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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: http://100porcentopiaui.com.br/ 

ALISSON CARVALHO 

 

Alisson Matheus Soares de Sousa Carvalho, nascido em 01/11/1989, em Teresina, Piauí, é Bacharel em Ciências Sociais (2014) pela Universidade Federal do Piauí. Redator do projeto Geleia Total e escreve na coluna: https://www.geleiatotal.com.br/category/colunistas/alisson-carvalho/ . Autor dos e-books “Rascunhos Líquidos” (2017) e “Rascunhos Líquidos II” (2018). Organizador do e-book “Antologia Líquida” (2018). É autor premiado com os contos “O coreto” (contemplado com o primeiro lugar no Concurso de Contos – Prêmio Cidade de Teresina, edição de 2013), "Café de velório" (primeiro lugar no I Concurso de Contos e Poemas Prelúdio - Prêmio Assis Brasil, em 2013) e “O ofício da cigarra” (primeiro lugar no Prêmio Emília da Paixão Costa do concurso 1º Prêmio da Academia de Letras do Médio Parnaíba, em 2015), entre outros.

 

 

Veio do mato
Gritando staccato
Temendo os laços
Do abraço, do peito
Enfrentou percalços
Para num simples compasso
Gingar tímido nos lábios
Do filho do fauno
Sobre a folhagem do tempo
Canta sufixos da paixão
Escondes, suprime tua implosão
Ainda assim extraio dos olhos
Entre os dentes da sorte
Símbolos secretos do teu panteão
Ostentas anseios
Que sustento o templo da razão

 

 

 

Sangue

 

Meu sangue é o mesmo

É um sangue vermelho

Rubra semente

Herança da mente

Malditas correntes permanentes

Meu sangue vibrátil insiste em ficar

Ele incomoda aonde quer que eu vá

Não é que vejam o meu sangue

É o que o sangue negro carrega e representa

Está nas páginas vergonhosas do passado

Meu sangue foi pecado, foi condenado

É um sangue negro,

Tem muito mais África nos glóbulos vermelhos

Mas o que o meu sangue revela é o que desperta medo

Meu sangue favela nasceu sem renome

É um sangue qualquer taxado de sangue

O meu sangue veio sem sobrenome

Não é sangue nobre, tampouco gigante

E sendo o que me foi dado

Os traços que apresentam me marcam “culpado”

Meu sangue é o meu perigo

Por ele posso morrer com um tiro

É sangue que não encontra alento

Fluido que me deixa perdido no tempo

Não porque quero, nem por escolha

É que tatuam no sangue o destino na proa

O navio negreiro ainda ecoa!

 

Ainda é massa

 

No metrô recheado

Sussurros, gritos enjaulados,

Células de revolta

Um tico de tinto ébrio
Um tanto de conformismo débil
Esmagados pelo cansaço
Risos, sôfrego regalo
A multidão aglutinada
Massa drenada ainda é massa!
Acumulada, ora mórbida, ora brada!

-

 

 

Tonel

E se os dias que velaram veleiros no cais indecifrável da cidade de réus forem, na verdade, parte duma trama cigana, do bendito canto vibrante, do encanto gritante das sereias de papel?
E se a sorte, que rodeia quem tem dedos de mel, camuflarem a farsa da origem do fluxo do fel?
Militam com títulos ganhados no grito, querem ser parte do rito, representar sem um só troféu
E se a malha que falha no ponto dado sem nó for resultado da ânsia do insaciável tonel?
Danaides ocupam os cargos que por força de hábito viraram carrossel.

 

 

 

Página publicada em outubro de 2019 Poesia piauiense.

 

 

 
 
 
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