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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



SUZANA VARGAS

 

Poeta y escritora nacida en Alegrete, Rio Grande do Sul, Brasil. Profesor  de Teoría Literaria de Universidad Federal de Rio de Janeiro, en donde cursó Letras. Investigadora en la Fundación Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro) e editora-adjunta de la revista “Poesía Siempre”. Autora también de literatura infantil.

Suzana é um poeta irregular, mas está a merecer atenções da crítica. Não se pode julgar sua linguagem à base de postulados teóricos e esquemas convencionais. O que se pode afirmar é que ela dispõe de um modo de "dizer" novo. Não de um a priori formal a ser aplicado a todos os poemas. Não é maneirista ao modo de outro ou de seu próprio modo. Em sua língua poética há uma forma de dizer aplicável a cada objeto. Heloísa Buarque de Holanda diz, ainda, que Suzana "parece ter conseguido trabalhar e viver a poesia com curiosa facilidade". CÉSAR LEAL
 

TEXTOS EM PORTUGUÊS  /   TEXTOS EN ESPAÑOL

 

A Casa 

 

Não só digo adeus

aos teus dois quartos

à sala ampla

a uma rede sonhada na janela

Digo adeus aos teus cheiros

a essas baratas

que vez por outra te rondaram.

Campainhas, telefones,

brigas e remédios ficarão para trás

além dos sustos

E digo adeus aos fantasmas

que te cercam

Também aos teus arbustos.

E quando uma voltana chave

Digo adeus aos teus ruídos

peregrinos

ecos

Movimentos mais amenos do tempo.

 

 

         EU, MEU NOME

 

Talvez tenha encontrado

a poesia do nome

 

Sou um cristal,

uma pedra a flutuar no abismo

 

Ela

é o exato momento

         suspenso
antes da queda

 

VARGAS, Suzana.  O amor é vermelho. Fotos Antonio Lacerda.  Rio de Janeiro: Garamond, 2005.  104 p.  ilus.  20x20 cm.  ISBN 85-7617-56-6  “ Suzana Vargas “  Ex. bibl. Antonio Miranda

“Li O amor é vermelho com verde gosto. / Uma voz inaugural em cada verso. / Pedaços de voz das nossas origens. Uma linguagem enxuta: substantiva verbal. Sua palavra renova o amor — essa coisa mais antiga. E o mundo.”
MANOEL DE BARROS.

 

ERÓTICA

          O sexo ronda as magnólias,
          pernas se entrelaçam na trepadeira em flor.
          Fundo cinza azul rosa
          para as bocas dos peixes
          mescladas ao silêncio das bolhas

          A mesma sombra inquieta das árvores ao vento
          o cheiro da terra úmida
          uma janela aberta para a lua
          são convites

          E nem é preciso nomear pênis
          bundas
          só um olhar basta para desencadear
          desejos
          e a dobra do corpo refaz
          a curva na esquina

          Bigodes chuva em zinco
          a música do tempo
          e o corpo já galopa em si mesmo

         

 

 

VARGAS, SuzanaSombras chinesas.  São Paulo: Massao Ohno Editor, 1990.  78 p.  14x21 cm  “ Suzana Vargas “  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

CANÇÃO

 

O vento que colho

é o mesmo

que varou um tempo morto.

 

Tempo implacável arguto

que foge

pelos meus medos.

 

A quantas de minha história

não acenou

como agora?

 

Com quem esse mesmo outono

não celebrou

o seu corpo?

 

Braços e olhos

colhidos

pelo vento, esse inimigo.

 

lábios e peles

molhados

e pela aragem secados.

 

A quem o tempo implacável

quis desafiar

com o vento?

 

E quem colheu

como eu

o outono que se escondeu?

 

 

SOMBRA CHINESA

 

Sentada.

 

Deitada.

 

         O día treme seu verão lá fora.

Sufoca o canto

algum canário agora

 

Parada

(... é hora)

E eu me recuso a enfrentar

         a rotação do nada.

 

 

ABISMOS

 

Tudo o que já dissemos

sobre o amor,

não supre a expectativa da

paixão.

 

A paixão é adaga afiada

que se crava fundo, fundo

Nela o amor dança

e dorme, sonha tudo.

 

Não tem meias medidas a

paixão.

 

Ou voamos, viramos pelo

avesso

Ou o que nos espera é o

precipício.

 

E isso é apenas o início.



VARGAS, Suzana. Caderno de outono e outros poemas.  2. ed.  Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC; Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1998.  158 p.  14x21 cm.  Apresentação de Armindo Trevisan. Contra-capa com texto de Heloisa Buarque de Hollanda. 

 

COMO SEMPRE

Na minha estrada há sempre um trem partindo.
Trilhos, acenos, lenços,
lembranças me esmagando
muitos sóis.

Há sempre um ocaso ameaçando
as fotos novas que prego
em meus murais.

Tu és mais um adeus
neste caminho
que acomete diamantes, ouro
tardes tardes e mais sol
enquanto eu passeio muda
                                   pelas sombras.

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TEXTOS EN ESPAÑOL

 

Extraídos de

ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA

Org. y Trad.  Xosé Lois García

Edicións Laiovento

Santiago de Compostela, 2001 

 

 

                            YO, MI NOMBRE

 

                                   Tal vez haya encontrado

la poesía del nombre

 

Soy um cristal,

una piedra fluctuando en el abismo

 

Ella

es el exacto momento

                   suspenso

antes de la caída

 

 

CANCIÓN

 

El viento que recibo

es el mismo

que atravesó un tiempo muerto.

 

Tiempo implacable y sutil

que huye

por mis miedos.

 

¿A cuántas de mi historia

no saludó

como ahora?

 

¿Con quien esse mismo otoño

no celebro

su cuerpo?

 

Brazos y ojos

atropellados

por el viento, este enemigo.

 

Labios y pieles

mojados

y por la brisa secados.

 

¿A quién el tiempo implacable

quiso desafiar

con el viento?

 

¿Y quien recogió

como yo

el otoño que se escondió?

 

 

SOMBRA CHINA

 

Sentada.

 

Acostada.

 

         Afuera el día agita su verano.

Sofoca el canto

algún canario ahora.

 

Parada

(... es hora)

Y yo me niego a afrontar

         la rotación de la nada.

 

 

ABISMOS

 

Todo lo que ya dijiomos

sobre el amor,

no suple la expectativa de la

pasión.

 

La pasión es adaga afilada

que se clava hondo, hondo

Em Ella danza el amor

y duerme, sueãn todo.

 

O volamos, giramos por el

reverso

O lo que nos espera es el

precipicio.

 

Y esto es apenas el inicio. 

 

 

Caderno de Outono (1997) 

 

 

Página publicada em fevereiro de 2008



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