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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO

Affonso Arinos de Mello Franco Filho (Belo Horizonte, 11 de novembro de 1930) é um diplomata e político brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras.

1949 e 1953; o curso de Preparação à Carreira de Diplomata no Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores(1951-52); o curso de Doutorado, Seção de Direito Público, na Faculdade Nacional de Direito (1954-55); o curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas no Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores, em 1954; o curso do Instituto Superior de Estudos Brasileiros, no Ministério da Educação e Cultura, em 1955; o curso de Especialização em Política e Direito Internacional na Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Internacional de Estudos Sociais Pro Deo, em Roma, em 1958; o curso de Promoção Comercial no Centro de Comércio Internacional da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento e do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, em Genebra, em 1968; o curso de Economia Teórica e Aplicada na Escola de Pós-Graduação em Economia do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em 1975; o Curso Superior de Guerra na Escola Superior de Guerra, em 1975; o Curso de Atualização da Escola Superior de Guerra, em 1980.

Iniciou a carreira de diplomata em 1952 na comissão de Organismos Internacionais da divisão de Atos, Congressos e Conferências Internacionais do Ministério das Relações Exteriores. Entre 1956 e 1959 foi segundo-secretário na embaixada do Brasil em Roma e entre 1963 e 1964, primeiro-secretário na embaixada do Brasil em Bruxelas.

Paralelamente ao cargo de diplomata exerceu, no Brasil e no exterior, atividades jornalísticas e de divulgação cultural, legislativas e docentes. Foi colaborador e correspondente jornalístico para revistas e jornais brasileiros bem como para a Televisão Educativa, 1976 e para a Enciclopédia do Brasil Ilustrada, 1977.

No período de 1960 a 1962 foi deputado à Assembleia Constituinte e Legislativa do Estado da Guanabara, na qual atuou como membro da Comissão de Constituição e Justiça, em 1961, e como presidente da Comissão de Educação, em 1962. Entre 1964 e 1965, foi professor de Civilização Contemporânea no Departamento de Jornalismo do Instituto Central de Letras da Universidade de Brasília. Exerceu o mandato de deputado federal pelo Estado da Guanabara (1964 a 1966) tendo sido, nos anos de 1965 e 1966, membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.   Fonte: wikipedia.

 

ROBINSON CRUSOÉ     

Eu quis construir um barco salvador
Que me libertasse do isolamento da minha ilha deserta,
De minha ilha árida, cercada de águas violentas.

Aos poucos fiz crescer sobre a artéria virgem
O casco possante,
A proa alta, orgulhosa como ave migradora.

Dei-lhe remos que furassem o ventre das ondas.
Dei-lhe velas,
As grandes velas brancas que o fizessem deslizar...

Oh! o desejo de abandonar para sempre a solidão impenetrável
E fugir livremente pelas águas largas e azuis!

Só depois de ter gasto todo o meu esforço
Foi que vi que meu barco era enorme, pesado,
E que eu nunca conseguiria arrastá-lo até o mar.

 

NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

A igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem
(Que lindo nome para um barco de vela!)
Foi construída em 1765
Por ordem do senhor capitão-mor das Minas
Para os povos de Curral del-Rei.

Nessa igrejinha de janelas verdes
Eu me batizei.

No mês de Maria enfeitava-se a nave com folhas verdes
E as meninas cantavam em coro:
“No céu, no céu, com minha mãe estarei”.

No ano de 1925 o Sr. diretor de obras

Deitou abaixo a Matriz da Boa Viagem
(Que lindo nome para um cemitério!)
E construiu no lugar dela
Uma catedral gótica, último modelo.

Eu ache que foi bobagem,
Mas o povo de Minas disse que era progresso.

 

Página publicada em julho de 2015.

