Foto: Rodulfo Gea | CNL-INBA
LETICIA HERRERA ALVAREZ
Nació en Coalcomán, Michoacán, el 6 de enero de 1954. Radica en la Ciudad de México. Dramaturga, narradora y poeta. Su obra ha sido traducida al inglés, francés, portugués, alemán, italiano y rumano. Autora del género “Chiribitas”, por el cual fue nombrada autora del año por la Editorial Universum de Italia e incluida en Globus, antología internacional de poetas de fin de milenio, 1999; parte de su obra se incluye en antologías de Austria, Brasil, E.U.A., Italia, México y Québec. Biografía completa en: http://www.elem.mx/autor/datos/1829
TEXTOS EN ESPAÑOL - TEXTOS EM PORTUGUÊS
LATINIDADE: I COLETÂNEA POÉTICA DA SOCIEDDE DE CULTURA LATINA DO ESTADO DO MARANHÃO. Dilercy Adler, org. São Luis: Estação Produções Ltda, 1998. 108 p. Capa: Carranca – Fonte do Ribeirão – São Luís – Maranhão – Brasil Ex. bibl. Antonio Miranda
LA MUSA
— Ay de mí!
Cuántos édipos me
hanrán hecho la víctima
de su amor platónico.
DESEO
A MIGUEL BARZO
Que la vida me
mate, no la muerte.
ÉL
— Era tan débil
que casi me mata.
PERESTROIKA
Créeme, yo soy
la materialista ideal.
EL DESPERTAR
Sintió que todo le daba vueltas:
había descubierto la dialéctica.
TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução: ANTONIO MIRANDA
A MUSA
— Ai de mim!
Quantos édipos me
fizeram vítima
de seu amor platônico.
DESEJO
A MIGUEL BARZO
Que a vida me
mate, a muerte não.
ÊLE
— Era tão fraco
que quase me mata.
PERESTROIKA
Creia-me, eu sou
a materialista ideal.
O DESPERTAR
Sentiu que tudo estava dando voltas:
havia descoberto a dialética.
I COLETÂNEA POÉTICA DA SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO BRASIL construindo pontes. Dilercy Aragão Adler (Organizadora). São Luís: Academia Ludovicense de Letras – ALI, 2018. 2978 p. ISBN 978-85-68280-12-6 No 10 353
TEXTOS EN ESPAÑOL
TEXTOS EM PORTUGUÊS
VIA LÁCTEA
Algumas experiências rebasan
nuestra percepción del espacio
nuestra ubicación en él
al dar un paso largo
se tiene miedo de caer al vacío
terror cósmico que tan sólo detendría
el abrazo perdido
VOZ DE SIRENA
Sutil lazo azul reposa sobre sus senos
la voz del viento en su pecho repira
Puede leerse el flujo
en su ondulada gravitación
Los músicos cuidan
no violentar la
abisal voz de la tierra
donde naufragara
el vigoroso cuerpo de la Atlántida
Voz de niña milenaria donde
las águas encrespan lejanía
Ávidas le sostienen el milagro del canto
como su propio aliento de vida
resucitado del naufrágio
AVÍOS DE PASMO
Àgua azafranada
para ofrendar a las Budas
Cajoneras de cedro
con aplicaciones de carey
Cajitas de caoba
carey
claveteado en plata
Puntas de oro
para ordenar lo hilos del telar
Alabastro
en jarrones
para ungüento y perfume
Mármol
piel translúcida en
“La Aurora”
Buonaroti
Bernini
Hueso oracular
Caparazón de tortuga tallado
en escritura arcaica china
Plumas multicolores
para diademas rituales
Oro culto barroco
en retablos
belleza igual a verdad
verdad igual a Dios
Brea
para despertar las voces somnolientas
de instrumentos musicales
Copal
para montar en sus alas
cantos rituales
Marfil esgrafiado
y bronce
en brazaletes de arquero
Jade
piedra de aliento
inmortalidad
fertilidad
y poder
Ornamentos protectores
en collares
brazaletes
tobilleras
orejeras
Concha nácar
en los ojos de la máscara mortuoria
retrato de Pakal
Esquisito
para esculturas
eterna mansión del Ka
Ámbar
oro vegetal
trampa de sangre rubia
