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Desenho de Calisto
 

Alphonsus de Guimaraens

em Português   y Español

TEXTOS EM ITALIANO

 

POÈMES EN FRANÇAIS

 

 

 

Alphonsus Henriques de Guimaraens, N. en Ouro Preto, Minas Geraes, en 1872. Poeta místico, las cristianas leyendas hallaron en su espíritu adoración y nueva belleza; como el fauno pecador en Sagesse, pero con alma limpia y pura, A. de G. levantó la vista al cielo y le dijo admirables versos.

 

 

      A CABEÇA DE CORVO  

Na mesa, quando em meio à noite lenta

Escrevo antes que o sono me adormeça,

Tenho o negro tinteiro que a cabeça

  De um corvo representa.

 

A contemplá-lo mudamente fico

E numa dor atroz mais me concentro:

E entreabrindo-lhe o grande e fino bico,

Meto-lhe a pena pela goela a dentro.

 

E solitariamente, pouco a pouco,

Do bojo tiro a pena, rasa em tinta...

E a minha mão, que treme toda, pinta

   Versos próprios de um louco.

 

E o aberto olhar vidrado da funesta

Ave que representa o meu tinteiro,

Vai-me seguindo a mão, que corre lesta.

Toda a tremer pelo papel inteiro.

 

Dizem-me todos que atirar eu devo

Trevas em fora este agoirento corvo,

Pois dele sangra o desespero torvo

   Destes versos que escrevo.

 

 

LA CABEZA DE CUERVO

 

Traducido por Anderson Braga Horta

 

Calmo, a lo largo de la noche lenta,

Escribo, insomne. A un lado de la mesa

Un negro tintero hay que la cabeza

   De un cuervo representa.

 

Mudo lo miro y así me mortifico

Y en mi dolor atroz más me concentro:

Y entreabriendo su grande y fino pico

Meto la pluma en su garganta adentro.

 

Y solo, de su panza, poco a poco,

Voy sacando la pluma inmersa en tinta...

Y mi mano, que tiembla toda, pinta

   Versos propios de un loco.

 

Con su abierto ojo vítreo, la funesta

Ave que representa mi tintero

Sigue mi mano, que camina, presta,

Temblando toda en el papel entero.

 

Me dicen cuantos me desean vivo

Que lance fuera ese agorero cuervo,

Pues sangra de él este descreer protervo

   De los versos que escribo.

 


 

ENCONTREI-TE. ERA O MÊS...

 

Encontrei-te. Era o mês... Que importa o mês? agosto,

Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março,

Brilhasse o luar, que importa? ou fosse o sol já posto,

No teu olhar todo o meu sonho andava esparso.

 

Que saudades de amor na aurora do teu rosto,

Que horizonte de fé no olhar tranqüilo e garço!

Nunca mais me lembrei se era no mês de agosto,

Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março.

 

Encontrei-te. Depois... depois tudo se some:

Desfaz-se o teu olhar em nuvens de ouro e poeira...

Era o dia... Que importa o dia, um simples nome?

 

Ou sábado sem luz, domingo sem conforto,

Segunda, terça ou quarta ou quinta ou sexta-feira, 

 

 

 

TE ENCONTRÉ. ERA EL MES...

 

Traducido por Anderson Braga Horta

 

Te encontré. Era el mes... ¿Qué importa el mes, enero,

Septiembre, octubre, mayo, abril, agosto o marzo?

Brillase tu mirar, o fuese el sol postrero,

Mi sueño era un reflejo en tus ojos de cuarzo.

 

¡Qué nostalgias de amor de tu haz en el lucero!

¡Qué horizonte de fe tu mirar calmo y garzo!

Nunca más recordé si era en el mes de enero,

Septiembre, octubre, mayo, agosto, abril o marzo.

 

Te encontré. Mas después... todo en fin se anonada:

Se evola tu mirar en nubes de oro y nieves...

Era el día... ¿Qué importa el día, un nombre, nada?

 

¡O sábado sin luz o domingo sin puerto,

Lunes, martes, tal vez miércoles, viernes, jueves,

Brillase el sol —¿qué importa?— o fuese el sol ya muerto!

 


   

O CINAMOMO FLORESCE...

 

O cinamomo floresce

Em frente do teu postigo:

Cada flor murcha que desce

Morre de sonhar contigo.

