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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA ROMÂNTICA BRASILEIRA


DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHÃES

DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHÃES


 

Visconde de Araguaia. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 13 de agosto de 1811. Filósofo, historiador, poeta, escritor de teatro, foi político e diplomata.Morreu em Roma a 10 de julho de 1882. Foi lente de filosofia do Colégio Pedro II. Doutor em medicina

pela Faculdade do Rio de Janeiro.

 

Obra:  Poesias, Rio, 1852; Suspiros poéticos «.saudades, Paris, 1856; Confederação dos Tamoios, Rio, 1857; Urania, Viena, 1862; Obras completas, 8 vols., Vienna, 1864-1865.

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS - TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

 

A UM SABIÁ

 

Mimoso Sabiá, temo e canoro,

Alma dos bosques que o Brasil enfeitam,

Como seu mestre as aves te respeitam,

E os homens como o Orfeu do aéreo coro.

 

Os Amores, e Lilia por quem choro,

Teu doce canto por tributo aceitam;

Eles folgam contigo, e se deleitam,

Eu pasmo de te ouvir, e a um Deus adoro.

 

Tu vives em contínua primavera;

Lilia te afaga, Lilia ouve teu canto!

A tua feliz sorte, oh, quem m'a dera !

 

Então o meu penar não fora tanto ;

Pois seu peito abrandado já tivera

Co´a voz que ao seio d'alma leva o encanto.

 

 

 

Extraído de SONETOS BRASILEIROS Século XVII – XX. Colletanea organisada por Laudelino Freire.  Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cie., 1913

 

 

 

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves deSuspiros poéticos e saudades. 5ª. edição.  Prefácio de Fábio Lucas.  Brasília: Editora Universidade de Brasília; INL – Instituto Nacional do Livro, 1986. 438 p.  15,5x22,5 cm.  Capa: Elmano Rodrigues Pinheiro.  ISBN 85-230-0213-8    “ Domingos José Gonçalves de Magalhães “ Ex. na bibl. Antonio Miranda

 

A BELEZA

 

Ó Beleza! Ó potência invencível,

Que na terra despótica imperas;

 

          Se vibras teus olhos

          Quais duas esferas,

5        Quem resiste a seu fogo terrível?

 

          Ó Beleza! Ó celeste harmonia,

          Doce aroma, que as almas fascina;

                    Se exalas suave

                    Tua voz divina,

10      Tudo, tudo a teus pés se extasia.

 

          A velhice, do mundo cansada,

          A teu mando resiste somente;

                    Porém que te importa

                    A voz impotente,

15      Que se perde, sem ser escutada?

 

          Diga embora que o teu juramento

          Não merece a menor confiança;

                    Que a tua firmeza

                    Stá só na mudança,

20      Que os teus votos são folhas ao vento.

 

          Tudo sei; mas se tu te mostrares

          Ante mim como um astro radiante,

                    De tudo esquecido,

                  Nesse mesmo instante,

25      Farei tudo o que tu me ordenares.

 

          Se até hoje remisso não arde

          Em teu fogo amoroso meu peito,

                    De estoica dureza

                    Não é isto efeito;

30       Teu vassalo serei cedo ou tarde.

 

          Infeliz tenho sido até-gora,

          Que a meus olhos te mostras severa;

                    Nem gozo a ventura,

                  Que goza uma fera;

35       Entretanto ninguém mais te adora.

          Eu te adoro como o Anjo celeste,

          Que da vida os tormentos acalma;

                    Ó vida da vida,

                    Ó alma desta alma,

40      Um teu riso sequer me não deste!

 

          Minha lira que triste ressoa,

          Minha lira por ti desprezada,

                    Assim mesmo triste,

                    Assim malfadada,

45      Teu poder, teus encantos pregoa.

 

          Ó beleza, meus dias bafeja,

          Em teu fogo minha alma devora;

                    Verás de que modo

                    Meu peito te adora,

50      E que incenso ofertar-te deseja.

 

Paris, março de 1836.

 

 

 

 

A AFLIÇÃO

 

          Não, não é sangue; é fel envenenado,

          Que em minhas veias gira.

          Não, não é vida; são espinhos hirtos,

          São hervados acúleos, que incessantes

5                  O coração me pungem.

          Não, não é ar; é o hálito da morte,

                    Que o peito me comprime.

