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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANTÔNIO CHAVES

 

Chaves nasceu em Teresina, Piauí, aos 26-4-1883 e faleceu em 22-2-1938. É ele um dos 10 fundadores da “Casa de Lucídio Freitas”, primeiro ocupante da cadeira nº 8, tendo escolhido como patrono o poeta José Coriolano da Silva Lima (J. Coriolano). Reginaldo Miranda da Silva aponta sua pequena bibliografia: “Almas irmãs”, em parceria com os poetas Celso Pinheiro e Zito Batista, em 1907; “Poemas de mágoas”, 1909; mas veio a consolidar sua glória de poeta com “Nebulosas”, 1916. Depois continua publicando poemas em jornais e revistas, que ficaram sem edição em livro. Naquele tempo não era fácil publicar, bem se avalia. Jornalista, colaborou em “Arrebol”, “Alvorada”, “Correio de Teresina”, e dirigiu o “Diário do Piauí”. Quando faleceu era alto funcionário público, portanto voltado para a vida prática (casa, família e trabalho), sobrando-lhe os dias de folga e as noites de lua, para as musas e a poesia. Atestam bem os seus contemporâneos e amigos, entre eles Celso Pinheiro, que Chaves aliava bem as duas tendências: de poeta e homem comum, era a cigarra e a formiga. São, aliás, qualidades que muito se assemelham às encontradas na minha poesia.

(Texto por Francisco Miguel de Moura) 

 

 

                            Poemas do livro Nebulosas, de 1916:

 

 

         DESCENDO O PARNAÍBA

Nas águas, vê que límpidas bonanças...
Que o verde o destas árvores florindo!
Parece o verde dessas esperanças
Que em nossos corações brotam sorrindo,

        Como as almas sonâmbulas se mansas
Dos lírios virginais que estão dormindo,
Quantas almas de cândidas crianças
Há nas estrelas que já vêm surgindo!

        Tu és um quadro desta Natureza!
Minha alma, ao ver em ti tanta beleza,
De ti somente se tornou cativa...

        Sem sol a flor sucumbe, morre a planta...
Dá que eu sinta, portanto, ó minha Santa,
O sol do teu amor! Faze que eu viva!

 

 

         MOCIDADE

Ó mocidade! — borboleta louca
Que o casulo deixaste pressurosa,
Olha que o vento as asas te destouca,
Adeja menos, borboleta ansiosa.

        Temo que as tuas límpidas antenas,
Que o teu corpo fragílimo, subindo,
Um dia venham se cobrir de penas...

        E se temo é porque — pálido monge
Sob a cúpula azul do céu aberto
Olho, e te vejo já de mim tão longe,
Tu, que eu julgava inda de mim tão perto.

        Volta! vem descansar sobre as alfombras
Desta alma, que sorrir já não se atreve...
Olha que o prado vai se encher de sombras
E a terra toda se cobrir de neve.

 

 

Página publicada em janeiro de 2020.


 

 

 
 
 
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