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http://cultura3coroas.blogspot.com.br/

MARIO PIRATA

 

 

Também professor, ele se apresenta como poeta, artesão e “brincadeiro”. Na realidade, foi batizado Mário Augusto Franco de Oliveira, mas atende pelo nome de Mário Pirata. Participou de cursos nas áreas de dança, teatro, música. Frequentou cursos de Psicomotricidade e Recreação Terapêutica.

Começou escrevendo folhetos, circulando em bares, escolas, cinemas, fazendo parte da "geração mimeógrafo" dos anos 70. É autor de "Calcinha rosa na cadeira de balanço" (adulto/Editora Tchê), "As minhocas também amam" (infantil/Editora Sulina) e "Bicho Poesia" (infantil/Paulinas), tem a tradição das edições independentes.

 

 

DA ROTA DE NAVEGAÇÃO

 

pela coragem, pelo medo, pela flor de lírio nos dedos,

pela penugem nos sonhos, pelas sementes, pelos gomos,

pela comichão na sola dos pés ao atravessar o convés,

pela memória dos carinhos, pelos redemoinhos,

para conhecer quem sou e também quem és,

para saciar a madrugada, seus temporais,

para estar inteiro e receber o amor verdadeiro,

para descansar nas mãos da manhã ensolarada,

por todos os erros, por todos os acertos,

pelos estragos no casco, pelos concertos,

porque o lugar onde estou não revela aonde vou,

pelas cores das histórias que sei de cor,

sobretudo, para poder respirar melhor,

eu canto, e isso é quase tudo o que sou.

 

 

 

PIRATA, Mario. Uivo de lobo (lua branca no olhar do homem velho)   Porto Alegre, RS: Gente de Palavra, 2015.  24 p.  16x23 cm. Capa (papel artesanal) : NTE – Núcleo de Trabalho Educativo – Papel artesenal da EPA,  Tiragem: 100 exs.  Tercetos (haicais?)  “Mario Pirata”  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

 

          sonho e mel —
        doce vida minha,
        picadeiro de papel.

                 *

        olhar de coruja
        seja bom o dia e nada
        do que é seu lhe fuja

                 *

        digo e falo:
        o galope do cavalo,
        é bom não pará-lo.

                 *

        a noite cheia de ais
        é barco em chamas
        procurando cais.

 

 

 

 

[Publicação enviada pela Editora]

Página publicada em maio de 2017.

 

 

 

 


 

 

 
 
 
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