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HELDER D´ARAUJO

HELDER D´ARAUJO

 

Meu nome é: Helder D'Araújo. Sou escritor. Já tenho publicado um livro sobre ética nos relacionamentos na internet, em especial, o uso responsável de redes sociais. "É preciso saber usar a internet" (Editora Multifoco) é o título de minha primeira obra. Faço licenciatura em filosofia no instituto Claretiano. Me aventuro a escrever crônicas, contos e possuo blogs de resenhas e resumos de livros nos mais variados assuntos. Endereços: parere1.blogspot.com.br  e livrosemfim1.blogspot.com.br

 

Foi pensando na dor de existir que fiz estes versos. Dimensão essa inescapável da experiência. Faço, também, uso das palavras de Álvares Azevedo: “Perdoe-se, pois, os cantos primeiros deste pássaro.”  HELDER D´ARAUJO

Outro blogue com textos do  poeta:  http://dedicoversos.blogspot.com.br/

 

HELDER D´ARAUJO

 

Para Savonarola

 

Não mais o vês, Pó [rio]

Teu monstruoso Colosso

Em meditatio e oratio

Derramando-se na cinza, no pó.

 

"És homem, pó, húmus

Barro modelado do Criador

Que desassistido de Seu sopro

Não passarias de estrumo."

 

A pira trovejava sobre-humana

No ardor grandiloquente;

Espada afiada e trespassante

Saia do arauto Savonarola.

 

O fervor pela Florença amada

 Nos espasmódicos vaticínios

Forjava na sanha o martírio

No pó da flama não apagada.

 

 

HELDER D´ARAUJO

 

        Lacrimosa

                  (Para William Blake)

 

Luz tremeluzente

Árduo fardo

No charco existente

Fogo fátuo.

Oh, poderosa Mente!

Chama toda luzente

verbum perennis

Acudi-nos; Náufragos.

Leviatã, o terrível

Comove o íntimo

Dos inundados

Ao marulhar do lago.

Danação comovente

No ruído inconfundível

Das gentes

Devoradas até os ossos.

 

 

 

Estrela D’alva

 

Ó estrela D'Alva! As trevas te extraviaram!

No profundo abismo afundaste tua alma.

Cegaste teu coração na vil impiedade

As falanges do Alto te fizeram embate.

Caíste sem remédio, do céu, como raio

De portador da luz tornaste o diabo execrável.

Apesar de esmagado pelo santo crucificado

Tua sanha para com o Altíssimo é indomável.

Aquele que pelos filhos de Adão se fizera maldito.

Porém, sem pecado, aplacou a ira divina.

Moído pela gravidade do inquebrantável delito

Mergulhou o templo vazio no túmulo sem vida.

Dragão antagonista! Acorrentado, mas não morto!

Garante no fetiche de teu sibilo que ainda conquista

Da rebelião celeste, anjos caídos e tantos outros

Filhos endurecidos na chaga incurável de tua sina.

 

 

Página publicada em maio de 2018


 

 

 
 
 
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