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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


        

ANTONIO CARLOS SECCHIN

 

ANTONIO CARLOS SECCHIN

 

 

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1952.  É professor titular de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da UFRJ,  tornando-se   sucessor da cátedra anteriormente ocupada por  Alceu Amoroso Lima e Afrânio Coutinho. Doutor em Letras pela mesma Universidade.

 

 Poeta com 5 livros publicados, destacando-se Todos os ventos (poesia reunida, 2002), que obteve os prêmios  da Fundação Biblioteca Nacional,  da Academia Brasileira de Letras  e do PEN Clube para melhor livro do gênero  publicado no país em 2002.

 

Ensaísta autor de 3 livros, dentre eles João Cabral; a poesia do menos, ganhador de 3 prêmios nacionais, dentre eles o Sílvio Romero, atribuído pela ABL em 1987. Em 2001, organizou a Poesia completa de Cecília Meireles, na edição comemorativa do centenário de nascimento da escritora. Em 2003, publicou Escritos sobre poesia & alguma ficção, reunindo cerca de 50 artigos e ensaios.

 

            Autor de mais de três centenas de  textos (poemas, contos, ensaios) publicados nos principais periódicos literários do  país  e do exterior. Sobre sua obra já escreveram favoravelmente ensaístas como Benedito Nunes, José Guilherme Merquior, Eduardo Portella, Alfredo Bosi, Antônio Houaiss, Sergio Paulo Rouanet  José Paulo Paes, André Seffrin, Ivo Barbieri, Fábio Lucas e Ivan Junqueira, entre outros.

 

            Eleito em junho de 2004,  tornou-se   o mais  jovem membro da Academia Brasileira de Letras:  http://www.academia.org.br/

 

 Participou da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília – I BIP, com a palestra de encerramento do Simpósio de Crítica de Poesia, na UnB.

 

Veja também: DE UM LEITOR DE POESIA, DO POETA E BIBLIÓFILO ANTONIO CARLOS SECCHIN

 

 

 

Extraído de:
2011 CALENDÁRIO   poetas     antologia
Jaboatão dos Guararapes, PE: Editora Guararapes EGM, 2010.
Editor: Edson Guedes de Morais /
Caixa de cartão duro com 12 conjuntos
de poemas, um para cada mês do ano. Inclui efígie e um poema de cada
poeta, escolhidos entre os clássicos e os contemporâneos do Brasil, e alguns
de Portugal. Produção artesanal. A capa reproduz uma foto do
poeta Antonio Miranda na adolescência (circa 1950).

 

 

 

 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS  /  3

 

A ILHA

 

E olhamos a ilha assinalada

pelo gosto de abril que o mar trazia

e galgamos nosso sono sobre a areia

 

num barco só de vento e maresia.

Depois, foi a terra. E na terra construída

erguemos nosso tempo de água e de partida.

 

Sonoras gaivotas a domar luzes bravias

em nós recriam a matéria de seu canto,

e nessas asas se esparrama nossa glória,

 

de um amor anterior a todo estio,

de um amor anterior a toda história.

E seguimos no caminho de ser vento

 

onde as aves vinham ver se havia maio,

e as marcas espalmadas contra o frio

recobriam de brancura nosso rumo.

 

E abrimos velas alvas que se escondem

dos mapas de um sonho pequenino,

do início de uma selva que se espraia

 

na distância entre mim e o meu destino.  

 

 

 

MARGEM

 

Vou andando para a beira desse porto,

entre cheiros de cigarra e de sardinha

e um desejo líquido de partir.

Meu olhar desliza no horizonte, querendo saber

a que distância um nome deixa de doer.

seu nome, marcado em minha boca

como a polpa de uma pêra .

O navio enorme avisa que vai embora.

Escrevo a palavra salto,

e paro no sal, e não chego ao alto.

A noite está boiando

num óleo grosso de silêncio e luz.

