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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

SÉRGIO COHN

 

 

Nació em São Paulo, Brasil en 1974 y vive em Rio de Janeiro. Poeta y editor. Dirige la revista Azougue desde 1994 y coordena la Azougue editorial desde 2001. Autor de Lábio dos Afo­gados (1999), Horizonte de eventos (2002) y O Sonhador Insone (2006).

 

“A poesia, então, na sua dupla aventura de evasão e de conhecimento, persegue a distância, par que se possa cultiva a arte do encontro, já que a presença constante constrói simulacros, falsidades e feridas. Ainda: essa poesia admite, paradoxalmente, a impossibilidade da fala, pois “por mais que confissões / sejam arrancadas / nuca serão entendidas”. BRUNO ZENI

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

 

 

COHN, Sérgio.O sonhador insone (poesia 1994-2010).   Rio de Janeiro: Azougue editorial, 2012.  159 p.   14x20,5 cm.  ISBN 978-85-7920-067-0  Capa: fotografia da instalação sumi, e Marina Fraga.   Col. A.M.

 

PATHOS

 

o sopro de veneno no ouvido, o jorro

impossível assaltando os olhos, luzes

intermitentes, tantas luzes

no azul manto escuro, um passo,

então silêncio, uma árvore

se sobressai no mercúrio, o verde

de tantos matizes, a cadência

dos tons. rico universo de uma só cor

e tantas dimensões pressentidas.

uma árvore, poderia chamar-lhe

pau-ferro, caesalpinía férrea,

mas é uma apenas uma árvore

à beira do caminho.

catedral ao avesso, sacraliza o ao redor.

as formas tatuadas no seu tronco,

rostos tão estranhos, uma folha cai.

é possível perceber nosso semblante

em suas nervuras, a reciprocidade

do espanto, ou sentar-se

a observar os cristais de orvalho,

mônadas no ventre do tempo.

uma árvore, convite.

nela ver o mundo,

missiva do imponderável.

 

 

MNEMO

 

há um resíduo de futuro

no vento, fotograma ante-

cipado, montagem de fragmentos

induzindo à cena. como

aquela árvore se curvando com-

placente aos invisíveis pesos,

como o mormaço

predizendo chuva, repito,

há um canto anterior

a qualquer canto, uma réstia,

um eco primeiro, como um som

que ressoa por dentro de cada

palavra, como todo gesto se

desenha e apaga, então

novamente, há o revés,

o diáfano, o termo, beleza

posta e perdida, o desen-

cadeamento, assim

como a sede do vapor

por uma forma, assim

como tudo retorna

à imaginação

por trás da cortina

da memória.

 

 

 

 

LÁBIO DOS AFOGADOS

 

De
LÁBIO DOS AFOGADOS
s. l.: Nankin, 1999
ISBN 85-86372-14-5


 

EM TEUS LÁBIOS NIDIFICA O HORIZONTE

 

O céu azul é uma flor que nos engole

fanerógamo do universo

O lago abriga enxames de abelhas

e há runas no olhar das corujas

          Aqui estamos nós

                   Brand New Fools

                             restaurando antigos

                                      vasos comunicantes

A vida é uma estrangeira

para ser contemplada

enquanto algo

— indefinível como a flama —

nos diz

que tendemos à dissolução

 

 

ESTILHAÇOS DE UM ORÁCULO

I

céu de ardósia
quase noite
arranhando

o azul, melodia


II

estamos no ar
como uma ferida

ao vento, navalha


III

seria fácil dizer
“como a pele das peras”

embora o sabor
amanhecido

a beleza das coisas
postas à vontade


IV

planaltos de sal
e lembranças de sargaços

todo mar é
uma clausura extrema

mas nem o que o retém
o excede


V

de noite
reinventar suas cores

como uma serpente
se atrai
pelo leito no jarro

 

 

livres
                            errantes
         fazemos nossas escolhas
                  no gramado estendido
         deste solstício de inverno
 
               tudo mais falha:
                germinar é difícil
         mais difícil permanecer intacto


PEQUENA MORTE

  A tragédia do homem: a impossibilidade de possuir e
        gozar seu objeto do desejo ao mesmo tempo

                                                           Cesare Pavese

Pavese é o olho
da cobra verde
Córdoba de Lorca
e a cama
em noites de coca

e narciso encalacrado
(um suspiro
cravado na carne)
o intocado das nascentes
sempre além

e esta cama
e este sono
que nunca vem

o que o vento desenha
na superfície da água
o movimento das árvores
em liberdade exata
o que
em silêncio
se perpetua e passa

 

MEMENTO

 

permanece o eu

este simulacro

frágil lacre de refrões

 

e a noite te pede de volta

 

 

pathos

 

O sopro de veneno no ouvido. O jorro

impossível assaltando os olhos. Luzes

intermitentes. Tantas luzes

no azul manto escuro. Um passo,

então silêncio. Uma árvore

se sobressai no mercúrio. O verde

de tantos matizes, a cadência

de tons. Rico universo de uma só cor

e tantas dimensões pressentidas.

