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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

RAQUEL NAVEIRA


RAQUEL NAVEIRA

 

       Nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 23 de setembro de 1957.

       Formou-se em Direito e Letras pela FUCMT, atual Universidade Católica Dom Bosco, onde exerce o magistério (Literatura Portuguesa e Literatura Latina), desde 1987, pertencendo ao Departamento de Letras. Mestre em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. Doutoranda em Literatura Portuguesa na USP.

       Pertence à Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e ao PEN CLUBE DO BRASIL.

       Escreveu vários livros, entre eles: ABADIA (poemas, editora Imago,1996) e CASA DE TECLA (poemas, editora Escrituras, 1999), indicados ao Prêmio Jabuti de Poesia, pela Câmara Brasileira do Livro. Escreveu ainda o infanto-juvenil, PELE DE JAMBO e o livro de ensaios, FIANDEIRA.

Unindo história  e poesia, publicou os romanceiros GUERRA ENTRE IRMÃOS (poemas inspirados na Guerra do Paraguai) e CARAGUATÁ (poemas inspirados na Guerra do Contestado), que se transformou no curta-metragem COBRINDO O CÉU DE SOMBRA, monólogo com a atriz Christiane Tricerri, sob a direção de Célio Grandes.

       Recentemente lançou o CD Fiandeiras do Pantanal, onde declama seus poemas, acompanhada pela voz e a craviola da cantora Tetê Espíndola.

A obra de Raquel Naveira tem enorme fortuna crítica, sendo reconhecida e apreciada por escritores e críticos como Fábio Lucas, Lygia Fagundes Telles, Nelly Novaes Coelho, Antônio Houaiss, Lêdo Ivo e outros.

       Raquel Naveira apresenta o programa literário PROSA E VERSO, no canal universitário (canal 14, da NET), onde já entrevistou Adélia Prado, Zuenir Ventura e Ignácio de Loyola Brandão. Profere palestras e faz leituras de seus poemas por todo o país.   



TEXTOS EM PORTUGUÊS   /    TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

MORTOS NA FLORESTA

 

Há um momento

Em que contabilizamos os mortos:

Avós,

Tios,

Tios-avós,

Uma geração,

Aí, nós os enterramos na floresta,

Meio corroídos de ácido,

Deformados pela velhice

E passamos um trator sobre as ossadas.

 

Depois, passeamos pela terra arada,

Empapada da sangue,

O vento soprando

Nas árvores esquálidas

Que soltam cinzas.

 

 

CAJADO

 

Santos e profetas

Apóiam-se em cajados,

Longas varas recurvadas na ponta,

Pontos de apoio

E de poder.

 

O cajado sustenta o corpo,

Asa presa ao chão

Por imã.

 

Os cajados,

Galhos secos,

Bordões retorcidos,

Podem dar frutos e flores

Quando seguros pelos poetas.

 

 

VINHO

 

Não há mais vinho!

O mosto está triste,

A vinha murcha,

Meu coração alegre

Agora suspira.

 

Eu, a noiva,

Cheia de júbilo,

Olhava os convivas

Cantando,

Bebendo vinho.

 

Eu, a noiva,

Que colhera uvas tintureiras

Para o tônico estimulante,

Dançava ao som dos tambores

E da cítara!

 

Onde o aroma

Que saía das talhas de pedra

E embriagava de prazer?

Restou um licor amargo

De frutas ácidas e prematuras.

 

Senhor,

Não há mais vinho

E quero festa.

 

 LEMBRANÇA DO RIO

 

Da janela da cozinha

Eu via

O rio

Ou era o rio que me espiava,

Espichando o dorso de lama,

Cobra

De couro liso.

 

Enquanto lavava louça,

O rio,

Escorregadio,

Levava nas águas sem espuma,

Os meus desejos,

Sentimentos

E desvios.

 

De vez em quando,

Desprendia-se da árvore

Um bugio,

O rio tremia,

A pele eriçada

Num calafrio.

 

Eu via

E pensava:

Sou moça,

Não vou morrer

Se me atiro

Nesse rio;

Não há dor,

Queimadura,

Lamento

Que ele não cure,

O seu balbucio

É paz e esquecimento.

 

Ó substância úmida!

Ó existência precária!

Meu corpo escoa

Como água

Como se fosse

Meu próprio rio.

 

PANAPANÁ

 

Já viram um panapaná?

É uma onda interminável de borboletas

Que pousam sobre o pântano fumegante,

Batendo as asas impacientes,

Sorvendo sais da lama,

Num desassossego

De seres que não cansam.  

 

Já viram um panapaná?

As borboletas formam nuvens,

Miraculoso caudal

De pétalas alaranjadas,

Perdidas e ligeiras,

Em busca de flamas brilhantes.

