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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MENOTTI DEL PICCHIA

(1892-1988)

 

 

Bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo.  Em 1913, publicou Poemas do Vício e da Virtude, seu primeiro livro de poesia. Nos anos seguintes colaborou em vários periódicos, entre os quais Correio Paulistano, Jornal do Comércio e Diário da Noite, tendo sido um dos articuladores da Semana de Arte Moderna, em 1922. Criou, em 1924, com Cassiano Ricardo e Plínio Salgado, o Movimento Verde e Amarelo, de tendência nacionalista.

 

Em 1937 foi diretor do Grupo Anta, com Cassiano Ricardo, e diretor do Movimento Cultural Nacionalista Bandeira, com Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho.

 

Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, em 1942. Em 1960, recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

 

Principais livros: Juca Mulato (1917), As Máscaras (1920), A Angústia de D. João (1922) e O Amor de Dulcinéia (1931).

 

Existem muitas edições de Juca Mulato, algumas bem raras. A mais bonita de todas é a da CONFRARIA DOS BIBLIÓGRAFOS DO BRASIL (Brasília) em papel especial, com xilogravuras de Paulo Couto, em caixa de cartão. Não informa o ano de edição nem o número de exemplares... Como foi em comemoração dos 80 anos de lançamento do poema (em 1917), a edição deve ter sido em 1997...  

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS  - TEXTOS EN ESPAÑOL

 

TEXTO EM INGLÊS – TEXT IN ENGLISH

TEXTO EN ITALIANO

 

Leia o ensaio: EM TORNO DO JUCA MULATO [de MENOTTI DEL PICCHIA, por Anderson Braga Horta

JUCA MULATO

De
JUCA MULATO

GERMINAL  

I 

Nuvens voam pelo ar como bandos de garças.

Artista boêmio, o sol, mescla na cordilheira pinceladas esparsas

de ouro fosco. Num mastro, apruma-se a bandeira

de S.João, desfraldando o seu alvo losango.

 

Juca Mulato cisma. A sonolência vence-o.

 

Vem na tarde que expira e na voz de um curiango

o narcótico do ar parado, esse veneno

que há no ventre da treva e na alma do silêncio.

 

Um sorriso ilumina o seu rosto moreno.

 

No piquete relincha um poldro; um galo álacre

tatala a asa triunfal, ergue a crista de lacre,

clarina a recolher entre varas de cerdos,

mexem-se ruivos bois processionais e lerdos

e, num magote escuro, a manda se abisma

na treva.

        

         Anoiteceu.

                  

                   Juca Mulato cisma.

 

                RESSURREIÇÃO

II

 

"Ser feliz! Ser feliz estava em mim, Senhora...

Este sonho que ergui, o poderia por

onde quisesse, longe até da minha dor,

em um lugar qualquer, onde a ventura mora;

 

onde, quando o buscasse, o encontrasse a toda hora,

tivesse-o em minhas mãos... Mas, louco sonhador,

eu coloque! muito alto o meu sonho de amor...

Guardei-o em vosso olhar e me arrependo agora.

 

O homem foi sempre assim... Em sua ingenuidade

teme levar consigo o próprio sonho, a esmo,

e oculta-o sem saber se depois o achara...

 

E, quando vai buscar sua felicidade,

ele, que poderia encontrá-la em si mesmo

escondeu-a tão bem, que nem sabe onde está!

 

III

 

E Mulato parou.

                            Do alto daquela serra,

cismando, o seu olhar era vago e tristonho:

" Se minha alma surgiu para a gloria do sonho,

o meu braço nasceu para a faina da terra.'

 

Reviu o cafezal, as plantas alinhadas,

todo o heróico labor que se agita na empreita,

palpitou na esperança imensa das floradas,

pressentiu a fartura enorme da colheita...

 

Consolou-se depois: "O Senhor jamais erra...

Vai! Esquece a emoção que na alma tumultua.

Juca Mulato! volta outra vez para a terra,

procura o teu amor, numa alma irmã da tua.

 

Esquece calmo e forte. O destino que impera,

um recíproco amor as almas todas deu.

Em vez de desejar o olhar que te exaspera,

procura esse outro olhar, que te espreita e te espera,

que há por certo um olhar que espera pelo teu!..."

