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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

JUJU CAMPBELL PENNA

 

 

Vive en Río de Janeiro, es periodista y ha  publicado O Gato (1971) y Amaramigos (1973). Sus poemas están escritos con una intensidad y un arrebato lírico de proyecciones ilimitadas. Un lenguaje puro y diverso, que penetra en la hondura interior, en la magia de las cosas y que ausculta con seriedad el clima de rebeldía, de violência, de una sociedad que no termina de saciarse con su alienación. El hombre, en toda su dimensión humana, campea en toda las estaciones de la creación. La poesía de Juju es un viaje a una ruda circunstancia en la que el descalabro del sueño está presente. Cono están presentes también la denuncia y el apotegma duro contra las fuerzas que tratan de limitar la dinâmica del hombre. Están allí la rebeldía, la ternura, su actitud combativa, su fortaleza, su amor a la vida y su absoluto desprecio por la fatuidad. Juju Campbell Penna hace balance de su mundo interior, que es también su infierno, mientras crea un nuevo cielo, un cielo a su medida.    ADOVALDO FERNANDES SAMPAIO

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS  /  TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

ARMAS CALADAS EM KOSOVO

      

 

                   I

 

Soprar nesta canção de junho

um tão intenso tão intenso

um fogo um afã tão densos

uma vontade tão tensa

que se abra nela um arco

e perdure milênios à frente.

Dentro dela haja tal cor, tal flor de neve,

tal creme, tal vivaz verve de vinho,

candente forja de mentes

que dela novos homens irão brotando

acendendo-nos, derretendo-nos,

restabelecendo-nos as falas,

reascendendo as resinas e madeiras.

 

                   II

 

Em fogueiras retrabalhamos nossos corpos,

respirando luar e estrelas,

iluminando-nos de lanternas

brilhando de todos os prazeres

sem tirania dos trópicos

sem famintos nem sedentos,

num mundo sem desfaçatez,

ganância, avareza, demência.

Num mundo  de novo carne e vida,

devaneio, sonho desejo,

silenciada  noite de Kosovo

balões, infinito, vinho quente.

 

                        III  

 

Canjica, quentão, aipim frito

cheiro de lenha e lareira,

sopro nessa canção de junho

um intento de PAZ imenso

um projeto de amor extenso

um contentamento no silêncio

das armas caladas por fim em Kosovo e

um perdurar noutro milênio.

 

 

LÉGUAS-QUILO

 

Quantas léguas-quilo

De jornais devoro

Para emitir duas páginas

De um juízo correto?

 

Quantos meses meço silêncios

Até que ouvidos captem

A melodia ignota

Original

Inédita

De meu eco?

 

Quantos países perco

Nestes pavimentos

Que me cercam

E encerram?

 

De quanta criança me privo

Por seus amanhãs mais justos

Menos incertos?

 

Quanto chumbo de solidão carrego

Solidão que não peço?

 

Em que conclaves

Não me arrisco

Pensando haver caminhos

Mais retos?

 

A quanto exílio me vetam

Crendo-se o tirocínio certo?

 

Como montar meu filme de vida

Sem reprises de minha imaginação

Tridimensional espacial

Hodierna e pregresa?

 

 

CONCERTO

 

São dois pianos

Que se respondem em igual cadência

Recheiam o sábado do chão abjeto

Sem apalermada animação

No esquecimento da sola rima

Feijão com pão, pão com feijão

Pousam as notas feltro veludo

No verde musgo

Na perfeição

Os dois pianos se dialogam no som das notas

de Porcelana, fogos e rosas, sidéreos ecos

Velhas canções, linhas e rimas

Os dois pianos se dialogam, antes do

monólogo diapasão

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

TRADUCCIÓN DE

ADOVALDO FERNANDES SAMPAIO

 

 

POEMA

 

¿El amor es de los niños? ¿o de los

Viejos?

Amor es lo que dura

y es insoluble

es lo que los fiscales

más tasan: es serio

y los ciegos descreen

es puro y único

 

Pero a los impuestos

él se fortalece

y se robustece celeste

al mundo

com fe acrece

con poco es fiesta

es líquido sólido

e indisoluble.

 

 

NOTURNO 2

 

Como fueron verdes y se extendieron los campos,

Mientras sembrábamos oro tú y yo

Cómo fueron pocos los pomos dorados

y cúanto hambre y hielo y brea.

 

 

CANCIÓN 3

 

Amor no puede ser correria

ni caballo de raya em

torneo

nunca es burro de carga

ni es pony de

príncipe heredero.

 

 

CANCIÓN 4

 

A veces amor color ceniza muerte

y destierro; a veces

color coloreado de silencio

mas color

color de las bocinas, de la

nada, del Lino

color del amor

todo el color

color del color.

 

                   (De Amaramigos, 1973)

 

 

 

Poema sobre a paz

Extraído de la obra

VOCES FEMENINAS DE LA POESÍA BRASILEÑA

Goiânia: Editora Oriente, s.d.

 

Página republicada em maio de 2008





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