 

Crisálidas,

Meninas aladas,

Espíritos viajantes,

Esvoaçam como almas saídas

De estranhas moradas.

 

Atravessei o panapaná:

Era um banhado,

Um brejo

Banhado de flores,

Virei fada

                        

      Do lado de lá.

 

          
RETRATO DE UMA INFANTA
                                         

 

Este é o retrato de uma princesa,

Uma infanta,

Que jamais foi rainha

Mas que guarda

Na palidez da face

Uma tristeza oculta,

Um sofrimento

Que a torna imortal

E santa.

 

O retrato da princesa,

Pequena infanta

Vestida de negro,

Diz que ela nunca se casou,

Que sucumbiu

No auge da vida

A uma febre,

A uma chama

Que a consumiu

E fechou-lhe a garganta.

 

O retrato da princesa,

Pobre infanta,

Mostra um corpo frágil,

Uma cabeça erguida,

Uma testa ampla,

Gerada por príncipes,

Talvez das Astúrias,

Há no seu olhar

Um fascínio que encanta.

 

No retrato da princesa,

Um espelho ao fundo

Devora a sua imagem,

O seu sonho de infanta.

 

.../

Seria ela Margarida?

Amélia?

Maria?

Teria sido solitária,

Exilada,

Sem reino,

Sem destino,

Decapitada?

 

O que há nesse retrato

Que tanto me espanta?

SENHORA
De
SENHORA
São Paulo: Escrituras, 1999


MODA III

O manto cinza,
De cânhamo,
Cobre meu corpo com aspereza;
Rústico como a pobreza.
Combina com pés descalços,
Lágrimas
E tristeza.

ROSALÍA
(Em homenagem à poetisa, Rosalía de Castro, de
Santiago de Compostela)

Rosalía,
Vestida de negro,
Caminha pelo vale,
Sombra entre os pinos angulosos
E os gritos das aves
Nas avelaneiras.

Coração carregado de terrores secretos,
Rosto abatido,
Mãos trêmulas como ervas,
Caminho rumo a Santiago,
No prumo da perfeição.

Passa por bosques,
Ribeiras,
Atravessa a tempestade,
A neblina espessa,
Nuvem ligeira,
Que caminha.

Ao longe,
Ouve os sinos da igreja,
Que fazem chorar,
Rezar soluços,
Lembra-se de Tiago,
O pescador,
O apóstolo
Passado a fio de espada,
A tristeza come-lhe as entranhas.

È preciso chegar a Compostela,
Ao abrigo,
Peregrina que foge de si mesma
E se rebela.

É preciso aplacar a raiva,
Depor a foice
De quem faz justiça com as próprias mãos.

Chove pelo caminho,
Amarfanha-se o vestido,
O negror do linho penetra a pele:
Onde a cantiga galega
Ao pé das fontes e arroios?
Onde os ramos de açucenas nos muros?
Onde os rosais floridos?
Tudo seca,
Tudo morre.

Rosalía,
Estrela negra,
Embrenhou-se
Na Via Láctea.

 

NAVEIRA, Raquel.  Caraguatá (Poemas inspirados na Guerra do Contestado).  Campo  Grande, MS: 2007.   75 p.  ilus.  formato 14x21 cm.  autografado     Col. A.M. (EA)

 


NAVEIRA, Raquel.  Guerra entre irmãos (poemas inspirados na Guerra do Paraguai).  Campo Grande, MS: 1993.  71 p.  formato 14x21,5 cm.  ex. autografado.  Col. A.M. (EA)

 

VI - SOLO GUARANI

 

Solo guarani: palco da guerra,

Vale em que se cruzam

As águas do Paraná,

Quase mar

E as do Paraguai,

(Sobre os camalotes voam papagaios).

 

Solo guarani,

Piraretã, patriazinha,

Onde os índios bebiam mel silvestre

E se tatuavam de preto e anil.

 

O solo guarani

Selou a sorte de Solano,

Sonhava com a glória,

O oceano

E não transpôs a fronteira

De sua própria terra,

Encurralado e só.

 

 

NAVEIRA, Raquel.  Casa de tecla.  São Paulo: Escrituras Editora, 1998.   101 p.  14x21 cm.  Capa e ilustrações (impressas em cores e coladas em folhas do miolo) por Ana Zahram.   Tiragem: 1000 exs.

 

CANTO DE SEREIA

 

Vem, meu Ulisses,

Detém teu barco,

Sou sereia sedutora,

Sirena suave

Que atrai para o abismo.

 

Vem, meu navegante,

Para a minha caverna,

Minha gruta secreta

Onde te devoro

E te encanto.