          Não são do mundo as cenas que me envolvem;

                    São as cenas do Inferno.

 

10      É possível, meu Deus, que tanto sofra

          Um mísero mortal, e qu'inda viva?

                    Queres ver do teu servo

          A alma, de padecer já calejada,

          Sem murmurar, sem blasfemar, té onde

15               A paciência leve?

          Em mim acaso novo Job preparas?

          Ou o meu coração não é de humano,

Ou a dor já o tem empedernido

                    Co'o reiterado embate.

 

20      Ó meu Senhor, pequeno é o meu peito,

          Para conter um coração repleto

          De tantas aflições, de angústias tantas.

                    Tira-me a própria vida,

                    Tira-me o sentimento,

25       Ou com tríplice lâmina de ferro

 

          Forra meu peito, e meus ouvidos cobre.

                   

                    Ó dever de homem probo!

          Hei de eu como uma incude duros golpes

          Suportar insensível, sem queixar-me
30      De quem martírios tais sem dó me causa?

          sem dó?... e talvez mais; sem um remorso!

                    Tu Zeno, assim me ensinas;

                    Filosofia austera,

          Eu sigo a tua lei, por ti me guio.

                    Oh, que esforço é preciso

          Na idade do prazer, e do interesse!

 

          Eu chorei, e meus olhos se secaram;

          Nem mais em nova dor lágrimas novas

          Terei para chorar; as dores todas

40      Me fizeram tragar seus amargores;

          Não há mais dor que apresentar-me possa

          Nova taça de acético veneno.

 

                    O triste solitário,

          Que em áspero deserto transviado,

45      De improviso se vê acometido

          De cruéis serpes, que o pescoço lhe atam,

                    E lhe cravam no peito

          Agudas presas de peçonha cheias,

                    É a horrível imagem

50      Do estado meu, do meu duro martírio.

                    Mas quem poderá crer-me?

          Quem pode avaliar minhas angústias?

          Mimosos do prazer, eia, deixai-me;

          De vossa compaixão não necessito;

55         Vosso riso me ofende.

 

          Estala, coração, estala, acaba!

                    Não tens uma só fibra,

          Que ao golpe de uma dor não retinisse.

          Por que não deixas o meu corpo, ó alma?

60      Que fogo de esperança inda te anima?

          Ó esperança, quase que me foges!

          Não há consolação para o infelice,

          Que longe de seus pais, da Pátria longe,

                    Definha entre pesares.

65      Que, ó mundo, com dores'só; misturas

          As lições que nos dás? A experiência

                    Só com dores se colhe,

          Como uma flor de espinhos guarnecida?

          São inúteis os livros, e os conselhos?

70      É tudo a experiência?

          A experiência é só quem nos ensina

                    A ciência da vida?

 

                    Ó infantil vaidade!

          Vós, ó jovens, cuidais que sabeis tudo,

75      As páginas de um livro apenas lendo.

          Dos velhos desprezais os sãos conselhos,

          E orgulhosos dizeis: — Hoje a velhice

          Lições deve tomar da juventude;

          Hoje de nossos pais acima estamos.

80      Moço sou, como vós sábio julguei-me;

                    Como vós iludi-me.

 

          Ontem fagueira a sorte se mostrava,

                    Ria-se a Natureza,

          E em sacros laços de amizade estreita

85                Os homens se apertavam.

          Hoje terrível tempestade brama,

          Os homens se repelem, se debatem,

          Como rábidas feras nas florestas.

 

                    Misterioso enigma,

90      Inexplicável Ser, capaz de tudo,

          Fonte de vícios, de virtudes fonte,

          Que edificas, que assolas, e que sempre

          De ruína em ruína ovante marchas,

                    Como um Génio de morte,

95                Dize, o que és tu, ó homem!

 

          Cala-se a Natureza, e só ressoa

                    Um grito doloroso

Dos túmulos erguido;

          Como um gemido de agoureiro Mocho,

100    Quando sobre destroços esvoaça.

 

                    No peito â destra aplico;

          Palpita o coração fraco e pausado;

          Atento escuto, as pulsações calculo;

                    Não me agita o remorso,

105    Nem espectros a noite me apresenta;

          E minha alma tranquila na tormenta

                    Como um firme penedo,

          Nem a sombra de um crime a entenebrece.

