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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




 

SYLVIA CYNTRÃO

 

 

Graduada em Letras pela UFRJ/Brasil;.Mestre e Doutora em Literatura brasileira pela Universidade de Brasília/Brasil com tese sobre a poética da canção de Chico Buarque e Renato Russo entre outros autores. Professora do Departamento de Teoria Literária e Literaturas na Universidade de Brasília-UnB. Editora da Revista Cerrados de Literatura (de 2004 a 2007) do Programa de Pós-graduação  em literatura da UnB. Membro do Conselho Consultivo da Revista Humanidades da mesma instituição.

 

 

Publicações: a)Livros publicados com uma visão teórica da poesia contemporânea e das letras de  canções: Da paulicéia à centopéia desvairada: a MPB e as vanguardas. Com Xico Chaves, pela Elo Editora, RJ, 1999. A forma da festa: Tropicalismo,a explosão e seus estilhaços (org.) pela Editora da UNB, 2000. Como ler o texto poético: caminhos contemporâneos. Pela Editora Plano, Brasília, 2004.

 

Livros de poesia: Sopros e Mordidas. Elo Editora, RJ, 1999. Coração em III Atos. Elo editora, RJ, 2001. O quarto e o ato. Editora Esquina da palavra, 2007, com apoio do FAC (Fundo de Arte e cultura do GDF) .

 

 

Sua poesia , caprichadamente (às vezes até hermeticamente) erótica, tem uma força e beleza incomuns. Suas imagens (e você deve lembrar no princípio de Marinetti: “o sangue da poesia são as imagens” são de uma beleza e originalidade fora de série. Rinaldo de Fernandes

 

Cara Sylvia: me gustaron mucho sus poemas. Sucintos, sensuales, intensos. Sutiles dentro de um marco tan vital. Incluso sebntí hambre, aromas, ganas. Y encontre cierto parenteso conmigo (perdón). En la concentration , en la irradiación. Y, al mismo tiempo, en lo vital. Gracias, sons abrosos. Son hondos.  Rodolfo Alonso 

 



O QUARTO E O ATO

Brasília: FAC/ Esquina da Palavra, 2007

 

“Sylvia é pura combustão. Sua poesia consegue alimentar-se ao mesmo tempo na tradição literária e num mergulho personalíssimo nas águas mais dolorosamente turvas do sentimento amoroso, na contabilidade de doídas perdas afetivas que, ainda assim, não impedem a aposta numa difícil alegria, tecida pela esperança de renascimento a partir dos escombros da paixão”.  Antonio Carlos Secchin

 

 

rosa medidativa

 

         (à moda de Gala)

 

era uma vez uma rosa suspensa

que era sombra

e também gramado

 

... em vez de Dali

era você sobre o meu cerrado

 

 

O IVquarto e o 2. ato

         (em feitio de Ronato Russo)

 

se eu tivesse voado

como passarinho

se eu tivesse brigado

como gato

se eu tivesse falado

a língua dos anjos

         criado

como mãe

         pregado

como santa

amado como fêmea...

 

se eu tivesse lutado como palavras e atos

não teria sido a luta mais vã

eu só precisava ter te amado 
como se não houvesse amanhã

 

 

 

OUTROS POEMAS

 

 

            ____________________________________________________

           

                       memória  de Tróia

                                                 ( lembrando Enéas)

 

 

revogo minha história que não faz inveja a outra Helena

-aquela de Tróia

 

sou obrigada a descriminalizar minha morte

que ninguém viu você entrar nem sair

 

assim como certos crimes jamais serão resolvidos

assim o seu

 

suas mãos bem lavadas

redimem o dolo

                        de empunhar um punhal de prata

                       ( como disse Cecília poeta,

                        o problema não é morrer

 mas saber quem te mata...) 

_______________________________________________________ 

         

                 a verdadeira leveza do ser  

essa mania de focos
melhor fossem

 

     f   

                                   l         o

     c
                 O     s

 

 

 

elogio às coisas

                    (como em Borges)

 

 

ou claro ou escuro

ou água ou fogo

a retidão do provável grita

e dói

    

por entre sombras e sedes

reflexos e semitons

a alma voyeur sussura

e sorri

 

frações do tempo

entrelaçadas na ante-sala do acervo

encaminham cores

e matizes

 

só eu sei que

as coisas que me cercam

sigilosamente são você

 

            (Finalista do prêmio SESC Carlos Drummond de Andrade 2005)  

_______________________________________________________ 

 

marco zero

ouvi aqui e ali

a crítica

-por que fazer poesia hoje?

ouvi até a palavra indecente

e , é claro, a ouvi esteticamente

 

então filosoficamente pensei

na lucidez de Maiacovsky...

 

-sua anatomia, poeta, não ficou louca

loucos são aqueles que desdenham pensar com o coração

 

eu não 

_______________________________________________________

 

 

...epur si muove

( ou...assim também em Galileu)

 

 

o esplendor da manhã não se abre com faca

diz                                     manoel de barros

nem que haja tiroteio cerrado de

                                           silêncios e pausas

 

não entendo de armas mas

entendo de música

                              tons, semi-tons,propagação de sons

 

faço escuta clandestina

preparo a pele para o sol

           ( não há como impedir o calor... a queimadura sim!) 

            nua   nem surda  nem cega  

            apuro o paladar                                               

          

 a manhã é reordenada geografia

 

 ultrapassado o canto das sereias

 afino minha palavra        

 especiaria

 

 

****


Sylva Cyntrao e Antonio Miranda (maio 2015)

 

Página republicada em fevereiro de 2008.



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