 

Vem, meu bravo,

Venceste Tróia

Com tua astúcia,

Descansa em minha ilha,

Entre penhascos negros

E precipícios de espumas.

 

Vem,

Sou sereia,

Cauda de peixe,

Toda vulva,

Estranho molusco

Que te descarna

E te sepulta

Nos baixios do mar.

 

NAVEIRA, Raquel.  Quarto de artista: Guilherme de Almeida, Castro Alves, Dicke, Nejar, Lorca, Van Gogh, Manoel de Barros e Virgilio.   Rio de Janeiro: Ibis Libris, 2013.  178 p.  14x21 cm.  ISBN 978-85-7823-145-3 

          CAMPESTRE

Há um grilo que brilha

Agarrado à folha

E uma estrela que canta

Presa na mata.

 

Há um orvalho que escorre

E morre na grama.

Ha uma rosa que perfuma

E penetra na cama.

 

Há pessoas que falam,

Ao redor de luzes esparsas,

As faces imersas na cor do fogo,

Um jogo de cartas...

 

Ha louças recostadas, na pedra,

Plantas amontoadas nas janelas,

Panelas magicas nas paredes,

Estranhos doces em gamelas...

 

Ha silêncios que preparam auroras,

Preces que desfiam as horas,

Medos de bichos e caaporas.

 

Ha tanta paz.

Tanta paz onde moras.

 

NAVEIRA, Raquel. Fiandeira.  São Pauli, SP: Estação Liberdade, 1992.   95 p.   14x21 cm.  Capa: Helio Poszar.  O Sumário revela uma lista de textos sobre diversos temas, alguns focando a poesia: “Nomes Femininos” (sobre a poesia da autora), “Poesia Sociológica”, “ O Fazer Poético” e outros associados ao tema. 

 

VERÔNICA

Estava na rua quando ele passou:

A capa púrpura,

A coroa de espinhos,

O lenho sobre os ombros;

Descontrolada,

Chorei por ele,

Por mim,

Por meus filhos;

Corri soluçando entre o povo

Que cuspia,

Vociferava,

Injetados de raiva e sangue;

Aproximei-me dele,

Nas mãos um pedaço de linho

Que teci na primavera,

Nossos olhares se cruzaram

E o dele era uma campina azul,

Um oceano liso,

Um friso de luz;

Enxuguei o suor de seu rosto

Que, por um instante,

Apoiei com os dedos;

Qual não foi minha surpresa

Ao perceber naqueles traços vermelhos,

Impressos no pano,

A sua santa fisionomia!

Esta história é verdadeira,

A imagem é verdadeira,

"Vera icon".

 

 

NAVEIRA, Raquel.  O arado e a estrela  (ensaios).  Campo Grande, MS: Universidade  Católica Dom Bosco, 1996  167 p.   179 p.  14x21,5 cm.  O livro está dividido em 4 partes, as três primeiras sobre “Temas regionais”, “Temas históricos”, “Temas místicos” e a última  com “Temas sobre o fazer poético” em que disserta sobre a poética e ilustra com poemas seus e de outros autores (Drummond, Bandeira, etc.).  Col. A.M.

 

CONCEIÇÃO DOS BUGRES

 

Conceição transformava madeira em bugres

Numa festa de suor, serragem,

Cera de abelha.

 

Conceição,

Afilhada de Nossa Senhora,

Benta com o estigma de mulher pobre.

 

Conceição via o sol cair no lago do Amor

Enquanto tomava mate

Na cuia da morte.

 

Conceição,

Vela consumida até o fim,

Recendendo guavira.

 

Conceição

Foi esculpir bugres na noite índia,
Nos riachos puros onde fremem sapos.

(NAVEIRA, 1991:73)

 

NAVEIRA, Raquel.  Canção dos mistérios.  São Paulo: Paulus, 1994.   13x20 cm.  56 p.  ilus. p&b  Ilustrações: Vêny.  ISBN  85-349-0190-2

 

JESUS A CAMINHO DO CALVÁRIO

 

Sobre teu ombro ferido

Depositaram a trave da cruz,

E como doeu

Aquela chaga em teu ombro;

As costas,

A coluna,

O pulmão engaiolado nas costelas,

Tudo te doía,

Que peso massacrou teu dorso débil!

 

Por três vezes caíste

A caminho do monte Calvário,

Fui Simão de Cirene,

Aquele que carregou a cruz para ti

E te consolou,

Fui uma daquelas mulheres que batiam o peito

E te lamentavam.

 

Estou contigo. Senhor,

Compartilho de teu martírio

E tu compartilhas do meu.

 

NAVEIRA, Raquel.  Stella Maia e outros poemas.  Campo Grande, MS: UCDB, 2001.  113 p.  formato 12,5x17 cm. 

