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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



DOUGLAS DIEGUES

 

Nació en Rio de Janeiro, y reside actualmente en Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil y en Asunción del Paraguay.  En 2003 publicó Dá Gusto Andar Desnudo Por Estas Selvas. Hay varias ediciones de este Uma Flor na Solapa da Miséria, inclusive por la editorial Eloísa Cartonera, de Buenos Aires. Los textos siempre en portuñol.

 

belleza pública bersus belleza íntima

belleza bisible bersus belleza que ninguém bê

belleza dolarizada bersus belleza gratuita

belleza cozida bersus belleza frita

 

belleza antigua bersus belleza nova

belleza viva versus belleza morta

belleza magra bersus belleza gorda

belleza em berso y en prosa

 

belleza sabaje bersus belleza civilizada

belleza de dentro bersus belleza de fora

beleza simples bersus belleza complicada

 

este mundo está ficando cada vez mais horrible

quase ninguém consegue mais ver la belleza invisible

 

 

 

 

bocê guarda a sua dor

en el fundo de la entraña

non fica fazendo manha

aguanta firme todo esse horror

 

bocê non finge u dolor que sente

real demais – parece ficción

a dor que dói sem doer un corazón

nem bocê nem ninguém entende

 

bocê sofre calado la dor que non entende

transforma ele em rima

em mel, em olhos abertos, em endorfina

la dor quase nem se siente

 

entre el futuro y tudo lo mais que embolorou

bocê esconde legal a sua dor

 

 

 

desde el décimo segundo andar la tarde

comercial parece estúpida –

mismo que los ricos non estejam de acordo

mismo que los pobres discordem

 

la tarde ficaria mais elegante vestida de lluvia

pastando en el misterio

mismo que bocê non consiga levar nada a sério

além de la beleza de las vulvas

 

y enquanto las outras crianzas sorrindo

brincam de deuses – y la magia de la vida – lentamente – vai

destruindo 

poses certezas fachadas crenzas formigas flores e arranha-céus

sinceramente vale la pena perder tempo transformando bosta de

         elefantge em luz em leche em mel

 

en este fabuloso aquário

o que seriam de los espertos sin la ayuda de los otários?

 

 

 

ellos preparam el difunto

como si preparassem a un artista

ou a una ensalada mista

después penteiam pra que o mesmo non fique com ar de presunto

 

y comezan a encher u caixón de flores

como dos jardineros – o dois atores

profissionales, espontâneos, y su presunto

parece agorfa um ready-made, jardim, instalazione, menos defunto

 

y também parece, o presunto, sentir-se legal

deitado em aquele mar de flores

pronto para partir para além du bem y du mal

deixando para trás este paraíso de horrores

 

ellos preparam u presunto

como se estibiessem preparando um omelete – non um defunto

 

 

 

paseando bestido de brisapor la tarde cheia de crises

ninguém puede me prender en uma valise

cuando me prendem – espero que durmam –

después escapo por el buraco de la fechadura

 

se non se benden por – digamos – rapadura

artistas generalmente siempre llevan una vida dura –

disfarçado de brisa

nadie me copia nadie me compra nadie me vampiriza

 

quanto mais  desaprendu – melhor

percebo la diferença entre amor y amor y bolor

los ayoreos usam sandalias cuadradas –

non dá para saber se suas pegadas estão indo ou voltando

         por la estrada

 

dá gusto andar disfarçado de brisa por estas ciudades

cheia de bellas meninas y fedores y ruindades

 

 

 

las carnicerias fronterizas parecem museus de arte do futuro –

pedazos de carne crua enormes pendurados em ganchos

         cavernosos de hierro –

moscas de todos los colores tamanhos zumbidos –

museus de carne – carne muorta – mas ainda viva –

 

carne bermelha que depois de dois dias en la sombra

começa a dar vermes brancos que brotam como hongos de la

         putrefação –

para compensar toda essa lamentação –

arte legítima

 

como que non se falsifica –

los açougueiros como uma nova estirpe de artistas –

vagundeando pelo ar

u cheiro de la carne morta te delizia ou te faz vomitar

 

aquí – en la selva – en la ciudad – en el mundo de la lua –

por que será que u horror tem color de carne crua

 

 

Poemas extraídos da obra UMA FLOR NA SOLAPA DA MISÉRIA (en portuñol), 2007) edição artesenal da JAMBO GIRL, Asunción del Paraguay.

 

 

DIEGUES, Douglas.  Dá gusto andar desnudo por estas selvas. Sonetos selvajes.  Curitiba Travessar dos Editores, 2002.  Capa: Fragmentos de Natureza Morta com Tapetes Ornamentais, de Henri Matisse. Editor: Fábio Campana. Tiragem: 100 exs.  Col. A.M.

 

TEXTOS EM PORTUÑOL

 

           8

 

luta defiende ama discorda rima

en el verano decadente de cremes e crimes

los dias que passam parecem filmes

la vida es real como um beso y después una chacina

 

crianças ñorescem nuas y tragam porra sigilosamente

aids negocios y oportunidades

en la dulce realidad imunda de las ciudades

sexos vuelan por la noche caliente

 

la felicidade abierta para todos

lo que los esportes lucram às custas de los otários

en el paraíso del crime organizado

cruel flor carnívora de eletrodos

 

basta de conformismo en el presente del futuro

es muy fácil assistir a todo desde arriba del muro

 

 

18

 

juego empatado
para combater el hambre
uivan los hombres
en cárceres superlotados

personas dormindo atadas a la grade
tu sarna & tu tuberculoso
a nadie comove
nada mais consigue ser novidade

las excepciones son los maníacos que no tem nada a perder
unos passam fome — otros comem demais
impulsos de destruición parecen coisas naturais
como la prática del crime para conquistar el poder

prazos oficiales toxinas animales crimes banales - nem o futuro
                                                                    parece ter futuro então eu corro para no perder você y la tarde sem juros



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