 

E as folhas verdes que vejo

Caídas por sobre o solo,

Chamadas pelo teu beijo

Vão procurar o teu colo.

 

Ai! Senhora, se eu pudesse

Ser o cinamomo antigo

Que em flores roxas floresce

Em frente do teu postigo:

 

Verias talvez, ai! como

São tristes em noite calma

As flores do cinamomo

De que está cheia a minh’alma!

   

EL CINAMOMO FLORECE...

 

Traducido por Anderson Braga Horta

 

El cinamomo florece

Delante de tu postigo:

Cada flor que desfallece

Muere de soñar contigo.

 

Las hojas verdes que veo

Caídas junto a tu paso,

Llamadas por tu deseo

Van a buscar tu regazo.

 

¡Señora!, si yo pudiese

Ser el cinamomo amigo,

De flor violeta, que crece

Delante de tu postigo:

 

Verías, tal vez, ¡ay, cómo

Suspiran en noche calma

Las flores del cinamomo

De que está llena mi alma!

  


        ROSAS

Rosas que já vos fostes, desfolhadas 

Por mãos também que já se foram, rosas

Suaves e tristes! rosas que as amadas,

Mortas também, beijaram suspirosas...

 

Umas rubras e vãs, outras fanadas,

Mas cheias do calor das amorosas...

Sois aroma de alfombras silenciosas,

Onde dormiram tranças destrançadas.

 

Umas brancas, da cor das pobres freiras,

Outras cheias de viço e de frescura,

Rosas primeiras, rosas derradeiras!

 

Ai! quem melhor que vós, se a dor perdura,

Para coroar-me, rosas passageiras,

O sonho que se esvai na desventura?

 

   

ROSAS

Traducido por Anderson Braga Horta

 

Rosas que ya vos fuisteis, deshojadas

Por manos que también se fueron, rosas

Suaves y tristes y que las amadas,

Muertas también, besaron ansïosas.

 

Rosas rubras y ufanas, o agostadas,

Todas llenas de llamas amorosas...

Sois aromas de alfombras silenciosas,

Donde durmieron trenzas destrenzadas.

 

¡Blancas como las monjas, o hechiceras

Rosas llenas de savia y de frescura,

Rosas primeras, rosas postrimeras!

 

¿Quién sino vos, si este dolor perdura,

Por coronarme, rosas pasajeras,

El sueño que se acaba en desventura?

 


         HÃO DE CHORAR POR ELA OS CINAMOMOS...  

Hão de chorar por ela os cinamomos,

Murchando as flores ao tombar do dia.

Dos laranjais hão de cair os pomos,

Lembrando-se daquela que os colhia.

 

As estrelas dirão: — “Ai! nada somos,

Pois ela se morreu, silente e fria...”

E pondo os olhos nela como pomos,

Hão de chorar a irmã que lhes sorria.

 

A lua, que lhe foi mãe carinhosa,

Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la

Entre lírios e pétalas de rosa.

 

Os meus sonhos de amor serão defuntos...

E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,

Pensando em mim: — “Por que não vieram juntos?”

 

 

 

POR ELLA HAN DE LLORAR LOS CINAMOMOS...

 

Traducido por Anderson Braga Horta

 

Por ella han de llorar los cinamomos,

Mustias las flores, cuando muera el día.

Caerán de los árboles los pomos,

Soñando aquélla que se los cogía.

 

Las estrellas dirán: — “¡Ay! nada somos,

Desde que ella se fue, silente y fría...

Y viendo sus mejillas como cromos,

La hermana han de llorar que les sonreía.

 

La luna, que le fue madre amorosa,

La vio nacer y amar, ha de envolverla

Entre lirios y pétalos de rosa.

 

Mis ensueños de amor serán difuntos...

Y los arcángeles dirán al verla,

Pensando en mí: — “¿Por qué no

 


      DEUS É A LUZ CELESTIAL...

Deus é a luz celestial que os astros unge e veste,

E dessa eterna luz nós todos fomos feitos.

Um fulgor de orações brilha nos nossos peitos:

É o reflexo estelar dessa origem celeste.