para defensa del árbol atrapa insectos
Sicomoro
incorruptible madera en los féretros egipcios
donde preservar
la muerte disimulada
de momias
Cinabrio
pintura roja esparcida sobre los cuerpos de
los tlatoanis indígenas
remedo de la sangre
para el segundo nacimiento
en otra vida
Terracota
para ejércitos
y la piel de los esposos
abrazados por siempre
en escultura de exequias
Aceite negro
para pintar
el asombro de Rembrandt
ante su propio rostro
INFIDENCIA
Cuando pienso que otras leen
lo que escribí para
contarme mis secretos
siento que
ya no
me pertenezco
a mí misma y
debo volver a
buscarme en las letras
CAIDA LIBRE
Alcanzado el cauce de la poesía
ya no es necesario batir las alas
Sólo dejarse llevar
La palabra es manantial
Arcano de donde brota
la vida
TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de ANTONIO MIRANDA
VIA LÁCTEA
Algumas experiências vão além
de nossa percepção do espaço
nossa localização
ao dar um longo passo
com medo de cair no vazio
terror cósmico que só iria deter
o abraço perdido
VOZ DE SIRENE
Um laço azul sutil repousa sobre seus seios
a voz do vento em seu peito respira
O fluxo pode ser lido
em sua gravitação ondulante
Os músicos cuidam
não violar
a voz abissal da terra
onde naufragou
o vigoroso corpo da Atlântida
Voz de uma garota milenar onde
as águas ondulam ao longe
Ávidos eles apoiam o milagre de cantar
como seu próprio sopro de vida
ressuscitado do naufrágio
AVIOS DE PASMO
Água de açafrão
para oferecer aos Budas
Cômoda de cedro
com aplicações de tartaruga
Caixas de mogno
carapaça de tartaruga
cravejado em prata
dicas de ouro
organizar os fios do tear
Alabastro
em vasos
para pomada e perfume
Mármore
pele translúcida em
“A Aurora”
Buonaroti
Bernini
Osso do oráculo
Casco de tartaruga esculpido
na escrita chinesa arcaica
Penas multicoloridas
para tiaras rituais
Ouro de culto barroco
em retábulos
beleza igual à verdade
verdade igual a Deus
Tom
para acordar as vozes sonolentas
de instrumentos musicais
Copal
para andar em suas asas
canções rituais
Marfim esgrafito
e bronze
em pulseiras de arqueiro
Jade
pedra de respiração
imortalidade
fertilidade
e poder
Ornamentos de proteção
em colares
pulseiras tornozeleiras
protetores de ouvido
concha de madrepérola
aos olhos da máscara mortuária
retrato de Pakal
Exótico
para esculturas
mansão eterna de Ka
Exótico
para esculturas
mansão eterna de Ka
Âmbar
ouro vegetal
armadilha de sangue loira
para defesa de árvores armadilhas para insetos
Sicômoro
madeira incorruptível em caixões egípcios
onde preservar
morte escondida
de múmias
Cinábrio
tinta vermelha espalhada pelos corpos dos
os indígenas tlatoanis
sombra de sangue
para o segundo nascimento
em outra vida
Terracota
para exércitos
e a pele dos maridos
abraçado para sempre
em escultura funerária
em escultura funerária
Óleo preto
para pintar
o espanto de Rembrandt
diante de seu próprio rosto
INFIDÊNCIA
Quando penso que outros leem
para que escrevi
conte-me meus segredos
Eu sinto isso
Não mais
eu pertenço
para mim mesmo e
devo voltar para
me procure nas letras
QUEDA LIVRE
Chegou ao canal de poesia
não é mais necessário bater as asas
Apenas deixe-se levar
A palavra é primavera
Arcano do qual surge
a vida
*
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Página publicada em março de 2025
Página publicada em outubro de 2019
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