 

FIM DO POEMA

 

Comentário: “As nuvens que voam pelo ar como bandos de garças dissimpam as fronteiras da realidade e abrem os páramos do sonho. A natureza pára e o escritor esboça uma aquarela (...) Os verbos expressam um comportamento aparentemente presente, mas não há tempo, porque o tempo parou. Como obteve o poeta esse efeito de ação retardada? Pelometro longo e solene — alexandrino — pelo vocabulário (...) Mesclanm´se no poema linhas, cores e sons. O corte lento dos versos inciais contrasta com o fecho, rápido, em que a noite se apresenta, acentuando a cisma do Mulato.”   Jairo Dias de Carvalho

 

                               CHUVA DE PEDRA

 

                   O granizo salpica o chão como se as mãos das nuvens

                   quebrassem com estrondo um pedaço de gelo

                   para a salada de fruta dos pomares...

 

                   O cafezal, numa carreira alucinada,

                   grimpa as lombas de ocre

                   apedrejada matilha de cães verdes...

 

                   fremem, gotejam eriçadas suas copas

                   como pêlos de um animal todo molhado.

 

                   O céu é uma pedreira cor de zinco

                   onde estoura dinamite dos coriscos.

 

                   Rola de fraga em fraga a lasca retumbante

                   de um trovão.

 

                   Os riachos

                   correm com seus pés invisíveis e líquidos

                   para o abrigo das furnas.  No terreiro,

                   as roupas penduradas nos varais  

                   dançam, funambulescas, com as pedradas,

                   numa fila macabra de enforcados!

 

 

                                      (Poesias, p. 49)

 

Comentário: “Aqui a descrição de um fenômeno meteorológico, em que se manifesta o sentimento telúrico do poeta. Este se identifica com a natureza e nela infunde seu espírito.  (...) Animada afetivamente a natureza, todos os seres adquirem vida: o granizo salpica o chão, o cafezal grimpa as lombas de ocre, os riachos correm. ()...) Caracteriza-se a poesia de Menotti del Picchia por essa fusão verbal de diferentes planos artísticos: escultura, pintura, música e dança.  (...) Os versos são livres, mas apoiados em freqüentes assonâncias e polifonias. Assim, na primeira estrofe alternam-se consoantes oclusivas e fricativas, fonemas explosivos e sibilantes aptos à expressão do vento, da chuva e do trovão e dos riachos. As comparações se estabelecem em termos de cotidiano: “como se as mãos das chuvas quebrassem com um estrondo um pedaço de gelo”, “como elos de um animal todo molhado”. A valorização poética do objeto comum foi uma contribuição do lirismo brasileiro, intoxicado pelos excessos românticos.”

                                                                  Jairo Dias de Carvalho

 

                   NOITE

 

                   As casas fecham as pálpebras das janelas e dormem.

                   Todos os rumores são postos em surdina,

                   todas as luzes se apagam.

                   Há um grande aparato de câmara funerária

                   na paisagem do mundo.

                   Os homens ficam rígidos,

                   tomam a posição horizontal

                   e ensaiam o próprio cadáver.

                   Cada leito é a “maquette” de um túmulo,

                   cada sono um ensaio de morte.

 

                   No cemitério da treva

                   tudo morre provisoriamente.

                  

                                               (Poesias, p. 75)

                  

Comentário:  “É uma descrição enumerativa em termos coloquiais. As metáforas são comuns: “As casas fecham as pálpebras das janelas e dormem”. Ressalta imediatamente a estrutura sintática do poema — parataxe, o sujeito precedendo o verbo em todas as orações. Não há, assim, imprevistos, mesmo porque a noite se repete insensivelmente.  A disposição sintática e o ritmo lento sugerem repouso e sono. Mas idéia da morte insinua-se inevitavelmente (...).  Provisoriamente, ao contrário do significado, sugere, por seu corpo, a eternidade, mas a referência metafórica a cemitério da treva faz-nos ver nessa palavra, em que as sílabas se enfileiram, um cortejo fúnebre.  Este poema, esquemático como um desenho, dá-nos uma visão mórbida da paisagem noturna e parece-nos um esboço, em que o artista recolheu impressões ou inspiração de momento, que não procurou aprofundar.”  Jairo Dias de Carvalho

Poemas e comentários extraídos da obra extraordinária: POETAS DO MODERNISMO, organizada em seis volumes por Leodegário Amarante de Azevedo Filho, e publicada em 1972, celebrando o  Cinqüentenário da Semana de Arte de 22, pelo antigo Instituto Nacional do Livro.

