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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA GOIANA

 


ELIZABETH CALDEIRA BRITO

 

Nasceu em Goiânia – Goiás. Formou-se em Educação Física e em Psicologia . Fez pós-graduações nos dois cursos. Foi professora de dança na Universidade Católica de Goiás (UCG), e no Centro Livre de Artes, tendo sido aprovada em primeiro lugar em concurso público, foi sua diretora por nove anos. É membro da UBE-GO, da Comissão Goiana de Folclore, da Associação Goiana da Imprensa, da Academia de Letras Ciências e Artes de Campo Formoso, da Academia Belavistense de Letras e Artes. É Chefe de Gabinete do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás onde é Sócia Titular. É Conselheira do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da cidade de Goiânia. Recebeu o título de Personalidade Cultural do Ano-2005 pela UBE-Goiás. Publicou os livros: Dimensões do Viver, Quatro Poetas Goianos e Um Pintor Francês e O Avesso das Horas e Outros (edição trilingue: português, espanhol e francês). Participa de várias Antologiasnacionais. Representou o Brasil em Encontros culturais no Chile, Peru e Argentina.

 

Poesia de sinceridade, coragem e delicada sensibilidade, O Avesso das Horas revela o advento de uma alma intensa, de um intenso comprometimento dramático, em versos de beleza singular, capazes de divisar ao leitor novas faces do ser e candentes desafios que cotejam o frágil universo das aspirações humanas.” AIDENOR AIRES

 

"Continue Beth a nos pegar pelas mãos e nos levar às sendas do amor, do lirismo, da sensibilidade, da reflexão, da arte de viver sem pejo, sem omissões, sem hipocrisia, só com afeto grandioso para pessoas e seres num panteísmo de estar aqui e agora doando/dando seu recado de estar no mundo.” AUGUSTA FARO FLEURY DE MELO

 

" ...A autora, possui o instinto do verso e a visão rítmica do poema, se destaca na preocupação de selecionar os seus temas, geralmente de forte conteúdo humano, solidário, alcançando assim – pelo rigor e pela seleção um grau perfeito de beleza poética.”       GILBERTO MENDONÇA TELES

 

"...Continue a ser questionadora de tabus, avessa a endossar o hipócrita bom - mocismo da moralidade burguesa. Pois é tarefa dos verdadeiros escritores colocarem-se a serviço da franqueza e da coragem - vai longe o tempo, em que aceitava-se como esplêndidas poetisas, pessoas que resignava-se a compor quadrinhas sobre o jardim de inverno de suas mansões ou garatujar acrósticos bobocas sobre ‘a doce manga, a saborosa jaca’.”     BRASIGÓIS FELÍCIO

 

Elizabeth é um mulher moderna, discreta e inteligente. [...] Porém Elizabeth tem uma fraqueza: é poeta; e em sua poesia pode se ver que tem em seu coração muito amor e uma certa tristeza. E por se tratar de uma autêntica poeta que podemos descobrir, sem perguntar muito sobre sua vida, que Elizabeth é moderna, discreta, inteligente, sorridente, amável, bela e às vezes triste é que sua sensibilidade é sempre verdadeira.”   YVAN AVENA

 

 

TEXTOS EM  PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

BIPOLAR

 

O kamikaze

mergulha

em vôo errático,

no vale da morte.

 

E fica, enquanto

a sombra do que é

permanece.

 

E quando a vida

revés retorna,

emerge para

o outro pólo.

 

Então sorri,

da desgraça de si.

 

Assim vai vivendo

mar adentro,

procurando o caminho,

o equilíbrio, o centro.

 

 

NOSTALGIA

 

Saudade,

já não cabe em si.

Evola nos poros.

No sombrio olhar

se deixa ficar.

 

No soluço da alma

plangia ausência.

Não disfarça a efígie:

fantasma de um

que o outro não tem.

 

Saudade,

camufla alegria,

contagia tristeza,

suprime euforia.

 

De quem outrora,

por não ser assim

era tão infeliz!

 

 

O AVESSO DAS HORAS

 

Teço o que sou

no vazio dos dias.

Sigo no avesso relógio ao c

                                       o

                                 n

                            t

                        r

                  á

              r

        i

o

.

O tempo tem seu tempo contado,

faz do sonho o inimaginável.

Há quem responde a completude do ser?

Senão às horas, aos dias, ao tempo

e à angústia de viver?

 

O ser ressurge

do sêmen que à vida jorrou.

E o criador fez a criatura

viver infeliz abismos noturnos.

Sequer importa a vida lá fora,

acorda a morte prematura.

 

 

PALAVRA

 

Imersa à infância

traduz o Outro ser.

O sentido é imposto:

significa o que o Outro

indivíduo quer dizer.

