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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANNIE DE CARVALHO

 

Annie de Carvalho é Geógrafa. Ganhou o Prêmio Menção Honrosa- CNPq-UNIFAP-2009 pelo artigo científico: Dinâmicas Territoriais. É Guia de Turismo Regional e Funcionária Pública. Membro de grupos de poesia; membro da ALIEAP (Associação Literária do Estado do Amapá), membro da REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras). Fez participação nacional como declamadora na OFFFLIP durante a Feira Literária Internacional de Paraty (RJ) na casa "Trata-se de Ficção"-2013. Foi contemplada no Prêmio Sarau Brasil 2016 Concurso Nacional Para Novos Poetas com Menção Honrosa, também foi premiada no II Concurso Literário Pena & Pergaminho 2016-contos. Foi publicada pela Revista Poética e Cultural Mallamargens-Curitiba-PR 2015 e 2016 e na Revista Diário- AP 2016. Participou da coletânea Quinze Dedos de Prosa- AP 2015, da coletânea Quatro Estações- SP 2016, da XVIII Antologia Poética Vozes de Aço- RJ 2016, da III Coletânea Viagem pela Escrita-RJ 2017. Apresenta o espetáculo poético Liras e Mocambos onde declama a poesia regional da Amazônia.

 

Alma omágua

 

Minha alma silvestre

desce o rio entre cascatas

gotejando cristais aos omáguas,

solfejando segredos das matas.

 

É grito em atrito com as águas

fincado no erudito das zagaias.

Esse brado em que confio

está nos ecos das pedras encantadas

brilham e ardem como brasas.

 

Essa paz de alma que me extravasa

é a centelha da luz do tempo futuro;

as palavras são correntes...

Ditas pelos sábios preservadores

dos elos fluentes da vida e da graça.

 

 

 

Aqueles olhos

 

Sempre quis saber de quem são

aqueles olhos atrás da moita...

Aparecem em noites de lua

quando vou à beira do rio

lavar minha cuia.

 

Ouço seu movimento

maciço e macilento,

seus olhos de fogo

inflamam meu pensamento.

 

Será um bicho?

Um índio amaldiçoado?

Por que só eu vejo?

Devo ceder ao meu desejo?

 

Enfeitei-me de pena de araras

urucum e sementes de bacaba

era minha grande chance

engoli a seco,

entrei na moita grande.

 

Não posso descrever,

mas descobri. Depois disso,

ninguém mais me viu...

Apenas meus adereços

jogados no rio.

 

 

Moça atemporal

 

Ela brisa na jusante das marés em meu leito,

derrama seu aroma sobre os lençóis de areia

que cobrem meu corpo nu.

Paira na superfície das horas e rouba-me

todos s cronômetros...

Passa vestida de aurora no Equinócio da Primavera,

e me deixa frutos na janela.

Usa sementes de açaí e penas no cabelo;

é fruta mordida, colhida no pé, saborosa menina.

Em meio aos cavalos... do interior

escrevo minhas nostalgias

musicadas em seus cabelos 

para que esse amor não termine ligeiro.

 

 

Lua Lírica

 

Lua soprano

dos mais agudos

sentimentos.

 

Canta-me, diva!

Faz tua ópera doce
operar-me a vida.

 

Vem! Cheia, nova, crescente,

minguante, branca, bela, constante...

E quebra meu piano-sedutor.

 

És Lira e Era.

Musa e mística.

Amada amante.

 

Canta nua, distante,

namora poetas e bandidos.

Artista boêmia.

 

Sem máculas.

Sem mágoas.

Estonteante.

 

Vocaliza, recita-me.
Orquestras-me o amor

com destreza, soberba!

 

 

Página publicada em agosto de 2017


 

 

 
 
 
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