Doce consolação de um peito aflito!

          110    Ó único juiz incorruptível,

Ó meu Deus, ante quem brilha a verdade

Mais clara do que o sol; a cujos olhos

O mais pequeno verme iguala ao homem,

E a Natura descobre os seus arcanos;

          115   Tu, que o meu coração penetrar podes,

Julga tu só, e vê se são meus erros

          Iguais às minhas dores.

 

Enganar-te, meu Deus, não pode o homem!

 

Se feia iniquidade n'ele habita,

          120   Se mereço o que sofro, ah deixa, deixa

Que os inimigos meus de mim se vinguem.

Não me atendas. Senhor; meus ais despreza.

          Deixa expiar meus erros

Na terra onde este pó ao mal me prende,

          125    Antes que eu suba ao tribunal eterno.

Mas se fala a inocência em meu socorro,

Mostra a verdade, salva-me, e absolve

          Aqueles que me infamam;

Que eu os perdoo, ó Deus; por ti o juro;

          130    Sou Cristão; - e o Cristão sofre, e perdoa.

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

 

POESÍA ROMÁNTICA BRASILEÑA

 

 

DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHAES (1811-1882)

 

Traducción de Ángel Crespo
[promotor de la poesía brasileña en España ena Revista de Cultura Brasileña]

 

NAPOLEÓN EN WATERLOO

Tout n'a manqué que quand tout avait réussi. NAPOLEON en Santa Elena (Mémorial) 

 

   ¡ He aqui el lugar en el que se ha eclipsado
El Meteoro fatal a las coronas!
¡ También, cuando la gloria se nublaba,
El sol entre tinieblas se envolvia!
¡ Rojos estaban tierra y horizonte!
Dos astros caminaban al ocaso;
Tocado su cenit habían ambos;
Ambos de brillo iguaJ; ambos, cayendo,
Tan grandes como en tiempos de victoria.

   ¡ Waterloo!... ¡ Waterloo!... ¡ Leccion sublime
Para la Humanidad es este nombre!
Un océano de polvo, fuego y humo
Aquí barrió al ejército invencible,
Cual la explosion, otrora, del Vesubio
Hasta las tejas inundó a Pompeya.
El pastor que apacienta su rebaño;
El cuervo que el sangriento pasto busca,
Sobre el león granítico volando;
De la floresta el eco, el peregrino
Que indagador visita estos lugares:
¡ Waterloo!... ¡ Waterloo!... diciendo, pasan.

   ¡ Los bravos de Marengo aqui murieron!
[Mientras, el héroe de las mil batallas,
Que manejaba los destinos reales;
Aquel, que de su espada con la punta
En los mapas trazaba las fronteras,
Entre sus Mariscales ordenaba!
El hálito inflamado de su pecho
Ahogaba a las falanges enemigas,
Y de valor las suyas inflamaba.

   ¡ El Genio estaba aquí de las victorias,
Midiendo el campo con sus ojos de águila!
¡ El infernal taner de embates de armas,
los truenos del cañón que retumbaba,
El silbar de las balas que gemían,
El horror, confusión, gritos, suspiros,
Eran como una orquesta a sus oídos!
¡ No se turbaba!—Bóvedas de balas,
del enemigo a cientos disparadas,
Curvábanse a sus pies respetuosas,
Cual sumisos leones; y, no osando
Tocarle, a su caballo el pie lamían.

   ¡ Oh, por qué no venció?— ¡ Facil le fuera!
(
¡ Fue destino o traición?—Esa sublime
Águila que invadió con vuelo altivo
Desde el cielo del Sena hasta el del Nilo
Asombrando a los Pueblos con sus alas,
¡  Por qué bajó al nivel de los humanos?
¡ Oh, por qué no venció! Del triunfo el Ángel
El himno de Victoria oyó tres veces
Y tres veces gritó: —
¡ Aún es pronto!
En la vaina la espada le gemía,
E inquieto relinchaba su caballo,
Que solía escuchar clamor de guerra
Yel humo respirar de las bombardas.
Los escuadrones ya se encarnizaban;
Roncaban las granadas por los aires;
Y los fusiles mil se enmarañaban;
Espadas se cruzaban, bayonetas,
Y las lanzas, chocando, echaban chispas.
Pero él solo, impasible cual la roca,
O de hierro fundido estatua ecuestre
Que invisible poder mágico anima,
Sus batallones vio caer heridos,
Como muros de bronce, por cien rayos;
Y en lo alto su destino descifraba.

