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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ARISTIDES KLAFKE

 

Aristides Sérgio Klafke. Pseudônimo(s): Arik. Nasceu em Paranaíba, Mato Grosso, em 1953. Viveu em São Paulo. Mudou-se para os Estados Unidos em 1986.Vive em NewYork onde se dedica às artes plásticas.

 

CONTRAMÃO POEMAS.  2ª edição.  Aristides Klafe. Arnaldo Xavier. Celso Luiz Marangoni. Lucia Villares. Mauricio Merlini. Tadeu Gonçalves. Ulisses Tavares.  São Paulo, SP: Núcleo Pindaíba Edições e Debates, 1978.  91 p. (Coleção PF)      Capa e orientação gráfica: Ulisses Tavares.

 

         CONSELHO

 

você deve devolver o sorriso
ao poder

sem novidade deve passar pelas pessoas
como se o mundo não existisse,
deve passar apenas, alheio.

ficar viúvo de sentimento
desertar em plena luta
armazenar o sexo

você deve ser absurdo, amigo
silencioso
você deve inaugurar-se
no caos.

e passar bem!

 

É TRISTE PERDER A LIBERDADE
E NÃO FICAR LOUCO

                   a Homero Klafke

diariamente fica trancado no quarto
apreciando o pinto sempre ereto respirando
sonhando nu subestimando renegado
atitudes masturbando a impotência psíquica
obscuro transparente indivíduo sempre
se protegendo em Reich tecendo melancólicos
pensamentos sexuando os objetos existentes na
mente permanecendo exilado no próprio corpo
abstraindo inutilidades sem perspectivas
sem ter os jornais decretando passivo o ritmo
da vida o tempo todo mastigando aspectos
mutilados da história sem energia sem
pressentimento arrumando os inúteis livros
amontoados na cama covardemente padecendo sob
os ejaculados lençóis sujos de paranoia.

 

TODAVIA

Resguardo o animal que há
em mim, ferido
até que os músculos arrebentem
a carcaça de meu corpo
liberte a raiva no estalo retumbante
de um relâmpago
até que o canto suprima a dor

 

FIM DE ÉPOCA

aí  declararemos imediatamente novas ordens
aí  estruturaremos novos e amplos espetáculos
aí  soltaremos as feras, libertaremos todos
os  pássaros
aí varreremos do palco fadigas de sonho e passado

 

SOBRE O CIMENTO DO PEITO

sobre o cimento do peito
algo de pluma algo de água.

sobre o cimento do peito
algo de grave algo de sombra.

sobre o cimento do peito
algo de veia algo de sangue.

sobre o cimento do peito
uma lança de cobre a abrir desiguais
caminhos
— passo a passo
pela carne úmida e fria que protege
os rebelados
ossos.

 

PEDRA DOR

em  cada  febre  de  corpo
em  cada  canto  de  pedra
em  cada  aflito  de  olho
em  cada  apego  de  sexo
em  cada grito  de  amor
em  cada gesto  desesperado
a unha do opressor
que dilacera e corta
o braço necessário
do meteoro
domesticado

 

 

Página publicada em junho de 2018


 

 

 

 
 
 
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