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LUIS GAMA

(1830-1882) 



Tal como José do Patrocínio, Luís Gama ( Luis Gonzaga Pinto da Gama ) foi filho de uma miscigenação de cores. Seu pai era branco, de rica família da Bahia, e sua mãe era uma africana rebelde. Contudo, um episódio trágico faria com que se afastasse da mãe, exilada por motivos políticos, e fosse vendido como escravo pelo próprio pai, vendo-se à beira da falência.

 

Assim, viveu na própria pele o cotidiano de um escravo. Foi para o Rio e depois São Paulo. Aprendeu a ler com ajuda de um estudante, no lugar onde trabalhava como servente, mas logo fugiu – pois sabia que sua situação era ilegal, já que era filho de mãe livre.

 

Daí trabalhou na milícia, em jornais, escrevendo poesia e como advogado, até conhecer Rui Barbosa, Castro Alves e Joaquim Nabuco, com quem se uniria para lutar pelo fim da escravidão.

 

Fez do exercício da advocacia uma oportunidade para defender e libertar escravos ilegais.

 

Fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/abolicao/abolicionistas.html  

 

Luis Gama publicou suas Primeiras Trovas Burlescas, em 1859 e, em seguida, as Novas Trovas Burlesca, em 1861, uma segunda edição ampliada. Somente em 1954 saíram as Poesias Satíricas em que criticou os costumes de seu tempo, inclusive a “pureza de sangue”  dos escravocratas. Mas deixou também peças líricas de reconhecido valor.


A BORBOLETA


Sobre a açucena,
Que no horto alveja,
A borboleta
Mansinha adeja;

Libando os pingos
De orvalho brando,
Que a nuvem loura
vem salpicando.

Meneia os leques
Por entre as flores,
Que o ar perfumam
Com seu olores.

Mimosos leques
De cores finas,
— Teia formosa
Das mãos divinas.

Ora serena,
Pairando a flux,
Esmaltes mostra
Do brilho à luz.

Ora nas águas
Boiando vai,
Qual folha seca
Que ao vento cai

Ao vir a aurora
Vai do jasmim
Beijar a cútis
D´alvo cetim.

Ao cravo, à rosa
Afagos presta,
— Que o a aragem sopra,
E o sol recresta.

Ao pôr da tarde
Pousa em delírio
Nas tenras folhas
Do roixo lírio.

E o frágil corpo
Em sono brando
Que embala a brisa,
Que vem soprando.

Alívio encontra
Na solidão
Até que d´alva
Rompa o clarão.

 

PRÓTASE

 

                   Embora um vate canhoto

                   Dos loucos aumente a lista

                   Seja cisne ou gafanhoto

                   Não encontra quem resista

                   Dos seus versos à leitura,

                   Que diverte, Inda que é dura! .

                            (F. X. de Novais)

 

No meu cantinho,

Encolhidinho,

Mansinho e quedo,

Banindo o medo,

 

Do torpe mundo,

Tão furibundo,

Em fria prosa Fastidiosa —

O que estou vendo

Vou descrevendo.

Se de um quadrado

Fizer um ovo

Nisso dou provas

De escritor novo.

 

Sobre as abas sentado Parnaso,

Pois que subir não pude ao alto cume,

Qual pobre, de um Mosteiro à Portaria

De trovas fabriquei este volume.

 

Vazios de saber, e de prosápias

Não tratam de Ariosto ou Lamartine

Nem rescendem as doces ambrosias

De Lamires famoso ou Aretine

 

São ritmos de tarelo, atropelados,

Sem retro, sem cadência e sem bitola

Que formam no papel um ziguezague,

Como os passos de rengo manquitola.

 

Grosseiras produções d'inculta mente

Em horas de pachorra construídas;

Mas filhas de um bestunto que não rende

Torpe lisonja às almas fementidas.

 

São folhas de adurente cansanção

Remédio para os parvos d'excelência;

Que aos arroubos cedendo da loucura

Aspiram do poleiro alta eminência.

 

E podem colocar-se à retaguarda

Os veteranos sábios da influência

Que o trovista respeita submisso,

Honra, pátria, virtude, inteligência

 

Só corta com vontade nos malandros,

Que fazem da Nação seu Montepio;

No remisso empregado, sacripanta,

No lorpa, no peralta, no vadio.

 

A frente parvalhões, heróis Quixotes,

Borrachudos Barões da traficância;

Quero ao templo levar do Grão Sumário

Estas arcas pejadas de ignorância.

 

 

RETRATO

 

É renga, magricela e presumida,

Com pele de muxiba engrouvinhada;

O corpo de sumaca desarmada,

A cara de muafa mal cosida;

 

A perna de forquilha retorcida,

Os ombros de cangalha um tanto usada;

A boca, de ratões grata morada,

Maçante na conversa em mal sofrida;

 

 

Senhora de um leproso cão rafeiro,

Que, querendo passar por mocetona,

Se besunta com sebo de carneiro;

 

Vestida é saracura de japona,

De feia catadura, e de mau cheiro,

Eis a choca perua da Amazona.

