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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LÚCIA SERRA

 

LÚCIA SERRA

 

 

 

Sou Lúcia Serra e nasci em um 22 de maio, outono em Lavras, MG.  Cresci rodeada por natureza pródiga, vivenciando mistérios de floradas e estiagens. Hoje resido - de maneira múltipla - em Belo Horizonte, Lagoa Santa e Serra do Cipó. Experimento, então, outros biomas: o cerrado e o campo rupestre. Sou doutora pela Faculdade de Engenharia de Alimentos, UNICAMP; especialista pelo Instituto Pasteur de Paris e pesquisadora aposentada da Fundação Ezequiel Dias. Cultivo estrelas e flores. Sempre amei cães e gatos. E, agora, colaboro com o Banco de Idéias e Projetos da Organização Conviver – Saber Social, voltada a meninos e meninas do Programa Espaço Criança. Embriagada de beleza e infância: escrevo. Caminhos do Corpo, Florada de Vernonia, Desvarios das Estações e Fendas: 16 Poetas Vivos são meus livros publicados. Menotti Del Picchia, Florbela Espanca, Francisco Igreja, Murilo Mendes e Blocos Editora são prêmios nacionais recebidos.

 

 

LÚCIA SERRA

 

De
Lúcia Serra

DESVARIO DAS ESTAÇÕES
Maricá, RJ: Editora Blocos, 1999

“Prêmio Blocos 1999”

 

cavalgada

 

a ânsia

com a qual

me bebeste

(mel e absinto)

atiçou

cavalos

percorrendo

pradarias.

turbulência

na paisagem

(mescla da tarde

e ventania)

acossando

na encosta de morros

o murmúrio

de riachos e minas

(líquidos ruídos).

paia o galope

não há trégua

o êxtase

evola

das

narinas

pêlos

hálito afoito

suor

caldas

e crinas.

batida de cascos

matinada

e relinchos

confluência

de sentido

e sina

no encalço

do acaso.

 

 

semeadura

erva
de
tua
faina
semente

vertida

Se
esvaindo
na
seara
de
meus
pastos.

 

 

renascimento

 

não me aniquila a dor

- esta angústia -

ainda almejo

o rodízio das estações

no tempo fluído

de outras mãos

contradigo

o instante

experimento

o futuro

não mais tua

lanço-me nua

em busca da lâmina

não a que lacera

o pescoço

o pulso

pesquiso

isto sim

com olhos insepultos

nesgas de sol

que emeigem

(dentro da noite)

o léxico

do

dia.

 

 

FLORADA DE VERNONIA

 

De

Lúcia Serra
 FLORADA DE VERNONIA
Belo Horizonte: Editora Mulheres Emergentes
– Edições Alternativas, 1997
69 p. (Col. Almanach de Minas, v. 6)

 

 

Mazelas

Sentimentos
peregrinos
exalam
e
exultam
odores
(e dores)
de folhas
maceradas
no
chão
de outono.

 

 

 

Dois sentidos

 

Quando

permeias

na geografia

(acidentes

planícies

matas

e rios)

é em braile

que tu me lês

atento e sôfrego

decifrando

incógnitas

tateando sílabas.

De olhos fechados

(e cego de desejo)

o amor

medra

na paisagem

os

ícones

de seus próprios

passos.

Signos.


 

Prazer

 

Tanto
se
nutriu
de
ostras!
especializou-se
pescador
de
pérolas!

 

Inquietude

 

Reativaste

em 

mim

todo

sentido

de

me

saber

(inquieto e sôfrego)

esperando

do telefone

(estático e mudo)

o

alento

da

feminina

voz

e

seu

chamado

oculto.

 

Página publicada em fevereiro de 2010, depois de conhecer a autora durante o Verão Poesia 2009, de Belo Horizonte, Minas Gerais.


 

 

 

 

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