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ÁLVARO MARTINS

Álvaro Dias Martins (Trairi, 4 de abril de 1868 — Fortaleza, 30 de junho de 1906) foi um poeta brasileiro.

Depois de morado em Fortaleza durante cerca de seis anos, onde trabalhou como caixeiro viajante, foi morar no Rio de Janeiro, em 1885. Na capital do Império, exerceu a atividade jornalística, colaborando com o jornal abolicionista Cidade do Rio, de José do Patrocínio, e no republicano Gazeta Nacional.

Devido a problemas de saúde, regressou ao Ceará em 1888, onde fundou o Clube Republicano do Estado. Exerceu, a partir de 1901, o magistério no Liceu do Ceará.

Foi sócio-fundador do Centro Literário. Seus poemas foram publicados em diversas revistas no país e no exterior, tornando-o bem conhecido. Entre os que elogiaram o seu trabalho, destaca-se Eça de Queirós, conforme nos relata o Barão de Studart (Dicionário Bio-Bibliográfico Cearense, Tomo I, p. 41, 1980).

Suas obras mais famosas foram Os Pescadores da Taíba (1895) e Capela Milagrosa (1898).  Chegou a ser comentado elogiosamente pela Padaria Espiritual.   Fonte: wikipedia

 

MARTINS, Álvaro.  Os pescadores da Taíba. Fac-símile da edição original de 1895.  Introdução Sânzio de Azevedo. Apresentação Jorge Brito.  Aquarelas Côca Torquato.  Fortaleza, CE: Biblioteca O Curumim Sem nome; São Paulo: Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes.  s.p.  ilus. col.  16x23 cm.  Patrocínio da SIDI – Indústria de Vestuário Internacional Ltda. 

INTROIBO...


O mar tem fundo arcanos
Abysmos desconhecidos,
Profundos como os gemidos
Dos desesperos humanos.

Por sobre o manto das aguas,
Os seios dos nenufares,
Derramam negros pezares
De melancholicas maguas.

A branda espuma que friza
A onda que se esmaece,
Como que geme! ... parece
Um coração que agoniza!

Ha desalentos fataes
No choro infinito e vago,
Daquelle indomito lago,
Cheio de lodo e corães

A vaga agomando a bruma,
Entre longas litanias,
Tece amargas ironias
Com brancos fios de espuma.

E a onda a cantar e a rir
As vezes desapparece
E surge do abysmo ... e desce ...
E desce... e torna a subir.

E os pescadores trigueiros,
Que do mar entre as procellas<
Em curvos barcos de vellas
Por noite aziaga vão<
Muitas vezes entre as fraguas
Do mar que ruge e que ralha
É-lhes a onda — a mortalha
E o barco — o proprio caixão.

Choram nas praias desertas,
As mães e as noivas piedosas,
Estendem mãos dolorosas
Por sobre o infinito mar...
Longa dor, sem lenitivo
Nas tempestades hediondas!...
Não torna mais a voltar!

 

Página publicada em janeiro de 2010



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