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O poeta Fabiano Calixto
Foto de Walter Craveiro/Divulgação

Fonte: http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2762,1.shl

 

FABIANO CALIXTO

 

Fabiano Calixto nasceu em Garanhuns (PE) em 1973, e reside atualmente em Santo André (SP). Publicou os livros de poesia Algum (1998), Fábrica (2000) e Um Mundo Só Para Cada Par (2001), este último publicado em parceria com Tarso de Melo e Kleber Mantovanie "Música Possível (2006), pela coleção Ás de Colete da CosacNaify.. Com Claudio Daniel, publicou Prosa do que Está na Esfera, com traduções do poeta dominicano León Félix Batista. Fonte: Wikipedia

 “(...) Calixto capta em versos de batida seca o ritmo  da linha de montagem — cujo sentido , no entanto, ele reverte, estabelecendo correspondências entre o interior repetitivo da fábrica e u m lado de fora, um mais além em que “o tempo não/ deixou de existir” e que é possibilitado por esse poesia econômica, que faz da representação poética uma forma aguda de crítica”.  MANUEL DA COSTA PINTO

É um dos poetas selecionados em: ANTOLOGIA COMENTADA DA POESIA BRASILEIRA DO SÉCULO 21. Organização de Manuel da Costa Pinto.  São Paulo: Publifolha, 2006.  382 p.  ISBN 85-7402-720-0

Poemas do livro FÁBRICA, Alpharrabio Edições, Santo André, SP, 2000:

 

fábrica

 

eco da canção

(de esguelha0

no protetor

de orelha

 

o pé inoxidável

retalhando odores

constantes

durante o turno

 

uma leve sensação

de chumbo cavalga

as vértebras —

o pássaro pousa

 

num único lembrar

de galho de árvore  —

uma gota de suor

suspensa no óleo

 

reafirma uma

reação química 

 

 

máquinas (Fábrica 2)

 

máquinas

vapores

produtos reagentes

peças a dezenas

 

(muro poroso:

tabuleiro de xadrez)

 

— tarde purgatório

cozido cansaço —

 

matemático-céu

onde nuvens inteiras

fracionam o céu

 

último dia (fábrica 3)

 

                   "Rust never sleeps"

                            Neil Young

 

bolor ao sol

entre o maço de cigarros

e a pedra

que a sombra

toca

mas não absorve

 

fungos e caveira

verme-

lhos os degraus

os felizes

 

muro-vitiligo

(raízes que não

crescem)

 

o tempo não

deixou de existir

 

 

areia

 

onde o lugar

cabe num sopro

 

onde cabe no rosto

um estudo de

barthes

 

— à primeira vista

o lodo é circunstancial —

 

existir

: etapa

devorada pelo pó

 

 

 

CALIXTO, FabianoMúsica possível.  Rio de Janeiro: 7 Letras; São Paulo:  Cosacnaif,    2007.  96 p.  (Col. Ás de Colete, 15)    11,5X18,5 cm.  “ Fabiano Calixto “  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

Poema n. 15

 

a fotografia

sobre a cristaleira (lembrança

da avó) toma conta

da sala

 

(teus olhos,

pequenos sóis tornando

mais beleza o universo

de luzes

que é teu rosto,

umedecem

os meus)

 

lá fora

a tarde cai

 

os pássaros

não suspeitam

do conteúdo

desta carta

 

e nesta caligrafia

— noite marítima

soprando brisas

sobre esta folha

de amarelos múltiplos —

caminhas comigo

 

 

Um espelho

 

Para John Lennon

 

um espelho

e ao que.

 

sol sem

esperanças

 

de melodia.

crianças desafiam

 

a altura de um

voo. diversão à

 

sombra de.

enquanto asas

 

dormem

ímpares.

 

 

CALIXTO, Fabianoequatorial: poemas escolhidos.  Lisboa: Tinta-da-China, 2014.  149 P.  15X21cm  “ Fabiano Calixto “  Ex. bibl. Salomão Sousa.

 

          MERCADO MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ

         
farol fechado
          trânsito
          — gotas de chuva
          porta azul
          (aço e caligrafias)

          bordões de
          outros dias

          — seis e pouco —

          (pequenos passos
          desfiam o frio
          gira, quatro por
          quatro, gira
          esgota)

          um cão aguarda
          o estio

 

          DIAS DE CHUVA

          dia de chuva
          fina
          poucos passos na rua
          escassa luz

          um pardal no telhado
          escondido
          na telha que
          não mais segura
          a secura do estoque

          na porta do bar
          apenas
          fiapos de garoa
          ameaçam entrar

 

          MAIO

          asfalto
          pneus e motores

          repouso de gotas
          de chuva

           — o brilho
          dos postes
          reabastece a ideia

          de
          universo

          minguando, a lua
          observa a trajetória

          do calendário


 

 

Página ampliada e republicada em junho de 2015; ampliada em setembro de 2015.



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