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Cartão postal antigo; bilhete postal – old postcard – tarjeta postalantigua –
Editor/publisher M. OROZCO, Rio de Janeiro circa 1904)


GONÇALVES DIAS

(1823-1864)

 

Antônio Gonçalves Dias, poeta maranhense.

 

 

CANÇÃO DO EXÍLIO


Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o sabiá;

As aves que aqui gorgeiam,

Não gorgeiam como lá.

 

Nosso céu tem mais estrellas,

Nossas vazeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

 

Em scismar, sozinho, á noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o sabiá.

 

 

(Obs. Conservamos a ortografia original, tal como aparece no cartão).

 

Este exemplar  faz parte de uma coleção de 16 “bilhetes postais” da coleção particular de Antonio Miranda registrada no texto Poesia em Cartão Postal Antigo.

 

Veja também: GONÇALVES DIAS EM EM PORTUGUÊS E ESPAÑOL -

 

ENGLISH

 

ITALIANO

 

Veja também: A SEMIÓTICA POÉTICA EM GONÇALVES DIAS por ANTONIO ROBERVAL MIKETEN

 

Veja também: BORGES E GONÇALVES DIAS – por M. Paulo Nunes – ENSAIOS

 

 

 

Imagem extraída  de

DIAS-PINO, WlademirA lisa escolha do carinho (Rio de Janeiro: Edição Europa, s.d. 
20,5x20,5 cm.  33 f. ilustradas  (Coleção Enciclopédia Visual).   Inclui versos de
poetas brasileiros

 

HADAD, Jamil Almansur, org.   História poética do Brasil. Seleção e introdução de  Jamil Almansur Hadad.  Linóleos de Livrio Abramo, Manuel Martins e Claudio         Abramo.  São Paulo: Editorial Letras Brasileiras Ltda, 1943.  443 p. ilus. p&b  “História do Brasil narrada pelos poetas. 

HISTORIA DO BRASIL – POEMAS

 

A INDEPENDÊCIA E O IMPÉRIO

 


Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (Porto da Estrela, 25 de agosto de 1803 – Valença, 7 de maio de 1880), apelidado de "O Pacificador" e "O Duque de Ferro", foi um militar, político e monarquista brasileiro. Caxias seguiu uma carreira militar, assim como seu pai e tios.

 

 

A  DESORDEM DE CAXIAS

              1839

 — Le crime est immortel!  —
— Ainsi que le remords!
                                 A. Barbier

II

Como, quando o vulcão prepara a lava
Nas entranhas da terra, e à noite lança,
Pela sangrenta, rúbida cratera,
Mais viva chama em turbilhão de fumo,
Ensandece-se o ar, cala-se a terra,
Nem gira a brisa, ou só tufão de vento
Com hórrido fragor sacode os troncos;
Assim também, quando abafadas rosnam
Sanhas do povo, antes que fúrias rompam,
Propaga-se confuso borborinho,
Cresce a agitação naquele e neste,
E um que de febre lhes transforma o siso.
Trêmulos todos, homens e mulheres,
Infantes e anciãos — de mãos travadas,
Turvado o rosto, os olhos lacrimosos,
Lá vão terras do exílio demandando.

Um passo apenas dão que os alumia
Do vulcão popular a lava ardente.
Sob os trépidos pés soluça a terra,
Sobre as cabeças pávidas volteia
Ou rocha em brasa, ou condensada nuvem
De pó desfeito, que resseca os ares,
E d´entre aquele fumo e aquelas chamas,
Naquele horror e medo, estátuas vivas,
Sinistro lampejar de armas descobrem:
Descobrem longe os tetos abrasados,
A pouco e pouco esmorecendo em cinzas;
Escutam gritos de uma voz querida,
De um ser que expira, e que em socorro os chama!
E ali pregados no terreno ingrato
Nem da morte impiedosa fugir sabem,
Nem força têm que lhes escude a vida.
São ali sem ação, sem voz, sem força,
Como que má sezão lhes tolhe os membros,
Ou os sufoca horrível pesadelo.
Mudos, fracos, sem luta, os colhe a morte;
E nus, sangrentos, insepultos jazem!



III

Turbida reina a bacanal de sangue!
E rei do atroz festim, brinco do vulgo,
Um só campeia! um só, que mal se achega
À lauta mesa, onde enfrasca o vulgo
De carniça e ralé, tocando apenas
O sangue e o vinho, que alimenta o bródio;
Derruba-o logo a popular vindita,
E folga ultriz em torno aos vis despojos,
Que nem de amigas lágrimas se molham,
Nem de talhadas lápidas se cobrem;
Malditos sejais vós! malditos sempre
Na terra, inferno e céus! — No altar de Cristo
Outra vez a paixões sacrificado.
Ímpios sem crença, e precisando tê-la,
Assentastes um ídolo doirado
Em pedestal de movediça areia;
Uma estátua incensastes — culto infame!  —
De política, sórdida manceba
Que aos vestidos, outrora reluzentes,}
Os andrajos cerziu de vil miséria!
No antropófago altar, mádido, impuro
Em holocausto correu de hóstia inocente
Humano sangue, fumegante e rubro..
Insensível à dor, ao pranto, às preces,
Insensível à cãs, à verde infância,
Tudo sorveu a rábida quadrilha!
A treda mente maquinou suplícios,
Torpe vingança! Meditou cruenta
Nos requintes da dor ébria fartar-se,
E lascívia imoral dos lábios deles
Em frontes virginais cuspiu veneno,
Afrontas caiam sobre tanta infâmia!
E se a vergonha vos não tinge o rosto,
Tinja o rosto do ancião, do infante
Que em qualquer parte vos roçar fugindo.
Da consciência a voz dentro vos punja,
Timorato pavor vos encha o peito,
E farpado punhal a cada instante
Sinais no coração fundo morder-vos.
Dos que matastes se vos mostre em sonhos
A chusma triste, suplicante, inerme...
Sereis clemente... mas que a mão rebelde
Brandindo mil punhais lhes corte a vida:
E que então vossos lábios confrangidos
Se descerrem sorrindo — cru sorriso
Entre dor e prazer, — qu´então vos prendam
A poste vergonhoso, e que a mentira
O vosso instante derradeiro infame!
Bradem: Não fomos nós! — e no seu poste
De vaias e baldões cobertos morram.

...................................................

            (POESIAS —  H. Garnier – Rio, 1910)

 

*

Página ampliada em outubro de 2021

          

 

 

Ampliada e republicada em dezembro de 2017. ampliada e republicada em junho 2018.

 



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