 

 

ANIBAL MACHADO

 

OS CÃES LATIAM NA ESPUMA

Eu disse que iria procurar a companheira para voltar com ela
                                                  antes que a noite chegasse.
O mar escurecia tão depressa que muitas ondas já
                                                 arrebentavam dentro da noite.
Eu prometi aos amigos que voltaria sem demora para
                    aproveitarmos até o fim o espírito das águas.
O vento levantava o vestido da companheira e nós íamos sentados
           num trenó que puxavam os cães invisíveis na espuma.
No alto das ondas uma tristeza nos veio não sei se do passado
                                       ou do fundo da memória.
Mas vi que seríamos menos felizes andando devagar.
Então os cães invisíveis correram mais depressa e outra vez,
                              no alto da onda, a alegria voltou.
Os cães latiam sempre na espuma.
Ó noite que desces depressa, ó mar que predomina em tudo,
                    ó vento na saia da companheira, ó doçura.
Eu tinha prometido voltar mais cedo e me deixei levar.
Passaram as águas noturnas. Veio depois a neblina da madrugada.
Os cães continuavam a latir na espuma e quando raiou o sol
                    eu ainda corria enlaçado à companheira, trocando
          palavras que não sabemos repetir, que nunca mais ouviremos.

 

 

POEMA

Tua voz ainda está descendo por estes rios.

Em todas as árvores
Só se conta a tua história
As sombras imitam forma de teu vulto
Os reflexos do sol te repetem.

Há tanta coisa em ti
Nas coisas que olhaste
Que se te quer encontrar
Encosto o ouvido ao seio da noite

Mergulho nas águas.
Rolo-me na terra
E te sinto folhagem
Te respiro no vento.

Tudo o que em tua pele tocou
Colo de colina
Chuva que te molhou
Relva em que dormiste
Pedras estrelas lagoas
Tudo com teu olhar me olha agora

Teu rosto enche a paisagem circular
E voltado para cima
Beija no espaço
A rosa dos dias

Depois que anoitece
Lá fora a montanha
Ainda é teu corpo branco
Que se despe.

 

 

 

 

TEXTS EN FRANÇAIS

 

AFONSO ARINOS DE MELLO FRANCO

 

 

Extraído de  

TAVARES-BASTOS, A. D.  La Poésie brésilienne contemporaine.  Antologie réunie, préfacée et traduite par…   Paris: Editions Seghers, 1966.  292 p.   capa dura, sobrecapa.  Ex; col. bibl. Antonio Miranda

 

 

 

Né à Belo Horizonte (Minas Gérais) en 1905.

Fit ses débuts littéraires en 1928 lorsqu'il publia une thèse sur la responsabilité criminelle des per¬sonnes juridiques. En même temps que son activité se manifestait par plusieurs essais sur la politique, la sociologie, l'histoire et Fart, les revues publiaient ses poèmes qui n'ont pas encore été réunis en volume. Paru seulement en 1942, son drame en vers Marilia de Dirceu est inspiré par ses travaux sur Thomaz Antonio Gonzaga, l'auteur identifié des « Lettres chiliennes », satire en vers écrite vers la fin du XVIII" siècle sous le pseudonyme de Critilo. Afonso Arinos de Mello Franco figure dans Z'Anto-logia dos poetas modernos, publiée en 1935 par Dante Milano et dans Obras primas da lîrica brasi-leira, choix établi par Manuel Bandeira et Edgard Cavalheiro (1944) sur la poésie brésilienne.

Membre de l'Académie brésilienne, Sénateur, Ministre des Relations Extérieures à deux reprises, en 1961 et 1962, Afonso Arinos de Mello Franco a fréquemment représenté le Brésil à des Conférences internationales.

Bibliographie : Marilia de Dirceu, 1942.

 

 

 

 

 

MONTANA

 

Par l'étroite et ombreuse allée

qui côtoie le bois, borde le lac,

les bœufs complexes, subjectifs, opaques,

gravissent lentement la pente.

Ignorants de la svelte libération physique

qui dénonce à peine une absence d'âme,

méprisant l'irrémédiable superficialité

des gazelles, des chiens agiles, des ailes lancées dans l'air,

lourds, mesurés, porteurs d'un mystère vital,

les bœufs résignés passent avec un bruit de clochettes.