 

PANTANAIS

 

Quem poderá esquecer esses carandazais,

Que abanam com seus leques o rio Paraguai?

 

Quem poderá esquecer esses canais

Que se abrem entre camalotes e lodaçais?

 

Quem poderá esquecer esses pantanais

Que trazem surpresas de plantas e animais?

 

Quem poderá esquecer esses navios estivais,

Que descem o rio ao som de cantigas natais?

 

Quem poderá esquecer as terras brancas, minerais,

Onde os passos rangem deixando sinais?

 

Quem, estando longe ou perto,

Poderá esquecer o que não se esquece jamais?

 

 

 

 

 

NAVEIRA, Raquel. Nunca-te-vi.  São Paulo, SP: Estação Liberdade, 1991.   76 p.  13,5x20,5 cm.  Capa e ilustrações: Hélio Poszar.   “ Raquel Naveira “  Ex. Biblioteca Nacional de Brasília.

 

CARNEADA

Era dia de carnear vaca,

Dia de faca,
De matança,
De aves negras,
De céu cruento.

 

Os homens iam pro campo
Com a promessa de carne
E eu ficava imaginando
As lágrimas saltando dos olhos mansos,
O bicho estrebuchando nos cascos.

 

Quando voltavam,
O sol ardendo como brasa no crepúsculo,
Carregando fígado e coração,
Encharcados de sangue,
Impregnados de delícia selvagem,
Minha alma se confrangia,
Enquanto, resignada e faminta,
Observava as chamas preparadas
Para o bárbaro banquete.
 

 

 

 

NAVEIRA, Raquel.  Abadia (poemas).  Rio de Janeiro: Imago Editora, 1995.   100 p. (Série  Poesia)   14x20,5 cm.  ISBN 85-312-0457-7  N. 08 679 “Raquel Naveira “ Ex. bibl. Antonio Miranda

 

CARVOARIAS

 

Galopa o rio entre ribas altas,
Com suas águas barrentas,
Um rio pardo
Como um cavalo castanho
De crinas e reflexos amarelos.

 

Ao redor do rio,

Pelo cerrado,

As carvoarias queimam,

Ardem

Dia e noite,

Madeira,

Lenha,

Eucalipto,

Tudo é jogado nas fornalhas
Que cospem carvões,
Sólidos cubos negros,
Tições de brasa extinta.

 

Bocas vorazes
Soltam cinzas,
Rolos de fumaça
No céu carvoento,
Coalhado de aves negras.

 

Os carvoeiros

Têm carcaças corroídas,

Consumidas no fogo,

Esquálidos esqueletos

De homens e meninos raquíticos

Que carvoejam
E se encarquilham
No calor do forno.

Caminhões passam carregados
E todos os seres viventes,
Árvores e gente,
Parecem restos carbonizados
Resistindo ás labaredas comburentes.

 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

Extraídos de la
ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA
Org. Trad. de Xosé Lois García
Santiago de Compostela: Edicións Laiovento, 2001.

 

MUERTOS DEL BOSQUE

Hay un momento
En que contabilizamos a los muertos.
Abuelos,
Tíos,
Tios abuelos,
Una generación.
Los enterramos en el bosque,
Médio corroídos por ácido,
Deformados por la vejez
Y pasamos un tractor sobre el osario.

         Después, paseamos por la tierra arada,
         Empapada de sangre,
         El viento soplando
         En los árboles escuálidos
         Que desprenden cenizas.

          BASTÓN

         Santos y profetas
         Se apoyan en los bastones,
         Largas varas curvadas em la punta,
         Puntos de apoyo
         Y de poder.

         El bastón sustenta el cuerpo,
         Fardo pesado
         Como hoja.

         El bastón equilibra el cuerpo,
         Asa prendida al suelo
         Por un imán.

         Los bastones
         Palos secos,
         Cayados retorcidos,
         Pueden dar frutos y flores
         Cuando los aseguran los poetas.

        
         VINO

         ίYa no queda vino!
         El mosto está triste,
         La viña marchita,
         Mi corazón alegre
         Ahora suspira.

         Yo, la novia,
         Llena de júbilo,
         Miraba a los comensales
         Cantando,
         Bebendo vino.

         Yo, la novia,
         Que había cogido uvas tintoreras
         Para el tónico estimulante,
         ίBailaba al son de los tambores
         y de la cítara!

         ¿Dónde está el aroma
         Que salía de las tinajas de piedras
         Y embriagaba de placer?
         Quedo un licor amargo
         De frutas ácidas y prematuras.

         Señor,
         Ya no queda vino
         Y quiero fiesta.

 

Página ampliada e republicada em dezembro de 2007, ampliada e republicada em jan. 2009.Ampliada em dezembro de 2015.

 

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