Uma árvore. Poderia chamar-lhe

Pau-ferro, Cesalpinia ferrea,

mas é uma apenas uma árvore

`a beira do caminho.

Catedral ao avesso, sacraliza o ao redor.

As formas tatuadas no seu tronco,

rostos são estranhos. Uma folha cai.

É possível perceber nosso semblante

em suas nervuras, a reciprocidade

do espanto. Ou sentar-se

a observar os cristais de orvalho,

mônadas no ventre do tempo.

Uma árvore, convite.

Nela ver o mundo,

missiva do imponderável.

 

 

mnemo.

 

Há um resíduo de futuro

no vento, fotograma ante-

cipado, montagem de fragmentos

induzindo`a cena. Como

aquela árvore se curvando com-

placente aos invisíveis pesos,

como o mormaço

predizendo chuva. Repito,

há um canto anterior

a qualquer canto, uma réstia,

um eco primeiro, como um som

que ressoa dentro de cada

palavra, como todo gesto se

desenha e apaga, então

novamente. Há o revés,

o diáfano,o termo, beleza

posta e perdida, o desen-

cadeamento, assim

como a sede do vapor

por uma forma, assim

como tudo retorna

à imaginação

por trás da cortina

da memória.

 

 

         Extraídos de HORIZONTE DE EVENTOS.  Rio de Janeiro: azougue editorial, 2002.

 

 

QUEM SOMOS NÓS AGORA

 

o que nosso tempo dita

no vício de estar vivo

entre pares

 

no rastro no rastilho

desta festa de imprevistos

corpo novo

amalgamado ao meu

 

onde todo ruído branco

se perde em significados

& as frutas

luzem no espanto

do quarto escuro

 

cintilam as gotas

contra a persiana cerrada

o ar melado de fumo

o húmus o introspecto

sorriso que nada atinge

 

na mão o copo evaporado

sem prumo

no chão Hakin Bey & Back

“je suis um revolutionaire”

um ou outro universo

esquecido

 

as vozes ardem

contra a mente

esta noite

 

e lá fora a chuva

é o silêncio

de todas as coisas:

 

vozes, sons perdidos

o copo evaporado

de eras

 

o fértil, o terrível

Iporã, espaço aberto

onde tudo é possível

“ou a total liberdade

no reino da impossibilidade”

 

ecoa a amiga

antes de desaparecer

 

 

O SONHADOR INSONE (I)

 

ombros, lábios, vapor, pêssego

o favor do esquecimento

 

um ângulo no espelho

que subtrai do olhar

tudo que é próprio

 

então mergulho-

 

a imponderável medusa

restituindo o que pulsa

a um

 

(o amor como o inferno

não permite medida comum)

 

 

O SONHADOR INSONE (II)

 

ao léu e vário

abrir as portas

de par em par

e sair para as ruas

 

tudo é nascente

o sol pleno de setembro

traz da mão

do garoto que passa

um cheiro de fruta

 

e tudo agora é sorriso

contra qualquer amor

ou aviso

que se levante

 

(a vida já é um tempo

por demais interessante)

 

 

            Extraídos de O SONHADOR INSONE.  Rio de Janeiro: azougue editorial, 2006.

 

 

MNEMO

 

Ha um resíduo de futuro

no vento, fotograma ante-

cipado, montagem de fragmentos

induzindo à cena. Como

aquela árvore se curvando com-

placente aos invisíveis pesos,

como o mormaço

predizendo chuva. Repito,

há um canto anterior

a qualquer canto, uma réstia,

um eco primeiro, como um som

que ressoa por dentro de cada

palavra, como todo gesto se

desenha e apaga, então

novamente. Há o revés,

o diáfano, o termo, beleza

posta e perdida, o desen-

cadeamento, assim  

como a sede do vapor

por uma forma, assim

como tudo retorna
à imaginação
por trás da cortina
da memória.

 

 

UM CONTRAPROGRAMA

 

1

Esta montanha invade a cidade

e, à sua margem, penso

não no silêncio, na astúcia

e no exílio (que já foram

tentados a contento) mas

do lado de dentro

mesmo que impossível

extraviar-me no alheio

 

2

O alheio: não o outro

do morro ou o rosto

da rua, mas o que

ainda despercebido pulsa

e sobreviverá ao tempo

porque o fim disto

- desta cidade - não é

o de todas as coisas.

 

Extraído de: CAOS PORTATIL – POESÍA CONTEMPORÁNEA DEL BRASIL
 – EDICIÓN BILINGUE. Selección de Camila do Valle y Cecília Pavón. Traducción de Cecilia Pavón. México:  Edicones El Billar de Lucrecia, 2007.  ISBN 978-970-95317-2-5
Apoyo del Fondo Nacional para la Cultura y las Artes

 

 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

Traducciones de Martha Leñero

y José Manuel Mateo

 

 

Destierro

1

 

Sólo me interesa lo que anuncia la pérdida, el terror de lo efímero. Por eso hay un coágulo de nostalgia en ese desfile presente. Los tahúres diseñan los primeros movimientos de la mañana, intentan esconder lo que realmente somos. Pero pocos reparten cuando te niego o cuando te soporto. Hay un tono alucinante en la crueldad, banquete de oro e indolencias. Un tono de infancia en la alucinación. Y aún la posibilidad de una última cerveza, o de nuestro veneno fermentado en viñas inmemoriales, las rumores nuevos.

