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PHILADELPHO MENEZES
 

PHILADELPHO MENEZES

 

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POEMA SEM TÍTULO

1984

  

A poesia intersignos (assim denominei essa poética em mostras de 1985 e 1998), que destaca os significados da imagem fora da palavra, procura romper com a desatenção e automação que nõs temos na observação das informações visuais, predominantes no mundo contemporâneo. Foi procurando a desautomatização do olhar com que fiz o poema abaixo, em que numa caixinha de chicletes são feitas pequenas modificações, subvertendo o

sentido geral da informação.

 

Seria essa, enfim, uma nova maneira de se pensar visualmente, formulando idéias através de imagens, símbolos, letras? No mínimo, é uma forma de se pensar com humor e recuperar o poema como um modo de se pensar com prazer. 

 

Extraído de

MENEZES, Philadelpho.  Roteiro de Leitura: Poesia Concreta e Visual. São Paulo: Editora Ática, 1998.  144 p.  ISBN  85-08-07211-2

 

 

 

“ (...) o trabalho de Philadelpho Menezes reproduz, a princípio, a imagem de uma caixa de goma de mascar. No poema, entretanto, o logotipo da marca [que acabou designando o produto, (con)funde dois vocábulos - "chicletes" e "clichés" - na palavra valise: "clichetes". O cliché, que "gruda" como goma de mascar ("goma de mascarar"] na mente ("sabor mental"] do consumidor e do qual é difícil se desvencilhar, é produto de um processo mecânico e inconsciente. Em outras palavras, o autor propõe uma crítica ao consumo, baseado na marca e na aparência, fruto de muita repetição pelas campanhas publicitárias (como no ato repetitivo de mascar). Outro contraste proposto pela obra se faz na imagem da foice e do martelo, símbolo socialista, em oposição ao consumismo estimulado pelo sistema capitalista” (LEITE, p. 30-31)

 

Texto extraído de:

 

 

LEITE, Marli Siqueira.  Ronaldo Azeredo: o mínimo múltiplo (in)comum da poesía concreta.  Vitória (ES): EDUFES, 2013.  132 p.  20x20 cm.  ilus.  Projeto gráfico e diagramação: Isabelly Possatto.  Capa: Isabelli Possatto e Willi Piske Júnior. ISBN 978-85-7772-155-9  Ex. na bibl. Antonio Miranda

 

 

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MENEZES, Philadelpho.  Achados - Construídos. Poemas 1978  1979  1980. 
 Arte Ana Aly.  Sem local, sem editora, sem ano.  formato 14 x 14 cm.   c/autógrafo   Exemplar raro.

Livro com poemas a partir de experimentos concretistas e
do porma-processo, incluindo um desdobrável.
 

ANACÍCLICOS
dedicado a Ana Aly


DESDOBRÁVEL
a partir do poema REVER de Augusto de Campos

 

A Poética de Philadelpho Menezes

: uma sequência em 6 videos:

https://www.youtube.com/watch?v=Vb8FI2X6wCQ

https://www.youtube.com/watch?v=8WrSkrEDYBM

https://www.youtube.com/watch?v=4zomK1_Y8XE

https://www.youtube.com/watch?v=hJSkTGI_Wu0

https://www.youtube.com/watch?v=lV1AEwqOAX0

https://www.youtube.com/watch?v=xjZg2x1D_yA

e uma entrevista na TV:

https://www.youtube.com/watch?v=bpkCBS2dtJw

TEXT IN ENGLISH

 

 

MENEZES, Philadelpho.Poetics and visuality: a trajectory of contemporary brazilian poetry.  Translated by Harry Polkihorn.  San Diego, California: San Diego State University Press,  1994.  230 p.  ilus.  15x22,5 cm.  Contents: Concretism, Neoconcretism, Semiotic Poetry, Intersign Poetry.  “ Philadelpho Menezes “ Ex. bibl. Antonio Miranda 

 

From:  (p. 182-184):

 

The "ready-made poem" is nothing more than this encounter in commonplace facts with something that extrapolates its quotidian function, dislocating it from its

"habitat" (as in Jose Paulo Paes' steet-sign poem), causing it to act in montage with the new context that receives it. In "Clichetes" (cover; figure 30)" in the symbol of masticated consumerism, we can see an ironically disguised hammer and sickle, stylized in the "C" of "Chicletes" that becomes "Cliches," demonstrating the strength of humorous estrangement in montage intersign poetry.

 

Montage, as in the anecdote and the cartoon, is seen in information which is usually not raised to a predictable whole. The "wit" resides in the superimposition of an unlikely fact on a predictable informational conjunction, given that this suggests a feeling of irony or the grotesque. Guimaraes Rosa* himself captures the fundamental difference between the wit of a cartoon and that of a poem. The following phrase could as well refer to the cartoon: "an 'anecdote' is like a match: blown out, extinguished, the servant died." To the closure of the anecdote's wit is counterposed the wit of found poems:

 

"Perhaps the anecdote serves even the other/ already used up function, as a way of induction or, for example, as an instrument of analysis of the traits of poetry and its transcendence. The word 'wit/' for some reason, retains the meanings of joke, supernatural talent (gift), charm" (my emphases)**."

 

"Ready-made poems" and witty montage present in intersign montage poetry act, then, to produce meanings that are projected on the complex of social informa-

tion, confronting the rules of reading and the modes of ratiocination, confirming Guimaraes Rosa's point that; "in the practice of art, comicality and humor act as catalyzers or sensibilizers of spiritual allegory and of the non-proisaic, a truth we confer in every sense.**"

 

The unexpected information enriches and creates various interpretations of the message, densifying the meaning to the point of seeming to approximate non-

sense, the degree zero of language. However, here unusual information, at the limits of the absurd, sends us to a non-sense that "reflects by the skin of its teeth the coherence of a general mystery which surrounds and creates us. Life also is to be read. Not literally, but in its super-sense. And people, for the time being, read life only by distorting the lines.****"

 

 

*/**/***/****  ROSA, Joao Guimaraes.  Tutameia—terceiras estorias, fifth edition, Rio de Janeiro: Livraria Olympio Editora, 1979

 

 

 

 

 

 

 

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