Molho os pés, penso em seu nome: gozo

de um poço tapado. Insônia de musgos

na beira das águas redondas.

Me vejo na ponta do cais,

cacos de luz

abrindo a cara do mar.

Destroços de palavras, pedaços de seu nome,

sílabas que batem contra os cascos.

Estou parado na beira de um porto,

azul e morte no oco do ar.

 

 

 

BIOGRAFIA

 

O poema vai nascendo

num passo que desafia:

numa hora eu já o levo,

outra vez ele me guia.

 

O poema vai nascendo,

mas seu corpo é prematuro, 

letra lenta que incendeia

com a carícia de um murro.

 

O poema vai nascendo

sem mão ou mãe que o sustente,

e perverso me contradiz

insuportavelmente.

 

Jorro que engole e segura

o pedaço duro do grito,

o poema vai nascendo,

pombo de pluma e granito.

 

 

CANTIGA

 

Senhora, é doença tão sem cura

meu querer de vossos olhos tão distantes,

que digo: é maior a desventura

ver os olhos sem os ver amantes.

 

Senhora, é doença tão largada

meu querer de vossa boca tão serena,

que até mesmo a cor da madrugada

é vermelha de chorar a minha pena.

 

 

POEMA DO INFANTE

 

É a noite.

E tudo escava tudo

na língua ambígua que desliza

para o esquivo jogo.

Amargo corpo,

que de mim a mim se furta,

não recuso teu percurso

no hálito das pedras

que me existem em ti

— estéril dorso entre águas

estancadas.

O nada, o perto, o pouco,

não posso dividir

do que se espera o que me habita,

ao fazer fluir a via antiga

de um menino que mediu o lado impuro.

Operário do precário,

me limito nesse corpo amanhecido,

asa e gozo onde a morte mora.

Minha vida, mapeada e descumprida,

está pronta para o preço dessa hora.


TODOS OS VENTOS


De

Antonio Carlos Secchin
TODOS OS VENTOS
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002
ISBN 85-209-1299-0

 

 

 

No princípio do princípio
meu início.

Na derivada do nada
minha estada.

No compasso da mudez
minha nudez

 


 

"DE CHUMBO ERAM SOMENTE DEZ SOLDADOS"

                        A José Maurício Gomes de Almeida


 

De chumbo eram somente dez soldados,

plantados entre a Pérsia e o sono fundo,

e com certeza o espaço dessa mesa

era maior que o diâmetro do mundo.

 

Aconchego de montanhas matutinas

com degraus desenhados pelo vento,

mas na lisa planície da alegria

corre o rio feroz do esquecimento.

 

Meninos e manhas, densas lembranças

que o tempo contamina até o osso,

fazendo da memória um balde cego

 

vazando no negrume do meu poço.

Pouco a pouco vão sendo derrubados

as manhãs, os meninos e os soldados.


 

 

ARTES DE AMAR

 

                        A Suzana Vargas

 

 

paixão e alpinismo                sensasão simultânea

                                            de céu e abismo

 

paixão e astronomia              mais do que contar estrelas

                                             vê-las
                                            à luz do dia

 

amor antigo e matemática      equação rigorosa:

                                             um centímetro de poesia

                                             dez quilômetros de prosa

 

 

 

CONFESSIONÁRIO

                           
A Cláudio Murilo



Não posso dar-me em espetáculo.
A platéia toda fugiria
antes mesmo do segundo ato.
Um ator perplexo misturaria
versos, versões e fatos.
E um crítico, maldizendo a sua sina,
rosnaria feroz
conta minha verve
sibilina.


 

 

ANTONIO CARLOS SECCHIN

Antonio Miranda e Antonio Carlos Secchin nas palestras
de encerramento do I Simposio Internacional de Poesia,
na Universidade de Brasília, parte da I Bienal Internacional
de Poesia de Brasília, dia 5 de setembro de 2008.