 

O homem mais louco e vil, cuja alma ímpia se creste

Aos fogos infernais dos mais torpes defeitos,

De vez em quando sente esplendores eleitos,

Que tombam nele como o luar sobre um cipreste.

 

Quem não sentiu no peito a carícia divina,

A enchê-lo de clarões na transparência hialina

De um astro que cintila em pleno azul sem véus?

 

Tudo é luz na nossa alma, e o mais vil, o mais louco,

Bem sabe que esta vida é um sol que dura pouco

E que Deus vive em nós como dentro dos céus...

 

 

DIOS ES LA LUZ DEL CIELO...

 

Traducido por Anderson Braga Horta

 

Dios es la luz del cielo, es de los astros veste,

Eterno resplandor. De esa luz somos hechos.

Un fulgor de oración relumbra en nuestros pechos:

Es el reflejo astral de ese origen celeste.

 

Tú, hombre loco y vil, alma impía que padeces

En el fuego infernal de tus torpes defectos,

Sientes de cuando en cuando esplendores electos

Como un claro de luna argentando cipreses.

 

¿Quién no sintió jamás la caricia divina

En su pecho verter la esencia cristalina

De un astro que centella en pleno azul sin velo?

 

Todo es luz en nuestra alma; el más vil, el más loco

Bien sabe que esta vida es sol que dura poco

Y está en nosotros Dios como dentro del cielo...

 


 

NINGUÉM ANDA COM DEUS...

 

Ninguém anda com Deus mais do que eu ando,

Ninguém segue os seus passos como sigo.

Não bendigo a ninguém, e nem maldigo:

Tudo é morto num peito miserando.

 

Vejo o sol, vejo a lua e todo o bando

Das estrelas no olímpico jazigo.

A misteriosa mão de Deus o trigo

Que ela plantou aos poucos vai ceifando.

 

E vão-se as horas em completa calma.

Um dia (já vem longe ou já vem perto?)

Tudo que sofro e que sofri se acalma.

 

Ah se chegasse em breve o dia incerto!

Far-se-á luz dentro em mim, pois a minh’alma

Será trigo de Deus no céu aberto...

 

 

NADIE ANDA CON DIOS...

 

   Traducido por Anderson Braga Horta y José Jeronymo Rivera

 

 

Nadie anda con Dios más que yo ando,

Nadie sigue sus pasos como sigo.
A ninguno bendigo ni maldigo:

Todo es muerto en un pecho miserando.

 

Veo el sol y la luna y todo el bando

De los astros olímpicos persigo.

Dios con su mano misteriosa el trigo

Que plantó, poco a poco, va segando.

 

Fluyen las horas en completa calma.

Un día ha de llegar en que en el puerto

Todo lo que sufrí y sufro se acalma.

 

¡Ah, si llegara en breve el día incierto!

Se hará luz en mi ser, ya que mi alma

Será trigo de Dios en cielo abierto...

 

 


GUIMARAENS, Alphonsus.  Ismália.  2ª. ed.  Ilustrações: Odilon Moraes.  São Paulo: Cosac Naif, 2014.   ISBN 978-85-405-0596-4   Capa dura e miolo em formato de sanfona. Protegido por  sobrecapa de cartolina.  Impresso na China.   Col. A.M. 

 

ISMÁLIA

Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

 

No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar...

 

E, no desvario seu,

Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,

Estava longe do mar...

 

E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,

Queria a lua do mar...

 

As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par...

Sua alma subiu ao céu,

Seu corpo desceu ao mar...

 

 

ISMALIA
Traducido por Anderson Braga Horta

Cuando Ismalia enloqueció,

Subió a la torre a soñar...

La luna en el cielo vio,

Vio otra luna en el mar.

 

En ensueños se perdió,

Bañada en la luz lunar...

Subir al cielo deseó,

Deseó descender al mar...

 

Y en desvarío se quedó,

Se echó en la torre a cantar...

Cercana al cielo se vio,

Se vio lejana del mar...

 

Y como un ángel, pendió

Las alas para volar...

La luna del cielo ansió,

Ansió la luna del mar...

 

Las alas que Dios le dio

Temblaron de par en par...

Su alma al cielo subió,

Su cuerpo bajó al mar...   

 

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CISNES BRANCOS

Ó cisnes brancos, cisnes brancos,
Porque viestes, se era tão tarde?
O sol não beija mais os flancos
Da Montanha onde mora a tarde.