 

 

SONETO

 

Sob a copa frondosa e recurvada

De enorme gameleira, secular,

Sentado numa ufa a se embalar,

 Estava certa moça enamorada.

 

Eis que rola dos ramos inflamada

Tremenda jararaca a sibilar;

Fica a jovem na corda, sem parar,

Como a Ninfa de amor eletrizada!

 

Anjo Bento! exclamaram os circunstantes;

— Foge a cobra de horrenda catadura,

Os olhos revolvendo coruscantes.

 

Mas a bela moçoila com frescura

Num sorriso acrescenta — é das amantes

Nem das serpes temer a picadura.
 

 

 

[  GAMA, Luis ]   SILVA, J. Romão da.  Luis Gama e suas poesias satíricas.   3ª. edição, revista e      aumentada.   Rop de Janeiro: Livraria Editora Cátedra; Brasília: Instituto Nacional do Livro – INL, 1981.  218 p.  14x21 cm.   Inclui bibliografia.   Col. Bibl. Antonio Miranda

 

SORTIMENTO DE GORRAS

(Para gente de grande tom)

 

Seja um sábio o fabricante,

Seja a fábrica mui rica,

Quem carapuças fabrica

Sofre um dissabor constante;

 

Obra pronta, voa errante,

          Feita avulso, e sem medida;

Mas no voo suspendida,

 

Por qualquer que lhe apareça,

Lá lhe fica na cabeça,

Té as orelhas metidas.

 

(F. X. de Novais)

 

Se grosseiro alveitar ou charlatão

Entre nós se proclama sabichão;

E, com cartas compradas na Alemanha,

Por anil nos impinge ipecacuanha;

Se mata, por honrar a Medicina,

Mais voraz do que uma ave de rapina;

E num dia, se errando na receita,

Pratica no mortal cura perfeita;

Não te espantes, ó Leitor, da novidade,

Pois tudo no Brasil é raridade!

 

Se os nobres desta terra, empanturrados,

Em Guiné têm parentes enterrados;

E, cedendo à prosápia, ou duros vícios,

Esquecendo os negrinhos seus patrícios;

Se mulatos de cor esbranquiçada,

Já se julgam de origem refinada,

E curvos à mania que domina

Desprezam a vovó que é preta mina:

Não te espantes, ó Leitor, da novidade

Pois tudo no Brasil é raridade!

 

Se o Governo do Império Brasileiro,

Faz coisas de espantar o mundo inteiro,

Transcendendo o Autor da geração,

O jumento transforma em sor Barão;

Se o estúpido matuto, apatetado,

Idolara o papel de mascarado;

E fazendo-se o lorpa deputado,

N'Assembléia vai dar seu — apolhado!

Não te espantes, ó Leitor, da novidade,

Pois tudo no Brasil é raridade!

 

Se impera no Brasil o patronato,

Fazendo que o camelo seja gato,

Levando o seu domínio a ponto tal,

Que torna em sapiente o animal;

Se deslustram honrosos pergaminhos

Patetas que nem servem p'ra meirinhos

E que sendo formados bacharéis,

Sabem menos do que pecos bedéis:

Não te espantes, ó Leitor, da novidade,

Pois que tudo no Brasil é raridade!

 

Se temos Deputados, Senadores,

Bons Ministros, e outros chuchadores;

Que se aferram às tetas da Nação

Com mais sanha que o Tigre, ou que o Leão;

Se já temos calçados — mac-lama,

Novidade que esfalfa a voz da Fama,

Blasonando as gazetas — que há progresso,

Quando tudo caminho p'ro regresso:

Não te espantes, ó Leitor, da pepineira,

Pois que tudo no Brasil é chuchadeira!

 

Se cotamos vadios empregados,

Porque são de potência afilhados,

E sucumbe, à matroca, abandonado,

O homem de critério, que é honrado;

Se temos militares de trapaça,

Que da guerra jamais viram fumaça,

Mas que empolgam chistosos ordenados,

Que ao povo, sem sentir, são arrancados:

Não te espantes, ó Leitor, da pepineira,

Pois que tudo no Brasil é chuchadeira!

 

Se faz oposição o Deputado,

Com discurso medonho, enfarrusca

E pilhado a maminha da lambança,

Discrepa do papel, e faz fundança;

Se esperto capadócio ou maganão,

Alcança de um jornal a redação,

E com quanto não passe de um birbante

Vai fisgando o metal aurissonante,

Não te espantes, ó Leitor, da pepineira,

Pois que tudo no Brasil é chuchadeira!

