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Sobre Antonio Miranda
 
 


 



Cartão postal antigo; bilhete postal – old postcard – tarjeta postalantigua –
Editor/publisher M. OROZCO, Rio de Janeiro circa 1904)


AFONSO CELSO

(1860-1938)

 

Affonso Celso de Assis Figueiredo Júnior nasceu em Ouro Preto - Minas Gerais, 1860 e faleceu no Rio de Janeiro em 1938. Filho do visconde de Ouro Preto, último presidente do Conselho de Ministros do Império, e de D. Francisca de Paula Martins de Toledo, um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras.

 

 

 

Rosa colhia sósinha,

Lindas rosas no jardim.

E nas faces também tinha

Duas rosas de carmim.

 

 

(Obs. Conservamos a ortografia original, tal como aparece no cartão).

 

Este exemplar  faz parte de uma coleção de 16 “bilhetes postais” da coleção particular de Antonio Miranda registrada no texto Poesia em Cartão Postal Antigo.

 

 

TEXTO EM ITALIANO

 

 

 

 

NA FAZENDA

 

Dorme a fazenda. Uniformes,
Com seu inclinado teto,
Têm as senzalas o aspecto
De um bando d´aves enormes.

Os cães, no pátio encoberto,
Repousam de orelha erguida;
São como oásis de vida
Da escuridão no deserto.

De vagos tons uma enfiada
Com o torpor luta e vence-o;
É no burel do silêncio
Franja sonora bordada.

Às vezes, da porta estreita
Sai um chorar de criança,
Chamando a mãe que descansa
Morta do afã da colheita.

Talvez no infantil assombro
Já se lhe antolhe mais tarde:
— O eito enquanto o sol arde,
E o peso da enxada ao ombro.

Os cães levantam-se a meio,
Geme a criança um momento
E, a pouco e pouco, em lamento
Sucumbe o isolado anseio.

Longe, na sombra perdido,
Há no perfil de um oiteiro
Algo de estranho guerreiro
Da cota de armas vestido.

Ao lado reluz a linha
De extensa e alvacenta estrada,
Como a lâmina da espada
Que lhe saltou da bainha.

E o disco da lua nova
No lar azul das esferas,
De nuvens que lembram feras,
Como um réptil sai da cova.

Ondula no espaço o fumo
De algum incêndio invisível;
Chora a criança, impassível
Prossegue a noite em seu rumo.

 

         (De Rimas de outr´ora, 1894)

 

CCXIII

 

Nunca o teu .corpo acostumes

Ao que de necessidade

Lhe ser estricta não vês.

Os vícios não lhe avolumes,

Porque é grave enfermidade

Cada vicio que lhe dês.

 

 

CCXIV

 

Eu dizia não ter senso

Quem no amor inda confia;

E acabei affecto immenso

Dando a quem não merecia

 

 

CCXV

 

Não zombes da cobardia

Deste peito a ti votado

Que tanto mais te aprecia

Quanto mais menosprezado.

 

 

CCXVI

 

Não me creias fugidio

Que sempre te hei de buscar,

Como a agua busca o rio,

Como o rio busca o mar.

 

 

CCXVII

 

Meu coração imprudente,

Quem é que tinha razão?

Eu te dizendo: " ella mente! "

Ou tu contestando; " não! "

 

CCXVIII

 

Do amor na escola inda aprendo,
        Sou principiante;

Lições estou recebendo
        Da minha amante.

Mas o alumno é tão ladino,

        Tanto se adextra,

Que já não aceita ensino,

        Fornece à mestra.

 

GCXIX

 

Faceira, entre as mais faceiras,

        Toma sentido,

As horas correm ligeiras;

Talvez te seja impedido

Recuperar, quando queiras,

Tamanho tempo perdido.

 

 

TEXTO EM ITALIANO

 

Extraído de

 

MIRAGLIA, TolentinoPiccola Antologia poetica brasiliana.  Versioni.  São Paulo: Livraria Nobel, 1955.  164 p.  Ex. bibl. Antonio Miranda  

 

 

 

ANGELO INFERMO


Nei letticino geme la bambina
Inferma. Ancor non parla e già patisce !
— Perchè si cruda pena la subisce
Chi nella vita appena s'incammina ? —

 

Figlia mia, cosi tenera e piccina,
Se a me passare, il duol che ti colpisce,
Potesse, con la prece che lenisce,
Gioia sarebbe il male che si ostina.

 

Come 1'angustia stringe il frágil petto !
E Dio, che tutto vede, non ha un atto;
Dio ch' è padre, ch' è buono, ch' è perfeito !

 

Si . . . è padre, lo insegna la Dottrina,
—      Ma se mori Gesu, uomo già fatto,
Giammai ebbe una figlia piccolina
!

 

Página ampliada e republicada em janeiro de 2009; ampliada e republicada em junho 2013. Ampliada e republicada em dezembro de 2015.

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