 

CARTÃO POSTAL  da Editora Guararapes EGM, do poeta Edson Guedes de Morais.

 

 

Canto  75

 

COM MENOTTI DEL PICCHIA

 

            Poema de Antonio Miranda*
 

 

                     “Quello que fu nom è più”. PAPINI

 

 

A Semana de Arte Moderna

foi a pira fumarenta e centrífuga

dos valores passadistas

— contra os “patriarcas do obsoleto”.

 

Havia-os, então.

Haverão!

 

Com as “proporções de queima”

no altar das vocações

libertárias, incendiárias

uma fogueira iconoclasta

ardia e julgava

com alguma pirotecnia.

 

Quem diria? Além de pregar

— com justiça e alguma chalaça —

contra os vocábulos chochos e secos

— um montão de cadáveres insepultos

idolatrados no relicário da literatice

— “lerdice de nossa incultura” —

contra os râncidos moldes da estatuária

literária;

além de abjurar o inçado anacrônico

a caturrice

a estultícia

as ruguentas vestais do passadiço

os misoneistas faquirizados

— inertes e inúteis! —

os modernistas imolaram

Peri e Aleijadinho...

 

Contra o romantismo piegas!

Contra o realismo de açougueiro das letras!

 

Contra o velho, o obsoleto, o anacrônico

o conservantismo

a subserviência e a mediocridade:

conhecimentos surrados, fossilizados

o ramerrão gasto e atrasado.

 

Contra o parnasianismo marmóreo

e pomposo dos poemas imortais!

Contra a gaiola-de-ouro do soneto

(o “sonetoccocus brasiliensis” satirizado

por Cassiano Ricardo —  um fardo!)

arapuca-de-taquara dos versos medidos

no acicate do Oswald de Andrade...

— uma estatuária gélida e oca

cheirando a cópia da tradução, a plágio...

 

A ordem do dia era a renovação.

Buscar novas formas para as formas novas,

outra técnica para a sua

representação.

 

Vanguardas!

Todas as vanguardas estão mortas

(não apenas os vanguardistas)

mas ainda ardem

as suas brasas

como asas de fênix

per omnia secula seculorum

no incensário

das exaltações.

 

 

* Extraído da obra inédita TERRA BRASILIS.

TEXTOS EN ESPAÑOL

 

MENOTTI DEL PICCHIA

 

 

FIGUEIRA, Gaston.  Poesía brasileña contemporânea (1920-1946)  Crítica y antologia.   Montevideo: Instituto de Cultura Uruguayo-Brasileño, 1947.  142 p.   18x23 cm.  Col. A.M.

 

Personalidad vinculada al movimiento dé renovación literaria y artística expresado en el Brasil alrededor de los años 1919 a 23, Menotti del Picchia es um fino y hondo poeta. Su primer libro, "Chuva de pedra", editado en 1925, se caracteriza por ?u riqueza imaginativa y su sensibilidad delicada. Este poetn, que comenzó siendo lírico, evolucionó luego al tono' épico y dramático, en el que logró más popularidad. En ese plano se ubican sus poemas "Juca - Mulato", de poderoso aliento autóctono, "As máscaras", de gracia multicolor, "Angustia de D. Joao", poema dramático, con sólo dos personajes: Fausto y don Juan Tenorio, y "Amor de Dulcinea", poema dramático, que Menoti del Picchia escribió en 1928.

 

En él, el Caballero de la Triste Figura y Sancho logran muy personales y certeras imágenes. El poeta los toma como "dos polos universales del propio hombre, ciudadano de todas las patrias, alegorías internacinales del egoísmo y de la espiritualidad". De toda esta fase poética de Menotti del Picchia, preferimos las estrofas de "Juca - Mulato". Como con toda justicia afirmó Julio Dantas, "Juca Mulato" "es obra de un artista de raza, elocuente, sobrio, a veces lapidario em los conceptos, pintando con una amplitud y una justeza de valores sorprendentes, y poseyendo excepcionales dotes de comunicativa emoción".

