Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GERALDO JOSÉ DE OLIVEIRA

 

 

Poeta, bancário, estudante de Gnosticismo e ativista de movimentos estudantis, sindicais, ecológicos e poéticos. Nasceu em 24 de setembro de 1961, nas margens do Açude Poço de Pedras, Sítio Garrote, município de Campos Sales -CE. Ali viveu até os oito anos de idade quando se mudou com a família para Juazeiro do Norte-CE, em 24 de setembro de 1969. Em 1981 residiu no Vale do Itajaí, em Santa Catarina e reside atualmente em Brasília-DF, onde participa de movimentos poéticos.

 

Começou a escrever aos l7anos.Em l981 publicou o seu primeiro livro: "Proibido Olhar" com o patrocínio do GRAPEC, grupo de teatro amador de Juazeiro do Norte. Em 1989 publicou "Proibido voar", tendo participação, também, na Coletânea "O que é o feliz natal? E ano novo o que é?", de 1983/1984, organizado e editado por Stenio Diniz, na Lira Nordestina. Nacos d’alma é a epifania do poeta, na busca pela morte/vida/vida/morte/vida, sintetizada nos versos: "Estou calmo, brando, tranquilo, sinto-me, acho, pronto para desaparecer", seguindo o norte da "brilhante estrela guia do estreito e perigoso caminho". Como dizia outro grande poeta do quinto raio: "Quem tiver ouvidos para ouvir que ouça".
 Cláudia Rejanne Pinheiro Grangeiro

 

 

OLIVEIRA, Maria Aparecida de; OLIVEIRA, Geraldo José deCanções para Abraxas. Nacos d’alma.  Brasília, DF: Thesaurus Editora, 2012.  66 + 46 p.  14X21 cm. ISBN 978-85-409-0127-8  Dois livros em um, duas capas.   “Maria Aparecida de Oliveira”  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

 

          DESIDERATO

 

          Quisera ter membro de metálico brilho,
          Para penetrar toda fêmea fértil,
          Encher o mundo de filhos e converter
          Esta terra viçosa num deserto.

          Viver o destino dos néscios,
          Obter a louvação dos tolos,
          Proclamar aos ventos o meu sucesso
          E jactar-me da minha mediocridade!

          Deixar ao mundo legado da miséria,
          Propagar meu genoma à posteridade
          E sentir que vivi para nada.


         

          ÂNSIA DE SER

 

          Flui minha vida sem consolo,
          Sinto o tanático toque saturnino,
          O anjo, da minha alma, está em guerra.

          Por mais vitórias eu tenha nesta terra,
          Nenhuma pacifica a minha alma,
          Eu sem morte sou sem calma.

          Toda luta mundana é perdida,
          Quando o vão viver tiver morrido
          A Vera vida será a paz.

 

 

          T x C

 

          Vivo a incerteza do momento:
          A dor, a derrocada, o desalento.
          Porém tenho o compromisso:
          Ser e estar uterinamente só.

          Morrer, que morte haverei de ter?
          Se ir para cima ou de quem correr?
          Neste oceano revolto adverso
          Tenho do mar, sido ouriço.

          Desejo uma vida com fermento.
          Que tudo o tempo todo tenha aumento.
          Em ser o ser fui omisso.
          Em somente ter, o ser levou sumiço.

 

 

 

Página publicada janeiro de 2013.


 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar