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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


RAÚL HENAO

“Misteriosos y juguetones al mismo tiempo, los versos de “El doble” plantean un enigma que no tiene resolución, dejando espacio para que él mismo saque sus propias conclusiones, como un detective que es cita al texto para que descifre las pruebas en el lugar de los acontecimientos.” Robson Quintero Ossa

TEXTOS EN ESPAÑOL  !    TEXTOS EM PORTUGUÊS

EL DOBLE

 

Hay un jugador de cartas sentado

al borde de mi lecho

 

Hasta que se me ocurre abrir la ventana

 

Con el aire frío de la noche desaparece

primero su sombrero, parte de su abrigo,

la camisa a rayas, los zapatos…

 

Completamente descamisado opta por retirarse

descendiendo furioso la escalera

 

Abajo todavía escucho el llavín dando vueltas

en la vieja cerradura del edificio

 

El perro ladra por un momento, un auto

parece detenerse y la puerta se cierra

con un golpe seco

 

Es en ese instante que recuerdo haber visto

al jugador de cartas en una ocasión anterior

 

Y apenas ajustando mi bata de noche desciendo

precipitadamente la escalera

 

La puerta de la calle permanece ligeramente

entornada y frente a ella el auto espera

en la oscuridad

 

Cuando asomo el rostro a la ventanilla

me veo en el asiento trasero del taxi

que emprende su desconocida carrera…

 

Extraídos de la revista LUNA DE LOCOS, n. 17, año 9, Pereira, Colombia, 2007, dirigida por Giovanny Gómez.

 

 

HENAO, Raúl.  Sol negro.  Bogotá: Universidad Nacional de Colombia, 2005.  114 p.    (Colección de poesía) 

 

SIEMPRE EL AMOR LA LIBERTAD

Me paseo en compañía de una nube
¡Qué encanto de peluquero es el amor!

En cada parada de buses me arrojas
La incendiaria granada de tus ojos.
La orquesta aparecida en mitad
De una fuente de agua
Guarda un ligero parecido con tu voz
Anidando en el arco iris de tus pechos.
La tempestad resulta menos ardiente
Que el carbón de tus labios
Conjugados en la baraja de tu sonrisa.

Mil perdigueros no bastan para elogiar
La antorcha luminosa de tu rostro
Que enciende el brazo armado de la libertad.


SOLITARIA PALABRA

En el pequeño valle escondido entre altas montañas
La lluvia teje la lana de la luna.
Abajo el torrente es un violinista de barba encrespada
Montando la cabalgadura del temporal.
El crepúsculo bailotea como una mariposa
En la solitaria llama de mis palabras.

 

CAFÉ LE GRIS

A mitad de ja tarde
En el café Le Gris
Frente al pulpo
De Apollinaire

Un cigarro encendido
En cada mano
El cielo
Como un tintero

Entre un público
De paraguas...
Me escuchaba hablar
Como si oyera llover

La soledad.

 

 


TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda

         O DUBLÊ

Tem um jogador de cartas sentado
à beira de minha cama

Até que me ocorre abrir a janela

Desaparece com o ar frio da noite
primeiro seu chapéu, parte de seu abrigo,
a camisa listrada, os sapatos...

Completamente sem camisa opta por ir-se
descendo furiosamente as escada.

Ainda escuto, mais abaixo, a chave dando voltas
na velha fechadura do prédio

O cão ladra por um instante, um automóvel
parece frear e a porta se fecha
com um golpe seco

É neste momento que lembro ter visto
o jogador de cartas numa ocasião anterior

E ainda vestindo meu roupão noturno, descendo
precipitadamente as escadas

A porta da rua permanece ligeiramente
entreaberta e na frente dela o automóvel espera
na escuridão

Quando assomo o rosto pela janela
me vejo no banco de trás do taxi
que continua sua desconhecida carreira...

 

PALAVRA SOLITÁRIA

No pequeno vale escondido entre altas montanhas

A chuva tece a lã da lua.
De baixo a torrente é um violinista de barba crespa
Montando a cavalgada do temporal
O crepúsculo dança como uma mariposa
Na solitária chama de minhas palavras.

 


SEMPRE O AMOR A LIBERDADE

Passeio na companhia de uma nuvem
Que encanto de cabelereiro é o amor!

Em cada parada de ônibus me lanças
À incendiária granada de teus olhos.
A orquestra que surge na metade.
de uma fonte de água
Guarda ligeira semelhança com tua voz
Aninhando no arco-íris de teus seios.
A tempestade resulta menos ardente
Que o carvão de teus lábios
Conjugados no baralho de teu sorriso.

 


CAFÉ LE GRIS

No meio da tarde
No café Le Gris
Diante do polvo
de Apollinaire

Um cigarro aceso
Em cada mão
O céu
Como um tinteiro

Diante de um público
Com guarda-chuva...
Me escutava falar
Como se ouvisse chover

A solidão.

 

 

 

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TRADUÇÕES DE FLORIANO MARTINS

 

De

MARTINS, Floriano.  O começo da busca; o Surrealismo na poesia da América Latina.               São Paulo: Escrituras, 2001.  287 p. (Col. Ensaios Transversais, 13) 

 


A contemplação

 

Ao anoitecer, a lua viaja por trás de uma ligeira

e luminosa cortina de névoa.

 

Por longo tempo vejo cair a cascata

no tanque:

Infinitas e regozijadas cordas

em um escuro violino.

 

Mais tarde durmo ao lado de uma amante

que às vezes se parece com uma flor do campo

de talho espigado e imensa coroa

de pétalas,

 

E em outras um diminuto fantasma de camisola

encolhido pelos cantos da casa.

 

 

 

Retorno de Nletzsche

 

Nem a queimadura da chama

aplaca minha sede

Nem a queimadura do sol.

 

Brincar com fogo! Meu coração

é um galpão de gasolina

Um paiol de fogos de artifício.

 

A chama é meu diretor

de orquestra

O relâmpago me persegue

Por todo o campo.

 

Sarça ardente é tudo

quanto amo

Carvões acesos, caminho

sobre brasas

Baile na fumarola

de um vulcão em erupção.

 

Ai, meu pensamento se consome

na fogueira da beleza

do mundo.

 

 




Página publicada em agosto 2007; ampliada e republicada em dezembro 2010

 

 



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