   La espada blandió allí por vez postrera
Y se arrojó a la pugna, rutilante;
¡ Su brazo es tempestad, la espada es rayo!...
¡ Toca a su pecho una invencible mano!
La mano es del Señor; barrera ingente;
¡ Basta, guerrero, que tu gloria es mía;
Tu fuerza se halla en mí! Ya has completado
Tu suprema misión. —Hombre eres: para.

    Eran pocos, es cierto; (¿mas qué importa?
Qué importa que Grouchy, sordo a las trompas,
No oiga el rugiente trueno de la guerra:
—Grouchy, Grouchy, a nos, ea, ligero;
Ea, tu Emperador aquí te aguarda.
No dejes a tus bravos compañeros
Pelear con la crecida que se éleva,
Mal domada, en combates sucesivos,
De Océano encrespado como olas,
Que furibundas se alzan, luchan, baten
En las rocas, y en polvo retroceden,
Y de nuevo en el pleito se encarnizan.

   Eran pocos, es cierto; ¡ y contra pocos
Armadas las Naciones combatían!
Pero esos pocos vencedores fueron
En Jena, en Montmirail, en Austerlitz.
¡Ante ellos el Tabor, los Alpes curvos
Águilas pasar vieron vencedoras;
Rin, Manzanares, Ádige y el Eúfrates
En vano se opusieron a su paso.
Eran los pocos que jamás vencidos
A sus días contaban por batallas;
Viéronse encanecer en los combates;
Humillaron al sol de ardiente Egipto,
La peste en Jafa, y sed en los desiertos,
Al hambre, al hielo, en los Moscovios campos;
¡ Pocos, que no se rinden; pero mueren!
Oh,
¡ qué para vencer bastantes eran!
Contra ellos pleiteara el mundo en vano
Si, al verlos, Dios no hubiera dicho:
¡ Basta!

   ¡ Dí a de oprobio para los que vencen!
Verguenza a ese linaje que ahora insulta
Al León que magnánimo se entrega.

Vedlo sentado en lo alto de las peñas,
   De las olas oyendo el eco fúnebre,
   Que murmuran su cántico de muerte:
   Brazos cruzados sobre el ancho pecho,
   Cual náufrago salvado de tormenta
   Que al escollo las olas arrojaran;
   O cual marmórea estatua sobre un túmulo

 

    ¿Qué idea grande ocupa, se estremece,
   En aquella alma grande como el mundo?
   Esta viendo a los Reyes, que elevara
   De entre sus bravas filas, traicionarle.
   Mil pigmeos rivales ve a lo lejos,
   Que mutilan su obra gigantesca;
   Como del Macedonio el vasto Imperio
   Partieron entre sí viles esclavos.
   Y una risa de ira y de despecho
   De piedad el semblante le salpica.

 

   El inocente grito de su hijo
   Suena en su corazón, y de sus ojos
   La lágrima primera se desliza.
  
¡ Y de tantas coronas que juntara
   para dotar al hijo, no le queda
   sino el Nombre, que el mundo entero sabe!
  
¡ Ah, todo lo perdid: la esposa, el hijo,
   La patria, el mundo, sus soldados fieles!
  
¡ Pero firme era su aima como el mármol,
   Donde el rayo, al golpear, retrocedía!

 

         ¡ Jamás, jamás mortal subid tan alto!
         Êl fue el primero en cima de la tierra.
         Arrogante brillaba sobre todo,
         Igual que en la columna de Vendôme

      Su broncínea estatua se levanta.

      Dios por en cima de él,   ¡ Dios solamente!

 

      Fue de la Libertad el mensajero,
          Y su espada, cometa de tiranos,
          El sol fue que guió a la Humanidad.
          El bien de que gozamos le debemos;
          Y, agradecidas, las futuras gentes,
          —Napoléon, dirán, llenas de asombro.

 


 

 

 

Página publicada em junho de 2009. Ampliada e republicada em agosto de 2014. Ampliada e republicada em agosto de 2016.

 

 


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