 

2

 

Como mirar el horizonte blanqueado. Son trampas las rumores de la ciudad; las carros inventan un mar a la distancia. Sin embargo, un día los mendigos se ríen de sí mismos, una prostituta recita a Vinicius contra el sonido monocorde de las pájaros ennegrecidos (este cielo cenizo que poco expresa nuestro modo tropical). Y podemos nuevamente fingir que todo esta vale la pena. Es un antropófago el éxtasis. Los tambores lineales, sin rajaduras, nos corroen por dentro. Y la sucesión de seducciones nos impulsa y nos detiene. Te llamaría si pudiera. Pero ese caos no pide complicidad y tampoco veneno. No hay por qué ordenarlo o entenderlo. Ya sea que ofrezca o apriete, nos guía. Tal vez dice que conviene anestesiar los signos, seguir e! sobresalto de paisajes dispares con la misma suavidad con que nos perdemos. Tal vez, apenas, si lanzamos una sentencia cortante, si en alguna certeza ponemos los ojos indolentes, nos sonría y se vuelva más sereno.  

 

Pathos

 

EI soplo de veneno en la oreja. El chorro

imposible saltando a los ojos. Luces

intermitentes. Tantas luces

en e! azul manto oscuro. Un paso,

y luego silencio. Un árbol

sobresale en el mercurio. El verde

de tantos matices, la cadencia

de los tonos. Rico universo

de un solo color

y tantas dimensiones presentidas ..

Un árbol. Podría llamarle Palo-fierro, Caesalpinia ferrea

mas es apenas un árbol

a la orilla del camino.

Catedral invertida, sacraliza el rededor.

Las formas tatuadas en su tronco,

rostros tan extraños. Una hoja cae.

Es posible conocer nuestro semblante

en sus nervaduras, el espanto

recíproco. O sentarse

a observar los cristales de rocío,

partículas en el vientre del tiempo.

Un árbol, invita

a ver en él al mundo,

misiva de lo imponderable

 

Mnemo

 

Hay un rastro de futuro

en el viento, fotograma anti-

cipado, montaje de fragmentos

que inducen la escena. Como

aquel árbol curvándose com-

placiente a los pesos invisibles,

como el bochorno

que precede a la lluvia. Repito,

hay un canto anterior

a cualquier canto, un rastro,

un eco primero, una voz

que resuena por dentro de cada

palabra, como todo gesto se

enciende y apaga, e

insiste. Está el reverso,

y lo diáfano, el término, la belleza

dispuesta y perdida, el desen-

cadenamiento, así

como la sed del vapor

por una forma, así

como todo regresa

a la imaginación,

por la tangente

de la memoria.

 

 

Poemas extraídos de ALFORJA – REVISTA DE POESÍA ( n. XIX, invierno 2001), de México, que edita nuestro amigo el poeta Jorge Ángel Leyva. Poemas brasileños en edición especial preparada por Floriano Martins.

 

 

MISIÓN DIPLOMATICA EN CHINA (pianissimo)

 

¿Dónde posar la palabra?

Como si la lapicera fuese el asa de una taza

De porcelana rara que debo tomar con firmeza

con cuidado

en el aire.

En el trayecto que hay entre el aire y el plato

podemos, o no,

arruinar la dinasti

ía Ming.

Con delicadeza.

 

 

UN MURO DE SILENCIO

 

         Para Pedro Eiras

 

Sobre la página en blanco reposa un reino de silencio.

(¿Cómo saltar este muro?)

Es cierto que todo texto comienza antes del próximo texto.

Si no es en la página en blanco,

¿Dónde comienza, entonces, el texto?

¿En el cuerpo del que escribe?

Es cierto que todo cuerpo comienza antes que el propio

cuerpo.

¿Dónde, entonces, comienza el cuerpo?

¿Tal vez en la página en blanco?

He ahí el muro.

 

 

MUJER EN PROCESO

 

las palabras secas, duras, masculinas

las palabras peligrosas y puntiagudas entre gritos y susurros

las palabras penetrantes:

autonomía, repertorio, simultaneidad, desublimador,

asociación imagética, corte epistemológio, marcador

diferencial, narrador heterodiegético y expresividad
en proceso.
Una mujer no habla así.
Habla en independencia, vocabulario y articulación.
De me  parece y por ejemplo.
La palabra del hombre en mi boca
y mi cuerpo sabe que sólo hago eso para masturbarme.

 

 

Extraído de: CAOS PORTATIL – POESÍA CONTEMPORÁNEA DEL BRASIL
 – EDICIÓN BILINGUE. Selección de Camila do Valle y Cecília Pavón. Traducción de Cecilia Pavón. México:  Edicones El Billar de Lucrecia, 2007.  ISBN 978-970-95317-2-5
Apoyo del Fondo Nacional para la Cultura y las Artes

 

 

Página ampliada e republicada em maio de 2009

 

 

 

 



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