TE QUERO
em nossa cama
em meu seio
em meu corpo
TE QUERO
em meus olhos
em minha boca
todo dentro de mim
TE QUERO
a vigiar teu sono tranqüilo
te dando todo carinho
na troca da respiração
TE QUERO
acordando ao meu lado
meu corpo enroscado
fundidos num só
TE QUERO
como amante
como amigo
como companheiro
em todos os momentos de vida
louca ou sã
TE QUERO
NOS CAFÉS DA MANHÃ
Quando o mundo não cabe
mais dentro do universo
e te sentes imerso
no inverso do que costumavas ser
Quando teu olhar não se define
e imprime
vago e ansioso
apenas o momento amoroso
que o gozo não te deixa esquecer
Quando ficas horas olhando o infinito
e o espaço finito
já para ti
não tem mais sentido
Quando o dia a dia já não te aborrece
e não brigas mais pelas pequenas coisas
que achas que mereces
é porque tudo já tens
e sabes que mais uma vez
a paixão te invadiu
e sacudiu tua comodidade
Ou terás descoberto
a fórmula da felicidade?
A ARMADILHA DA PAIXÃO
Podemos ter mil filosofias
sobre o que deve e o que não deve ser feito
Podemos ler montes de livros de auto-ajuda
cairmos na luta
e com maestria
discursarmos teorias
controlarmos os sentidos
demonstrarmos segurança
Mas um belo dia
você cai numa armadilha
seu coração se apaixona
o tesão domina seu ser
e você não quer nem saber
de tanta sabedoria
joga fora todas as teorias
se entrega com prazer
você sabe mesmo que vai sofrer
ESPEJOS DE LA PALABRA / ESPELHOS DA PALAVRA 3 (POEMAS EN DOS IDIOMAS –
POEMAS EM DOIS IDIOMAS) Org. Roberto Bianchi. Montevideo: aBrace editora,
203.120 p. Inclui os poetas brasileiros: Angela Togeiro, Brenda Mar(qu)es, Christina
Hernandes, Claudio Márcio Barbosa, Clevane Pessoa, Dymythryus Padilha, Fátima
Sampaio, Fernando Braga, Gacy Simas, Giselle Serejo, Kydia Mateos, Lucas
Guimaraens, Marcelo de Oliveira Souza, Marco Llobus, Marcos Freitas, Maria Angélica
Bilá Bernardes, Mariney Klecz, Neuza Ladeira, Nida Chalegre, Nilza Amaral, Nina
Reis, Noralia de Melo Castro, Novais Neto, Oleg Almeida, Pedro Franco, Roberto
Ferrari, Rodrigo Marinho Starling, Rozelene Furtado de Lima, Tânia Diniz e Tarcísio
Pádua. N. 06 518
TEXTO EM PORTUGUÊS
PLENITUDE
Não necessito de mais ar
Não necessito de mais espaço
Não necessito de mis nenhuma distração
Porque és hoje todo o ar que respiro
todo o espaço que ocupo
todo o meu pensamento
mesmo aquele mais oculto
É em teu corpo
aonde navego com as minhas emoções
aonde interpreto as canções
aonde todos os dias
se renova meu querer
é nele aonde quero morrer
A DANÇA DA PAIXÃO
Pendurada ao teu corpo
Ao som de um tango
Apoio-me no teu peito suavemente
E com divina devoção
Encostos meu rosto no teu
Preparando-me para seguir a tua condução
Ao sentir a firmeza do teu abraço
Qual serpente a me enroscar
Excluo qualquer pensamento da mente
Cerro os olhos
E me deixo levar
Meus pés então vão deslizando
E rabiscando no piso
As batidas incontidas do meu coração
Sinto a tua respiração
Que por vezes suave
Outras vezes agitada como um mar revolto
Acompanha o ritmo incomparável
do bandoneón
A cada giro sei que ao voltar
Ali
estarás a me esperar
A cada enrosque te prendo
Rapidamente
Para marcar-te a minha presença
A cada sacada te digo que sou livre
Mas que volto
para ti
Assim que me convidares
E no acorde final
Numa passada súbita e conclusiva
Como no ápice de um ato de amor
Nossos corpos
Úmidos e exaustos
Em um êxtase que nos leva ao infinito
Terão dito em poucos minutos
O que as palavras
Jamais poderiam expressar.
TEXTO EN ESPAÑOL
No necesito más aire
No necesito más espacio
No necesito ninguna distracción
Porque eres hoy todo el aire que respiro
todo el espacio que ocupo
todo mi pensamiento
aún aquel más oculto
Es en tu cuerpo
donde navego con mis emociones
donde todos los días
se renueva mi querer
y en él adonde quiero morir
LA DANZA DE LA PASIÓN
Suspendida en tu cuerpo
Al son de un tango
Me apoyo en tu pecho suavemente
Y con divina devoción
Recuesto mi rostro en el tuyo
Preparándome a seguir tu conducción
Al sentir la firmeza de tu abrazo
Cual serpiente que se enrosca
Excluyo cualquier pensamiento en mi mente
Cierro los ojos y me dejo llevar
Mis pies entonces se van deslizando
Dibujando en el piso
Los latidos incontenibles de mi corazón
Siento tu respiración
Que por momentos es suave
Otras veces agitada como un mar revuelto
Acompaña el ritmo incomparable del bandoneón
Allí estarás esperándome
A cada enrosque te atrapo
Rápidamente
Para marcar mi presencia
A cada pedido te digo que estoy libre
Pero vuelvo a ti cuando me convidas
Y en el acorde final
En una pasada súbita y definitiva
Como en la cumbre de un acto de amor
Nuestros cuerpos húmedos y exaltados
En un éxtasis que nos lleva al infinito
Habrán dicho en pocos minutos
Lo que las palabras
jamás podrían expresar.
*
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Página publicada em janeiro de 2026
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