 

 

ANTONIO CARLOS SECCHIN : UM FESTSCHRIFT PARA O MESTRE

 

          Festschrift é o termo alemão para um livro em homenagem a um pesquisador, a uma figura ilustre. Geralmente, um reconhecimento em vida para celebrar um personagem da academia, da ciência, da literatura por sua carreira vitoriosa. É exatamente o caso de Antonio Carlos Secchin, ao aposentar-se da Universidade Federal do Rio de Janeiro no auge de sua trajetória de professor, poeta e crítico e pela excepcionalidade de ter conquistado uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

         Antonio Carlos Secchin: escritas e escutas é justamente (!!!) o tributo de amigos, ex-alunos, admiradores e escritores de suas relações. Livro  em edição fora do comércio, sem editora, sem catalogação na fonte, sem ISBN, mas bem impresso, certamente exemplares limitados para circulação restrita.

         Reúne depoimentos, homenagens e estudos. Nomes conhecidos como o poeta Adriano Espinola, a antologista Edla Van Steen, o poeta e acadêmico (da ABL) Ivan Junqueira e muitos outros dão seu testemunho e apresentam textos sobre a obra poética e literária de Secchin, sem deixar de referir-se também ao bibliófilo da literatura brasileira.

         Mas não se trata de uma retirada. Ainda jovem (expressão que irrita a muitos...), no caso dele revela sua maturidade numa fase criativa de sua vida, com a certeza de que vamos seguir disfrutando de muitas de suas contínuas empreitadas na poesia, na crítica, nos estudos bibliográficos, em pesquisas, discursos, ensaios, resenhas e textos de sua tão prolixa mas profunda produção. Sem esquecer de sua extraordinária capacidade de comunicação oral, de seu diálogo inteligente e vivaz, de sua convivência fraterna.

         Sem querer, querendo, acabei participando, por fora, nesta quase resenha, deste livro que me foi dedicado pelo autor em sua recente visita a Brasília. E do qual retiro e compartilho com os nossos milhares de internautas um poema seu que está na contra-capa:



 Autoria

Por mais que se escoem
coisas para lata do lixo

clipes, cãibras, suores
restos do dia prolixo

por mais que a mesa imponha
o frio irrevogável do aço,

combatendo o que em mim contenha
a linha flexível de um abraço

sei que um murmúrio clandestino
circula entre o rio de meus ossos:

janelas para um mar-abrigo
de marasmos e destroços.

Na linha anônima do verso,
aposto no oposto de meu sim,

apago o nome e a memória
num Antônio antônimo de mim.

 

 

(Texto publicado em 21/06/2011, depois de tê-lo como membro da banca de doutorado do (agora doutor) Oto Reifschneider, cuja tese sobre Bibliofilia, defendida na Universidade de Brasília, também inscreve sua condição de bibliófilo.  Do amigo Antonio Miranda)

 

 

De
Antonio Carlos Secchin
ELEMENTOS
Poesia
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL, 1983. 
78 p. (Coleção Poesia Hoje, v. 73)

 

A seguir, textos extraídos de um exemplar dedicado pelo autor à poeta Marly de Oliveira, em 1988, agora no acervo da Biblioteca Nacional de Brasília



O real é miragem consentida,
engrenagem da voragem,
língua iludida da linguagem
contra a sombra que não peço.
O real é  meu excesso.

 

 

VER

O dia.  Arcos da manhã
em nuvem. Riscos de luz
como vidros arriados.

O claro.  A praia armada
entre a sintaxe do verde.
Áreas do ar.  Aves
navegando as lajes
do azul.

 

 

 

"DESARMO O RUMO DE MEU DIA FINDO"

 

                   A Angela Beatriz de Carvalho

 

Desarmo o rumo de meu dia findo,

escura fonte que guardou meu sono,

e pressinto os lábios de uma noite vindo

nas âncoras quebradas pelo som do outono.

 

Eu quero um campo em que as sílabas do vento

me tragam o espaço da manhã tombada.