Ó cisnes brancos, dolorida
Minh’alma sente dores novas.
Cheguei à terra prometida:
É um deserto cheio de covas.

Voai para outras risonhas plagas,
Cisnes brancos! Sede felizes...
Deixai-me só com as minhas chagas,
E só com as minhas cicatrizes.

Venham as aves agoireiras,
De risada que esfria os ossos...
Minh’alma, cheia de caveiras,
Está branca de padre-nossos.

Queimando a carne como brasas,
Venham as tentações daninhas,
Que eu lhes porei, bem sob asas,
A alma cheia de ladainhas.

Ó cisnes brancos, cisnes brancos,
Doce afago da alva plumagem!
Minh’alma morre aos solavancos
Nesta medonha carruagem...

Quando chegaste, os violoncelos
Que andam no ar cantaram no hinos.
Estrelaram-se todos os castelos,
E até nas nuvens repicaram sinos.

Foram-se as brancas horas sem rumo,
Tanto sonhadas! Ainda, ainda
Hoje os meus pobres versos perfumo
Com os beijos santos da tua vinda.

Quando te foste, estalaram cordas
Nos violoncelos e nas harpas...
E anjos disseram: — Não mais acordas,
Lírio nascido nas escarpas!

Sinos dobraram no céu e escuto
Dobres eternos na minha ermida.
E os pobres versos ainda hoje enluto
Com os beijos santos da despedida.

 


 

OH, CISNES BLANCOS, CISNES BLANCOS...

 

         Trad. Renato de Mendonça


Oh, cisnes blancos, cisnes blancos,
¿por quê vinisteis si era tarde?
El sol no besa ya los flancos
dei monte donde inuere la tarde.

    Oh, cisnes blancos, dolorida
mi alma siente nueva amargura.
Llegué a la tierra prometida:
es un desierto lleno de tumbas.

   ¡Volad a otra región alegre,
cisnes blancos! Sed felices...
Dejadme solo con mis llagas,
dejadme solo con mis cicatrices.

    Vengan las aves agoreras
de carcajada que enfría los huesos...
Mi alma, llena de calaveras,
está ya. blanca de padrenuestros.

    Quemando la carne como brasas,
vengan las tentaciones daninas,
que  yo las. pondré bajo sus alas
el alma llena de letanías.  

    ¡Oh, cisnes blancos, cisnes blancos,
dulce caricia de albo plumaje!
Mi alma muere a los vaivenes
de este terrible carruaje...

 

 

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De
BUSTAMANTE Y BALLIVIÁN, Enrique.  Poetas brasileiros (traducción anotada). ROMANTICOS: PARNASIANOS : SYMBOLISTAS : REGIONALES : POETAS NUEVOS.  Rio de Janeiro: Emp.Industrial Ediora “O NORTE”, 1922. 175 p.

 

 

SONETOS

 

(Del "Septenario das Dôres de Nossa Senhora".)

 

DOLOR II. - II

 

Fuera una estrella de fulgor inmenso

su guia, en noche incierta al Lugar Santo ...
Mirra trajera Baltasar; incienso,

Gaspar; Melchor, oro que fulge tanto.

Eran valles y montes, era el denso

bosque, el campo explayado en verde manto.
Bajo lunas de jaspe y sol intenso

iban en ala de celeste encanto.

  Cuando se vieron bajo el mismo techo
que abrigá a Ia familia ínmaculada,

Ia flor de eterno amor brotá en su pecho.

  Y, Reyes, con humilde mirar tierno,
las diademas tiraron, polvo y nada,
delante de quien era el Verbo Eterno.

 

Dulce consoladora de infelices,

primo y último amparo de quien llora,
ioh! dáme alivio, dáme cicatrices

para estas llagas que te muestro ahora.

  Dáme dias de luz, horas felices,
todo el candor del despertar de otrora.
Las columnas de nubes en que pises
tornaránse en claror de fin de aurora.

  Tú que eres Rosa blanca en el espíno,
estrella en alta mar y torre fuerte,

ven, muéstrame, Sefiora, el buen camíno,

  que, al meditar en ti y en tus dolores,
siento en el alma dolorosa muerte

de todos mis pecados y terrores.