 

Palavra de então,

que ainda não se crê:

transporta o que é de si

em signo do além,

 

 

congela a realidade,

reforça preconceitos.

Som que silencia

a história que contém.

 

Palavra que liberta

as sementes da fala.

Quando mais germina,

quanto mais se cala.

 

 

 

RETIRANTE

 

                 A Aidenor Aires

 

A cidade vazia

metrópole fria,

soluça a ausência

do menino amado.

 

Debandando a fome,

no sacolejo dos dias,

buscou outro rumo.

Buscou outro estado.

 

Na cidade aporta.

Medrando em labuta,

em rol de palavras,

é lesto adotado.

 

E àquela que um dia,

foi berço esquecido,

agora em alforria,

retorna em vitória.

 

A cidade vazia

especa, aguarda

o retorno de seu

menino de glória.

 

 

EXPERIÊNCIA

 

O canto de um ser plural,

guardará indelével,

os amanhãs que chegam,

à sombra daqueles

estagnados,

no avesso das horas.

 

Cravada na geografia dos rios

da correnteza do sangue,

nos fios de memória

que guardam o lume

das claras manhãs.

A vida celebra.

 

E ao inexistir

a cal desses dias,

haverá de estar

para além do fim,

a experiência.

 

 

LITERATURA GOYAZ. Antologia 2015.  Adalberto de Queiroz, org.  Goiânia, GO: Ed. Livres Pensadores, 2015.  160 p.  Capa: Thálita Miranda. ISBN 978-85-69024-05-7   Ex. bibl. Antonio Miranda

 

         EMPATIA

         Vem aprender-me:
         retire dos olhos
         as vendas adâmicas.

         Afaste as máscaras
         que reflete em mim.
         Coloca-te onde estou.
         E vê,
         com os olhos
         de minha alma,
         todo o universo.

         Aprenderá assim,
         de infinita forma,
         o Eu de mim.

 

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TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

 

DUALIDAD

 

La poesía

en el asombro de la noche

se rompió.

 

Hay los que se exponen

en palabras, líneas

y metáforas,

en distancia de las horas.

 

Hay los que se esconden,

bajo el pulso

que arde/adía

sueño, placer

y fantasía.

 

Un anochecer

sin fuerza para contenerse,

afin que el otro consiga

sobrevivir.

 

 

TÍMIDA OBSESIÓN

 

Quiero ser

la golosina que te acuna el ánimo,

la miel que te endulza el beso,

la lengua que te hace el habla,

el sonido que encanta el alma.

 

Quiero ser

la luz que de ti emana,

el viento que te roza y te hiere,

el aire que en ti respira,

el sudor que aflora de tu piel.

 

Quiero ser

la sábana que te acuna en el sueño,

el sueño que puebla el espíritu,

la imagen que guarda la retina,

el suelo que pisan tus piés.

 

Quiero ser

el río que te baña el cuerpo,

la paja que te protege del sol,

el agua que bebe tu sed

y la sombra que te sigue siempre.

 

 

EL TIEMPO

 

Procúrase

en las horas lentas,

consumidas

en ilusiones

y esperanza de una única vía.

 

Procúrase

en los nebulosos días,

el brillo de un mirar

que con el asalto del tiempo

se vistió de bajas

y opacas neblinas.

 

Procúrase

en el campo invisible

el silente deseo

del instante de sueño

que sólo el tiempo puede enseñar.

 

Y vislumbrando mañanas

de viajes sin fin,

en horas amargas

e días inválidos,

que el tiempo hurde

con singulares figuras.

 

Y construye para siempre

una infeliz criatura.

 

 

SOLA

 

Dame la mordaza,

se necesitan palabras.

Átame los pasos

descaminando veredas.

Dame la soledad

exponiéndome a la vida.

Átame el gesto

al arrojarme al mar.

 

Es así que se reside

en un ser singular.

 

 

A CONSUMIRSE

 

La noche

no termina

y consagra la ausencia

que puebla la mente.

 

La espera

se consume en el sueño,

en el afán del encuentro

se ofrece entera.

 

En el tiempo

de cier ta incertidumbre,

en un guiñar de ojos

se enciende una llama.

 

No para sí,

pero para la vela encendida.

 

 

 

INSTANTE

 

Impedir

que el momento

pase como un relámpago.

 

 

Detenerlo

en el instante

del reflejo de la mirada

de la deseada imagen.

 

Te j e r

palabras que traducen

el cuerpo hasta

quedar mudo.

 

Ocultar

los desvelados

secretos, inscriptos

en cada poro

en el pulso acelerado

de la emoción contenida.

 

Traducir

las ocultas ideas

y las metáforas.

 

Desvendar

lo que está frente a los ojos,

al alcance de las manos.

 

 

Página ampliada em junho de 2017



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