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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



MARIA DE LOURDES ALBA

Maria de Lourdes Martínez Alba de Almeida Borges nasceu na cidade de São, em 1957. Aposentada, formada pós-graduada em Jornalismo.

Livros: Alrededor de la horas  (Montevideo: aBrace, 2008); Ao Redor das Horas (São Paulo: Scortecci, 1999); .Gotas na Face (Itatiba, SP: Berto Ediora, 2003), Sentimentos peregrinos (Campinas, SP: Ed. Komedi, 2005) 

TEXTOS EM PORTUGUÊS   /   TEXTOS EN ESPAÑOL
 

CARDÁPIO

 

A tarde

Melancia

Laranja

Mamão

 

Mas doce

Doce mas

A jaca

A caja jaca

Do lanche

Da tarde

 

 

BRINCADEIRA

 

A bola solta no ar

Bate no muro

Faz barulho

A bola

 

Ela incomoda traz alegria

Há sempre uma criança atrás da bola

Criança crescida ou não

Há sempre um criança

 

O toc-toc da bola nos lembra

A criança que um dia

Morou em nós

 

Hoje quero que todas a crianças

Brinquem brinquem muito

Com a bola ou com o que seja

Caminho da felicidade

 

Como fui?

 

 

SOLTA ESCOLTA

 

Pisa pisa sai de risca

Rema volta traz a bola

Escola

Escolta esconde atrás do mundo

Retorna

         Traz à tona

                   De volta

                            Solta

 

 

 

Mórbida tarde

Te despejei meus sentidos

Mórbida vida

A tempestade se fez

Não se desfez

A vida se foi

Amargas ficaram

 

 

TU

 

O sol ilumina teus olhos

E teu coró resplandece de alegria

A juventude que trazes na pele

Te faz radiante

 

Não poderia teu corpo brilhar tanto

Se tua alma obscura fosse

O verão se faz verão em ti

Em teus cabelos

 

O teu sol

Que trazes dentro de ti

Ilumina e aquece o planeta

 

Não poderia o calor do sol

Arder tua pele em teu corpo

Que transluz o seu fulgor

Se apenas és o meio e o processo

Que aquecem o corpo e a alma

E que fenecem em todo o meu ser

 

 

ACOLHIDA

 

Nem mesmo o céu pode me acolher

Nem mesmo a água me matará a sede

Nem mesmo eu

 

E ando e vou

Sempre à frente

De um céu

Que não está no céu

Ou da água

Que não existe

 

A saliva

Nem mesmo a saliva me suaviza

Nem mesmo seus olhos

Que com seu encanto me desencantam

Pois nem mesmo o céu me acolherá 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

Traducción de Tirzah Ribeiro

 

        

 

         El sol ilumina tus ojos

         Y tu cuerpo resplandece

         La juventud que traes en la piel

         Te hace radiante

 

         No podría tu cuerpo brillar tanto

         Si tu alma fuera oscura

 

         El verano se hace verano em ti

         En tus cabellos

 

El sol

         Que traes

         Ilumina y calienta el planeta

 

         No podría arder el calor del sol

         En tu piel en tu cuerpo

         Que trasluce tu fulgor

         Si apenas fueras el médio y el proceso

         Que calientan el cuerpo y el alma

         Y se marchitan em todo mi ser

 

 

ACOGIDA

 

Ni siquiera el cielo puede acogerme

Ni siquiera el agua matará mi sed

Ni siquiera yo

 

Y ando y voy

Siempre adelante

De un cielo

O del agua

Que no existe

 

La saliva me suaviza

Ni siquiera tus ojos

Que com su encanto me desencantan

Pues ni siquiera el cielo me acogerá

 

 

Página publicada em junho de 2008





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