 

Se a guarda que se diz — Nacional,

Também tem caixa-pia, ou musical,

E da qual dinheiro se evapora,

Como o — Mal — da boceta de Pandora;

Se depois se conserva a — Esperança;

E nisto resmungando o cidadão                  

Lá vai ter ao calvário da prisão;

Não te espantes, ó Leitor da pepineira ,

Pois que tudo no Brasil é chuchadeira!

 

Se temos majestosas Faculdades,

Onde imperam egrégias potestades,

E, apesar das luzes dos mentores,

Os burregos também saem Doutores;

Se varões de preclara inteligência,

Animam a defender a decadência,

E a Pátria sepultando em vil desdouro,

Perjuram como Judas — só por ouro:

E que o sábio, no Brasil, só quer lambança,

Onde possa empantufar a larga pança!            *

 

Se a Lei fundamental — Constipação,

Faz papel de falaz camaleão,

E surgindo no tempo de eleições,

Aos patetas ilude, aos toleirões;

Se luzidos Ministros, d'alta escolha,

Com jeito, também mascam grossa rolha;

E clamando que — são independentes —

Em segredo recebem bons presentes:

E que o sábio, no Brasil, só quer lambança,        .

Onde possa empantufar a larga pança!

 

Se a Justiça, por ter olhos vendados,

É vendida, por certos magistrados,

Que o pudor aferrando na gaveta,

Sustentam — que o Direito é pura peta;

E se os altos poderes sociais,

Toleram estas cenas imorais;

Se não mente o rifão, já mui sabido:

Ladrão que muito furta é protegido —

É que o sábio, no Brasil, só quer lambança,

Onde possa empantufar a larga pança!

 

Se ardente campeão da liberdade,

Apregoa dos povos a igualdade,

Libelos escrevendo formidáveis,

Com frases de peçonha impenetráveis;

Já do Céu perscrutando alta eminência

Abandona os troféus da inteligência;
Ao som d'aragem se curva, qual vilão,

O nome vende, a glória, a posição:

É que o sábio, no Brasil, só quer lambança,

Onde possa empantufar a larga pança!

E se eu, que amigo sou da patuscada,

Pespego no Leitor esta maçada;

Que já sendo avezado ao sofrimento,

Bonachão se tem feito pachorrento;

Se por mais que me esforce contra o vício,

Desmontar não consigo o artifício;

E quebrando a cabeça do Leitor

De um tareio não passo, ou falador,

É que tudo que não cheira a pepineira

Logo tacham de maçante frioleira.

 

 

GAMA, Luis.  Primeiras trovas burlescas de Getulino.  Salvador, BA: P55 Edições, 2011.   164 p.  (Coleção Biblioteca Básica de Literatura Baiana)  ISBN 978-85-89655-63-7  “ Luis Gama “  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

SONETO

 

MOTE

E não pode negar ser meu parente!

 

Sou nobre, e de linhagem sublimada,

Descendo, em linha reta, dos Pegados,

Cuja lança feroz desbaratados

Fez tremer os guerreiros da Cruzada!

 

Minha mãe, que é de proa alcantilada,

Vem da raça dos Reis mais afamados;

— Blasonava entre um bando de pasmados.

Certo povo de casta amorenada.

 

Eis que brada um peralta retumbante;

— "Teu avô, que de cor era latente,

"Teve um neto mulato e mui pedante!"

 

Irrita-se o fidalgo qual demente;
Trescala a vil catinga nauseante,

E não pode negar ser meu parente!,

 

 

COLEIRINHO

 

Assim o escravo agrilhoado canta.

Tibulo

 

Canta, canta Coleirinho,

Canta, canta, o mal quebranta;

Canta, afoga mágoa tanta

Nessa voz de dor partida;

Chora, escravo, na gaiola

Terna esposa, o teu filhinho,

Que, sem pai, no agreste ninho,

Lá ficou sem ti, sem vida.

 

Quando a roxa aurora vinha

Manso e manso, além dos montes,

De ouro orlando os horizontes,

Matizando as crespas vagas,

—Junto ao filho, à meiga esposa

Docemente descantavas,

E na luz do sol banhavas

Finas penas - noutras plagas.

 

Hoje triste já não trinas,

Como outr'ora nos palmares;

Hoje, escravo, nos solares

Não te embala a dúlia brisa;

Nem se casa aos teus gorjeios

O gemer das gotas alvas

— Pelas negras rochas calvas —

Da cascata que desliza.

 

Não te beija o filho tenro,

Não te inspira a fonte amena,

Nem da lua a luz serena

Vem teus ferros pratear.

Só de sombras carregado,

Da gaiola no poleiro

Vem o tredo cativeiro,

Mágoas e prantos acordar.

