artesanalmente libros-objeto de pequeñas tiradas: Plánctum, Solbelo Lunar da Noite, Vinte-Poemas de bolso, Marca D’Agua, Naviovo y Da Fábula das Coisas «son algunos de ellos». Su última publicación es inscritos da Casa de Alice (1999).

 

 


Estraídos da revista TSÉ=TSÉ n. 7/8 Otoño 2000. Buenos Aires Argentina.

Tradução de R. J., revisados por J. S.

 

 

A hora dos insetos

 

Noite alta aromam raízes

circundam as asas vítreas

e arvorezinhas deslizam nos dedos;

leve o tigre aura em halos que o sol

noturno das pedras silenciosas

guarda qual corpo – e oráculo –

feito a ânsia d’água-mãe.

 

lapso de líquidos o silêncio a boca da casa

e os fragmentos de um jaspe

ugazes lavam

seu suave canto.

 

 

La hora de los insectos

 

noche alta aroman raíces

circundan las alas vítreas

 y arbolitos deslizan los dedo;

leve el tigre aura en halos que el sol

nocturno de las piedras silenciosas

guarda cual cuerpo – y iráculo –

 hecho el ânsia de aguamadre.

 

Lapso de líquidos el silencio la boca de casa

y los fragmentos de un jaspe

fugaces lavan

su suave canto.

 

 

O retorno da noite

 

o eu entardece curvo

deita se fragmentário azul em

cânticos desmancha se

o nada em

grafia nebular encobre

l e v e s   r e f r a ç õ e s ;

partículas à espera de

um quase instar intactas

 

 

diorama acende se em anseios

pelo que virá.

 

 

El retorno de la noche

 

el yo atardece curvo

se deja fragmentario azul en

cânticos se desmancha

la nada en

grafia nebular encubre

l e v e s  r e f r a c c i o n e s ;

partículas a la espera de

un casi instar intactas

 

diorama se eleva en ânsias

por lo que vendrá.

 

 

 

Dia de dança

 

signo escrito (órgão) criva

o verbo insuflando os pássaros

em nascentes qual geometria

 

marca o mapa um incunábulo

que estrela ar de um ouro outro

a margem de um adágio :

 

a hora do exato em flecha acerta

dígito o alvo em um curvo quase.

 

 

 

Día de danza

 

signo escrito (órgano) acribilla

el verbo insuflando los pájaros

en nacientes cual geometria

 

marca el mapa un incunable

que estrella aire de un oro outro

al margen de un adagio :

 

la hora de lo exacto en flecha acierta

dígito el Blanco en un curvo casi.

 

 

 

S o b r e   u m a   v i a g e m

a o    i n t e r i o r   d o   e s p e l h o

 

                                      “Três quarks para Muster Mark”

                                                                    (James Joyce)

o tempo ronda as

runas sob a sombra

à copa de minúsculas árvores

sobre à mesa ao fim da tarde

 

pela superfície convexa

que adentra

o espelho verte-se noite

ao fluxo profundo

 

acendem-se

uns pequenos pontos

de luz em refrações

que a chuva derrama

 

o  u n i v e r s o

passeia o negro veludo da mente.

 

(na água pequenas flutuações de densidade

curva e o azul no reflexo dos raios gama)

 

                   (Para Stephen Hawking)

 

 

 

Sobre un viaje

al interior del espejo

 

el tiempo ronda las

runas bajo la sombra

copa de minúsculos árboles

sobre la mesa al fin de la tarde

 

 

 

por la superfície convexa

que adentra

el espejo se vierte noche

al profundo flujo

 

se elevan

unos pequeños  puntos

de luz en refracciones

que la lluvia derrama

 

 

el universo

passea la negra mata de la mente.

 

(en el agua pequeñas fluctuaciones de densidad

curva y el azul en el reflejo de los rayos gama)

 

 

 

 

 

 

 

Página publicada em fevereiro de 2009; ampliada e republicada em abril de 2010; amplida em julho de 2012; ampliada e republicada em março de 2015.

 

 

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