 

La nuit monte de la vallée

(je n'ai jamais compris pourquoi l'on dit qu'elle descend)

la nuit monte de la vallée sombre,

et, comme un fluide, comme un parfum qui s'envole, comme un esprit enveloppant et pénétrant, elle s'épand dans la lumière du ciel.

 

(Inédit)

 

 

ROBINSON CRUSOÉ

 

J'ai voulu construire un bateau de sauvetage

qui m'eût libéré de l'isolement de mon île déserte,

mon île stérile, entourée d'eaux violentes.

 

Peu à peu j'ai bâti sur le sable vierge
la quille puissante.

la proue élevée, altière comme un oiseau migrateur.
Je lui ai mis des voiles,

de grandes voiles blanches qui le feraient naviguer...

 

Oh !   le  désir  de  quitter  pour toujours l'impénétrable
                                                                            solitude

et de fuir librement sur les eaux bleues et amples.

 

Mais après avoir épuisé tout mon effort.

j'ai vu alors que mon bateau énorme était si lourd,

que jamais je ne réussirais à le faire glisser jusqu'à la mer.

 

 

 

ÉLÉGIE DE LA PAIX A LAUSANNE

 

Dans le matin cendre d'automne
tombent les feuilles jaunies.

Je sais qu'elles tombèrent aussi au temps de Lamartine
et d'autres citoyens partis en première pour l'Eternité,
mais j'insiste à remarquer :
les feuilles jaunies tombent.

 

Douceur des hôtels de gare où jamais personne ne loge
dont les volets poussiéreux s'entrouvrent avec mélancolie.

 

Stabilité des pensions de famille

(confort moderne et eau courante dans toutes les chambres). Tendresse des cafés où les clients attardés sont en train
     de lire les journaux autour de petites tables sur le trottoir.

 

Devant Y« Hôtel d'Europe et du Brésil », mon cœur saute
          d'enthousiasme patriotique
et se réjouit du cri national « Indépendance ou Mort ! »

 

Les gosses sur le chemin de l'école portent un béret de velours

et les midinettes se hâtent accoutrées de fourrures à bon
                                                                            marché.

 

Moi, sous mon pardessus, je garde mon secret comme tout le monde.

 

Confort de porter un secret aux particularités ignorées de tous.

 

Tous les passants, garçons de boutique, étudiants, moi-même,

nous emportons tous notre monde à chacun
étanche et impénétrable
protégé par la police des mœurs.

 

Loué soit Dieu, celui qui nous dévisage n'atteint pas nos
          cœurs, ni le reste.

 

Mais tous, le joaillier Jacques Schwob lui-même,

le chef de gare aux moustaches agressives,

l'aveugle marchand de journaux, qui met les mains dans

ses poches pour les réchauffer, tous, nous avons le calme de l'acrobate à l'instant du saut

dans le vide,

ce calme qui est la suprême distension des muscles et de
                                                                            l'esprit,

car tous, nous feignons de ne pas entendre au loin

le bruit de la vague inévitable qui se dresse ;

et faisons semblant de ne pas voir l'aiguille de feu
indiquant inexorablement
la grande heure rouge...

 

 

 

NOTRE-DAME DU BON VOYAGE

 

L'église de Notre-Dame du Bon Voyage
(Quel joli nom pour un voilier !)
a été construite en 1765

par ordre de monsieur le capitaine gouverneur des mines
pour les gens de Curral-d'El-Rey.

Dans cette église aux fenêtre vertes
on m'a baptisé.

 

Pendant le mois de Marie on l'enguirlandait de feuilles
                                                                  vertes

et les petites fiUes chantaient en chœur :

« Au ciel, au ciel, avec ma mère je serai. »

En l'an 1925, monsieur le directeur des travaux publics

mit par terre la basilique du Bon Voyage

(quel joli nom pour un cimetière !)

et construisit à sa place

une cathédrale gothique dernier cri.

 

Je trouve que ce fut une sottise,

mais les gens de Minas ont dit que c'était un progrès...

 

 

Página publicada em julho de 2015. Ampliada e republicada em dezembro de 2017.

 


 

 

 
 
 
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