 

Para nuestro guato, sin embargo, este poeta brasileño, es superior en sus aspectos esencialmente líricos, a veces intimistas, confesionales, en esas estrofas siempre delicadas e imaginativas, de estilo depurado. Pero. esta predilección nuestra proviene, sin duda, de que, en general, no somos muy sensibles a la poesia épica o dramática. Y sólo en casos especialísimos (Whitman, T. S. Elio.t, Ronaid de Carvalho, etc.) nos gustan los poemas muy extensos. Esta preferencia no nos impide; sin embargo, valorar la sostenida inspiración, la fuerza emocional y las muchas bellezas de expresión de los más divulgados poemas de Menotti del Picchia, quien ha sabido. —felizmente— esquivar el declive del prosaísmo y del én-

fasis, tan corriente en la poesía épica. "Juca - Mulato" ha logrado ya, en el Brasil, diecinueve ediciones.

 

Corresponde agregar que Menotti del Picchia une, a sus dotes de poeta intenso y cultísimo, su talento de novelista y su dinamismo de periodista ágil,

sutil y agudo.

 

 

LA CALLEJUELA

 

La callejuela, en el crepúsculo, es un paisaje de limbo,

un carbón de Steinlein.

 

Mujeres endomingadas atraviesan las calzadas

donde hombres sensatos, de, brazos peludos,

fuman cachimbo.

 

Un grupo infantil deshace el silencio

y esta canción desata:

 

"Señora doña Sancha

cubierta de oro y plata".

 

Salta de una ventana un fonógrafo ronco

que rechina, rasca, ríe, parece loco.               ;

 

Bruscamente cesa. Por las almas baja el silencio.

Noche. Constelaciones, allá, tiemblan

 

Pasa el encendedor de faroles

como un mágico loco 'que anduviese sembrando estrellas.

 

 

TELARAÑA

 

En el telar de juncos acuáticos,

a orillas del lago de ópalo,

Doña Araña, una artista,

ha abierto su oficina de modista.

 

Urde un tejido de gala

rico y decorativo

que tiene como motivo

los rayos geométricos de una estrella...

 

Tela fina, con botones de rocío

que refulgen como perlas:

la suspendió de un gajo

para que a través del aire diáfano venga a verla

con su coraza de ébano y de oro,

el príncipe guerrero etíope Don Escarabajo,

seguido por su corte de libélulas.

 

TEXTO EM INGLÊS – TEXT IN ENGLISH 

 

AN INTRODUCTION TO MODERN BRAZILIAN POETRY. Verse translations by Leonard S. Downes.  [São Paulo]: Clube de Poesia do Brasil, 1954.  84 p.   14x20 cm.  “ Leonard S. Downes “ Ex. Biblioteca Nacional de Brasília.

 

THE MIRROR

A rectangle of moonlight in the bedroom
which the moon forgot to take in its nocturnal haste.
Imitative as a plagiarist
it servilely trace the image it reflects.
It has no memories.  It does not keep
upon its glacially indifferent retina
the gleam of a look or the flower of a gesture
And yet
her nubile body gave it
statues
of miraculous beauty.

ANTHOLOGY OF CONTEMPORARY LATIN-AMERICAN POETRY.  Edited by Duddley Fitts. Norfolk Conn.A New Directions Book, 1942.  667 p. Capa dura revestida de tecido.  Inclui os poetas brasileiros: Jorge de Lima, Ismael Nery, Murilo Mendes, Manuel Bandeira, Ronald de Carvalho, Menotti del Picchia, Carlos Drummond de Andrade.

 

O BECO

 

O BECO ao crepúsculo é uma paisagem de limbo
um carvão de Steinlein.

Mulheres endomingadas atravancam as calçadas
onde homens sisudos de braços peludos fumam cachimbo.

 

Um rancho infantil o silêncio desmancha
e a canção se desata:

—Senhora D. Sancha

coberta de ouro e prata ...

 

Salta de uma janela um gramofone rouco
que rasca range ri parece louco.

 

Brusco cessa. O silêncio desce pelas
almas. Nos céus ardem constelações.

 

Passa o acendedor de lampiões

como um mágico doido que andasse a semear estrelas

 

 

THE NARROW STREET


At dust the narrow street is a landscape in Limbo
a drawing in charcoal by Steinlein.
Girls in their Sunday best crowd upon the pavements
where thoughtful men with hairy arms
smoke their pipes.

 

Playing children startle the silence
with a hurst of singing:
         Senhora Dona Sancha
         clothed in gold and silver…

Out of a window leaps a rancous phonograph,
scraping and shrieking in delirium.


Suddenly it is still. Silence descends
upon all souls. Constellations are kindled in the skies.

 

The lamplighter passes

like a spendthrift magician scattering stars.