 

Canta, canta Coleirinho,

Canta, canta, o mal quebranta;

Canta, afoga mágoa tanta

Nessa voz de dor partida;

Chora, escravo, na gaiola

Terna esposa, o teu filhinho,

Que sem pai, no agreste ninho,

Lá ficou sem ti, sem vida.

 

 

GAMA, Luiz. Primeiras Trovas Burlescas de Luiz Gama (Getulino). 3ª. edição correcta e augmentada.  São Paulo: Typ. Bentley Junior & Comp., 1904.  234 p.  12x16,5 cm.  Ex. Biblioteca Nacional de Brasília, doação de Aricy Curvello.

[conservando a ortografia original]

 

O GAMENHO*

Parece-me impossível que o gamenho
Que cuidoso só tracta do cabello,
Não tenha transformado em um novelo
O miolo que encobre tal desenho!

Lá ginga na praça
Gentil namorado;
Que as bellas mais dengues
Lhe rendem mendengues,

   Passinhos de Nympha
   Mimosa, engraçada;
   Parece uma fada,
   Nem Venus formosa
   Como elleé garbosa!

   Tregeitos femíneos,
   Pisar delicado,
   Andar compassado;
   Oh céos, que luxuria,
   Que terna meluria! —

   Que ar seductor,
   Que todo elegante,
   Que lindo semblante,
   Que pé delicado —
   Parece moldado!

Mas se queres, Leitor, ver um contraste,
Adonis em Morcego transformado,
Ou Cupido em figura de Macaco —
Approxima-te ao nescio namorado.

É um velho farçola, desfructavel,
Com fumaças de joven, repimpado,
Que ao ridículo se presta, qual demente,
Figura de presepe ou mascarado.

 

*adj. e s.m. Casquilho, peralta, janota. Vadio.

 

[ GAMA, Luiz ]  COM A PALAVRA LUIZ GAMA: poemas, artigos, cartas, máximas.  Organização, apresentações, notas de  Lígia Fonseca Ferreira.  São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2011.  304 p. ilus.  ISBN 978-85-7060-924-8    Ex. bibl. Antonio Miranda

“Poeta, jornalista e advogado, Luiz Gonzaga Pinto da Gama (Salvador, 1830 – São Paulo, 1882) é um dos raros intelectuais negros brasileiros do século XIX , o único autodidata e o único, também, a ter vivido a experiência da escravidão”.  LÍGIA FONSECA FERREIRA

 

MINHA MÃE

 

Minha mãe era mui bela,
— Eu me lembro tanto d'ela,
De tudo quanto era seu!
Tenho em meu peito guardadas,
Suas palavras sagradas
C'os risos que ela me deu.

Junqueira Freire
 

1      

Era mui bela e formosa,
Era a mais linda pretinha,
Da adusta Líbia rainha,
E no Brasil pobre escrava!
Oh, que saudades que eu tenho
Dos seus mimosos carinhos,
Quando c'os tenros filhinhos
Ela sorrindo brincava.

2

Éramos dois - seus cuidados,
Sonhos de sua alma bela;
Ela a palmeira singela,
Na fulva areia nascida.
Nos roliços bra.cos de ébano,
De amor o fruto apertava,
E à nossa boca juntava
Um beijo seu, que era vida[.]

3        

Quando o prazer entreabría
Seus lábios de roixo lirio,
Ela fingia o martírio
Nas trevas da solidão.
Os alvos dentes nevados
Da liberdade eram mito,
No rosto a dor do aflito,
Negra a cor da escravidão.

4      

Os olhos negros, altivos,
Dois astros eram luzentes;
Eram estrelas cadentes
Por corpo humano sustidas.
Foram espelhos brilhantes
Da nossa vida primeira,
Foram a luz derradeira
Das nossas crenças perdidas.

5      

Tão terna como a saudade
No trio chão das campinas,
Tão meiga como as boninas
Aos raios do sol de Abril.
No gesto grave e sombria,
Como a vaga que flutua,
Plácida a mente - era a Lua
Refletindo em Céus de anil.

6      

Suave o gênio, qual rosa
Ao despontar da alvorada,
Quando treme enamorada
Ao sopro d'aura fagueira.
Brandinha a voz sonorosa,
Sentida como a Rolinha,
Gemendo triste sozinha,
Ao som da aragem faceira.

7      

Escuro e ledo o semblante,
De encantos sorria a fronte,
— Baça nuvem no horizonte
Das ondas surgindo à flor;
Tinha o coração de santa,
Era seu peito de Arcanjo,
Mais pura n'alma que um Anjo,
Aos pés de seu Criador.

8      

Se junto á Cruz penitente,
A Deus orava contrita,
Tinha urna prece infinita
Como o dobrar do sineiro;
As lágrimas que brotavam
Eram pérolas sentidas,
Dos lindos olhos vertidas
Na terra do cativeiro.

 

 

Página ampliada e republicada em março de 2017

 



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