Quero um tempo novo além do tempo

distraído pelas mãos da madrugada.

 

E não impeço a terra que já se prepara

num silêncio curvo que anuncia as naves.

E me arremesso a essa praia clara

como um domingo pousado sobre o voo das aves.

 

 

 

SECCHIN, Antonio CarlosPoema para 2002.  Rio de Janeiro: Cacto – Arte e Ciência, 2002.  15x21 cm.  Ilustração de Renato Rezende. Edição como “presente para o autor, em ocasião de seus 50 anos, por isso o corte da tela em 50 fragmentos e tiragem de 50 exemplares, numerados de I a V e de 1 a 45, todos assinados pelo autor e pelo pintor.” Direção editorial: Cláudia Ahimsa, Capa e projeto gráfico: Robson Phoenix. Projeto da ilustração: Cláudia Ahimsa. Carpintaria (das capas confeccionadas em madeira): João Ribeiro Neto; acabamentos de marcenaria: W. Gomes Coimbra. Encadernação Ateliê Luiz Fernando Machado (SP). Col. A.M. (LA) 

 

Caxumba, catapora, amigdalite,
miopia, nevralgia, crise asmática.
Dor de dente, dor de corno, hepatite,
diabete, arritmia e matemática.
Helenas, Marianas e Marcelos,
tomate, hipocondria e chicória,
sacerdotes, baratas, pesadelos,
calvície, dentadura e desmemoria.
Pé quebrado, verso torto, ruim de bola,
nervoso, nariz grande, cu de ferro.
Desastrado, imprudente e noves fora
muita prosa pr´um gozo quase zero.
    E para coroar todos os danos,
    benvindos sejam os meus cinquenta anos.

 

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

 

 

SECCHIN, Antonio Carlos.  50 poemas escolhidos pelo autor.  Rio de Janeiro: Edições  Galo Branco, 2006.   84 p. (50 poemas escolhidos pelo autor)   13x21 cm.  ISBN 8586276-91-X  No frontispício uma xllogravura de Ana Botelho e fotografia do poeta na capa.  Col. A.M.  (EA)

 

 

OU

 

você pode me pisar

que nem confete

você pode me morder

que nem chiclete

você pode me chupar

que nem sorvete

você pode me lanhar

que nem gilete

só não pode proibir

que nem piquete

se eu quiser escapulir

que nem pivete

 

 

“O REAL É MIRAGEM CONSENTIDA”

 

O real é miragem consentida,

engrenagem da voragem,

língua iludida da linguagem

contra o espaço que não peço.

O real é meu excesso.

 

 

 

SECCHIN, Antonio Carlos.  Todos os Ventos.  Antologia poética. Seleção e prefácio de Arnaldo Saraiva.  Vila Nova de Famalicão, Portugal: Edições Quasi, 64 p.  (Biblioteca “Arranjos para assobio”).  13,5x20,5 cm.  ISBN  989-552-148-0    Col. A.M.

 

“não tenho tempo para ser eterno”
A. C. Secchin

 

 

TRÊS TOQUES

 

1) Paciência!

 

O processo desse amor

já caiu em exigência.

 

2) Impaciência

 

Amor é bicho precário.

Eu queria avançar no romance,

e você me cortou no sumário.

 

3) Dialética

 

Acho que assim

resolvo o nosso problema.

Tiro você da vida

e boto você no poema.

 

 

 

CARNEIRO, Geraldo.  Discurso de posse Sr. Geraldo Carneiro. Recepção Sr. Antonio          Carlos Secchin. Sessão solene extraordinária do dia 31 de março de 2017.  Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2017.  36 p.  16x23 cm.  

  

  =================================================================

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

 

ANTONIO CARLOS SECCHIN


Poeta, ensayista, crítico literario, novelista, profesor universitario de literatura brasileña. Doctor en Letras por la Universidad Federal de Rio de Janeiro. Especialista en la obra de João Cabral de Melo Neto. Autor de varios poemarios entre los que se destacan Elementos y Todos los Vientos (con el que obtuvo el premio Pen Club de Brasil, w003, como mejor libro de poesía).