 

                   Translation by Dudley Poore 

  

 

BAIA DA GUAHABARA

 

O Pão de Açúcar é um pescador filósofo
de costas voltadas para o mar.
Fisga com um anzol errante

dependurado nos fios elétricos da sua vara de pesca
meia dúzia de ingleses "globe-trotters"
e uma "miss" triste como Lady Godyva

A Urca o ermitão taciturno

resiste petreamente à tentação das nuvens

que dansam em seu redor como mulheres nuas.

Na sua salva de prata a baía

oferta os peixes irrequietos das ondas

preparados na salsa branca da espuma.

Os cargueiros alcatroados,

rijos operários atlânticos

olham com inveja fumando o cachimbo das
         chaminés enormes

a elegância internacional dos "yachts"

e o fausto enfastiado dos transatlânticos de luxo.

 

Uma barca ondulante

acena o tropismo racial e nómade das travessias

e marca com a proa aguda a tentação oceânica das viagens.

 

Sobre a paisagem marinha
uma gaivota acrobática

faz loopings-the-loopings para divertir os catraeiros.

 

E o mar canta no cais nostálgico
a sinfonia de lágrimas e soluços
de todas as despedidas ...

 

BAY OF GUANABARA


The Sugar Loaf is a philosophic fisherman
with his back turned to the sea.
He hooks, with a wandering hook
hanging from the electric wires of his fishing pole,
half a dozen English tourists
and a Young miss as forlorn as Lady Godiva.

 

The Urca, a taciturn hermit,
stonily resists the temptings of the clouds
that dance about him like naked women.
The Bay, on its silver platter,
offers the restless fishes of the flood
poached in a white sauce of foam.
The tarry freighters,
tough Atlantic workmen,
eye witha envy, smoking the pipes of enormous funnels,
the international elegance of yachts
and the bored splendour of luxurious liners.

 

A rocking schooner
hints of restless race-old longing for the open sea
and with its pointed bow sharpens the temptaion of
         far voyages.

 

Against the marine backdrop
an acrobatic seagull
loops the loop to amuse tahe bumboats.


And the sea sings, along the homesick quay,
the tearful and sighing melody
of all farewells…

 

         Translation by Dudley Poore

 

 

 

TEXTO EN ITALIANO

 

Extraído de 

MIRAGLIA, TolentinoPiccola Antologia poetica brasiliana.  Versioni.  São Paulo: Livraria Nobel, 1955.  164 p.  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

P R E S A G I O

 

E un giorno ...

— già scorrono le lacrime dagli occhi —

. . . un giorno, tu, già frecicla sul tuo letto,

tu, che mi aspetti ognora,

non piú aspetterai il mio ritorno.

Vedi come s'imperla la mia fronte

Col gélido sudore d'agonia ?

Perchè so che verrà, qualche giorno, quel giorno;

Percheè so che verrà, qualche giorno, quell’ora.

Ed io m'inclinerò su di te per vederti,

Prenderò le mani che tu non stenderai,

o le tue mani cadran di nuovo, inerti !

Sulla tua bocca,

si diaccerà il mio bacio;

ma non mi bacerai;

col grido dei dolor, ti chiamerò, impazzito

ma non risponderai !

 

 

ELEGIA

 

Volli scrivere un verso
e scrissi il nome tuo.
Guardai verso ii mare di cobalto
e pensai al nostro desio.
Sentii il profumo notturno
e l'anima mi si riempì di ricordi.
Camminai per la strada,
nella speranza d'incontrarti.
Sentii la musica triste
e pensai che tu mi chiamavi.
Nella notte stellata,
gli occhi mi si empirono di lacrime.
Le campane suonavano a mortorio
con tanta malinconia
ed io chiusi gli occhi . . .
Forse pensai alia morte
o forse al nostro amore !

 

 

PIETOSA BUGIA

 

leri, nel vespro l’oro d'acquarelia,
uno mi domando : — Come sta ella ?
Come sta

Non so. Una donna ci fu nella mia vita,
Ma non ricordo ... — E in quell’ora inquieta,
como sempre, stavo pensando a te.

E mentii per pudore ... Il duol che viene
dai nostri petti è santo e ci appartiene.
Agli altri non si offre.

E se una voce domanda contristata :

—Tu soffri ? — No, non ho nulla.

Ed é quando piu si soffre !

 

 

 

Página publicada em dezembro de 2007; ampliada e republicada em agosto de 2009; ampliada em janeiro de 2016.



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