 

DOLOR III. - I

 

Fé, Esperanza, Caridad, - himnario
de adoraciones y de misereres, -
canto de paz en templo solitario,
hacéis soñar en pálidas mujeres.

 

Fé, con la vista fija en el Calvario ...

Esperanza que dice: "Lo que esperes
llegará entre los plíegues del sudario ... "
Y Caridad: "Que siempre cual yo hicieres."

 

Su augusta trinidad me sigue, voz
que de lo Inaccesible viene, y una
torre que se irgue en temporal atroz.

 

Santas virtudes primitivas, dad

la bendición para que mí alma se una
a Dios, y vaya cierta a su bondad ...

 

 

 

TRIO ROMANCESCO

 

 

A tí, Arcángel, hermano mio.

 

Una aldeana que pasa cantando:

 

El corazón humano es cual los jazmineros,
tiene mayor fragancia bajo la luz lunar ...

iqué luna abrirá en flor a mís suefios primeros,
más blancos que jazmines de tierras de ultramar!

 

Un viejo sentado a la vera del camino:

 

El corazón humano es cual las sepulturas,
puede guardar la muerte y ser como un jardín ...
iCerradas para siempre están las alas puras

de la esperanza que volara sobre mí!

 

Un poeta que sigue a la aldeana:

 

El corazón humano es cual los naranjeros,
florece un mes y espera otro Setiembre en flor ...
iAy, cuando tornarán los ensueños primeros

a florecer de nuevo con el antiguo amor!

 

 

POÈMES EN FRANÇAIS

 

 

 

 

POÈMES FRANÇAIS D´ÉCRIVAINS BRÉSILIENS. Choix et notes biographiques de Luz Annibal Falcão – Président de l´Alliance Francaise de Rio.  Préface de Francis de Miomande.   Pèrigueux, France: L´Atelier de Pierre Fanlac, Près Tour de Vésone, 1967.  118 p.  14,5x19,5 cm.  Inclui poemas de autores brasileiros escritos originalmente em francês. 

 

      

CHANSON DU SILENCE

 

       Le ciel antour de nous pâlit,
         Pâle, pâle, comme un cadavre,
         El le soleil, pleureux et hâve,
         Se couche ivre-mort sur son lit.

         C´est um tragique  soir d´hiver,
         On veut pleurer sous le ciel sombre,
         La nuit s´aplatit comme une ombre
         Sur la tristesse de la mer.

         Dans tes beaux yeux, rêveurs et noirs,
         Le ciel est triste, la mer pleure,
         Et ces yeux où la nuit demeure,
         Ont le parfum des encensoirs.

         Avec toi seulement, Amour
         Je sus au bord d´une arche sainte,
         L´onde gronde sa triste plainte,
         Sous la détresse du ciel lourd.

         Comme une rose aux satins doux,
         Rose, rose, frémit ta bouche,
         Mon pauvre Amour, je t´effarouche!
         Et le baiser est loin de nous.

         Oh, nous allons vers le trépas…
        
Et c´est la mort qui nous balance
         En ce noir rêve du silence,
         Où nous allons, pas de nos pas.

 

 

 

CHANSON POUR BLANCHE DES
ETOILES

      

         Vers la lune, je me penche…
         Pourquoi, porquoi?
         Parce que l alune est blanche,
         Couleur de toi.

         Les grands cieux, quando ils sont bleus,
         Et parés d´or,
         On les íris de tes yeux,
         Plus bleus encor.

         J´aime le oiellets, les roses,
         Pleines de jour:
         Tes lèvres sont des fleurs roses
         Pleines d´amour.

         Je vois les étoiles sans
         Les mépriser.
         Je me souviens de tes dents
         Sous mon baiser.

         L anuit nire d´ombre inonde
         La lune aux cieux:
         C´est l´ombre, dans ta peau blonde ,
         De tes cheveux.

         J´aime les lys transparentes
         D´um beau décor,
         Parce que les lys sont blancs
         Comme ton corps.

         La Sainte Vierge, si pâle
         Dans son émoi,
         Sera-t-elleolus royale
         Que toi, que toi?

 

 

 

Pagina ampliada e republicada em janeiro de 2009, ampçpiada e republicada em dez. 2011. Ampliada em agosto de 2016.

 

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