 

Antonio Carlos Secchin

De
Antonio Carlos Secchin

TODOS LOS VIENTOS

 Mérida, Venezuela: Ediciones Gitanjali - CONAC, 2009

Traducciones de Yhana Riobueno.  

 

BIOGRAFIA

 

El poema va naciendo

a paso que desafía:

por momentos yo lo llevo

otras veces él me guía.

 

El poema va naciendo,

mas su cuerpo es prematuro,

letra lenta que incendia

con la caricia de un puño.

 

El poema va naciendo

sin mano o madre que lo sustente,

y perverso me contradice

insoportablemente.

 

Chorro que traga y sostiene

el pedazo duro del grito,

el poema va naciendo,

palomo de pluma y granito.

 

 

MARGEN

                                              

Voy andando hacia la orilla de ese puerto,

entre olores de cigarro y de sardina

y un deseo líquido de partir.

Mi mirada se desliza en el horizonte, queriendo saber

a qué distancia un nombre deja de doler.

Tu nombre, marcado en mi boca

como la pulpa de una pera.

El navío enorme avisa que se va.

Escribo la palabra salto,

y paro en la sal, y no llego al alto.

La noche está flotando

en un grueso aceite de silencio y luz.

Me mojo los pies, pienso en tu nombre: gozo

de un pozo tapado. Insomnio de musgos

 a la orilla de aguas redondas.

Me veo en la punta del muelle,

añicos de luz

abriendo la cara del mar.

Destrozos de palabras, pedazos de tu nombre

sílabas que golpean los cascos.

Estoy parado a la orilla de un puerto,

azul y muerte en lo hueco del aire.

 

 

 LA ISLA

                                                       

Y miramos la isla señalada

por el gusto de abril que el mar traía

y recorremos nuestro sueño sobre la arena

 

en un barco sólo de viento y marejada.

Después fue a tierra. Y en la tierra construida

erguimos nuestro tiempo de agua y de partida.

 

Sonoras gaviotas a domar luces bravias

en nosotros recrean la materia de su canto,

y en esas alas se desparrama nuestra gloria,

 

de un amor anterior a todo estío,

de un amor anterior a toda historia.

Y seguimos en el camino de ser viento

 

donde las aves venían a ver si había mayo,

y las marcas espalmadas contra el frío

recubrían de blancura nuestro rumbo.

 

Y abrimos velas albas que se esconden

de los mapas de un sueño pequeñito,

del inicio de una selva que se explaya

 

en la distancia entre mí y mi destino.

 

 

CANTIGA

 

Señora, es dolencia tan sin cura

mi querer de vuestros ojos tan distantes,

que digo: es mayor la desventura

ver los ojos sin los ver amantes.

 

Señora, es dolencia tan largada

mi querer de vuestra boca tan serena,

que hasta el color de la madrugada

es roja de llorar mi pena.

 

 

POEMA DEL INFANTE

                                              

Es la noche.

Y todo excava todo

en la lengua ambigua que desliza

al esquivo juego.

Amargo cuerpo,

que de mí a mí se hurta

no rechazo tu recorrido

en el hálito de las piedras

que me existen en ti

— estéril dorso entre aguas

estancadas.

La nada, lo cercano, lo poco,

no puedo dividir

de lo que se espera lo que me habita,

y hacer fluir la vía antigua

de un muchacho que midió el lado impuro.

Operario de lo precario,

me limito en ese cuerpo amanecido,

ala y gozo donde la muerte mora.

Mi vida, mapeada y descumplida,

está lista para el precio de esa hora.

 

 

Antonio Carlos Secchin

 

De
Antonio Carlos Secchin
ESCRITOS SOBRE POESIA & ALGUMA FICÇÃO
Rio de Janeiro: Ed. Uerj, 2003. 301 p.
ISBN 85-7511-035-7


Antonio Carlos Secchin, além de poeta e acadêmico, é um dos mais reconhecidos críticos e ensaístas da área da Literatura e cabe registrar aqui esta obra. Inclui trabalhos sobre Castro Alves, sobre o Romantismo brasileiro, Cruz e Souza, Raul Bopp, João Cabral de Melo Neto, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, sobre o Parnasianismo, o Simbolismo e o Modernismo, sobre Davi Arigucci Jr, Jorge de Lima, Cecília Meireles, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Alphonsus de Guimarães Filho, José Castello, José Paulo Paes, Afonso Félix de Sousa, Ferreira Gullar, Neide Archanjo, Marly de Oliveira, Fernando Fortes, Ivan Junqueira, Paulo Hecker Filho, Ana Cristina Cesar, Wally Salomão, Antonio Cícero, Alexei Bueno, Renato Rezende, Fabricio Carpinejar, Arlete Nogueira da Cruz, Ricardo Thomé e João Alexandre Barbosa, além das entrevistas que o poeta Antonio Carlos Secchin concedeu recentemente a vários jornais e revistas.  Imperdível.

 

 

SECCHIN, Antonio Carlos. João Cabral: uma fala só lâmina.  São Paulo: Cosac Naif, 2014.  480 p.  ilus.  14,5x23 cm. Projeto gráfico: Paulo André Chagas.  ISBN 978-85-405-0764-7  Analisa, livro a livro, toda a obra de João Cabral de Melo Neto, incluindo os textos de seu livro João Cabral: a poesia do menos ( 1985 ) e os ensaios posteriores, revisados, que produziu sobre a poesia cabralina. Secchin é o mais destacado estudioso da obra do poeta pernambucano.  “ Antonio Carlos Secchin “  Ex. bib. Antonio Miranda

 

 

 

ANTONIO CARLOS SECCHIN

ANTONIO CARLOS SECCHIN E ANTONIO MIRANDA reencontram-se na  FLIPORTO 2009, Porto de Galinhas, Pernambuco, em novembro de 2009.

 

 

 

 

ANTONIO CARLOS SECCHIN EM BRASÍLIA

 


Antonio Carlos Secchin pronunciando uma palestra na abertura do I Seminário sobre o Futuro do Livro – O Livro de Arte no Brasil, na Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasilia, dia 28 de outubro de 2012. Veja matéria: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=7261

 

Antonio Miranda e Antonio Carlos Secchin em visita à Chácara Irecê, no Município de Cocalzinho, Goiás, na tarde do dia 28 de outubro de 2012.

 

 

 

SECCHIN: uma vida em letras. Maria Lucia Guimarães de Faria e Godofredo de Oliveira         Neto, organizadores. Rio de Janeiro: Editora UFRJ. 548 p. 16x23 cm. (Crítica, Letras e Artes)  ISBN 978-85-7108-377-6  Constituído por seções: I -  O Ensaista; II – O Poeta; III – O Professor. IV – Entre-Livros. Uma “Síntese cronológica”, uma “Bibliografia” do Autor, as “Legendas das fotos” da vida e trajetória do acadêmico e os dados dos (muitos!) autores dos textos, autoridades da crítica literária, acadêmicos, escritores, poetas e amigos. Sem desmerecer os demais, vão alguns nomes: Nélida Piñon,  Alfredo Bosi, Antonio Candido, Benedito Nunes, Eduardo Portela, Claudio Murilo Leal, Carlos Felipe Moisés, Gilberto Mendonça Teles, Ivan Junqueira, Arnaldo Niskier, Adriano Espíndola, Carlos Nejar, Ferreira Gullar, etc, etc  e os brasilianistas Charles A. Perrone e Giovanni Ricciardi.  Col. A.M.

 

 

 

 



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