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Sobre Antonio Miranda
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



LILIAN MAIAL

 

Carioca, médica, escritora e poeta, publicou um livro de poemas em 2000 – “Enfim, renasci!”, e tem participação em dezenas de antologias desde 1999.Autora premiada de concursos de poemas, de contos e crônicas, sendo que sua classificação com 3 poemas sobre o mar fizeram parte de uma antologia “Mar & Amor”, em 2001.

 

Integrante ativa do MIP (Movimento Internacional Poetrix), da qual é representante regional no Rio de Janeiro, teve seus poetrix publicados, em 2002, na “Antologia Poetrix”, com lançamentos no Ceará, na Bahia, São Paulo e no Rio de Janeiro.

 

Filiada à REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras), já participou de 4 antologias lançadas pela REBRA, através da Editora Scortecci, de 2002 a 2006, com lançamentos nas Bienais do Livro de São Paulo. Filiada à APPERJ (Associação de Poetas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro).

 

Tem seus trabalhos divulgados em inúmeros sites nacionais e internacionais, é colaboradora de revistas eletrônicas em vários Estados do Brasil (“Click Negócios”, “Jornal ECOS – de Vânia Moreira Diniz,“Portal Blocos” – de Leila Miccolis, “Portal Maytê” – de Maria Tereza Albani, “Jornal Varginha On Line”), assim como em Portugal (“Cá Estamos Nós”),   e em língua espanhola “Islas Negras”..

HP: www.lilianmaial.prosaeverso.comhttp://lilian.maial.zip.net  - http://lilianmt.zip.nethttp://www.caraacara.blogger.com.br

e-mail: lilianmt@globo.com

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS  /  TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

Re-volver

 

No peito-húmus,

um músculo ávido de palavras.

Revolver a terra,

adubo em gotas,

versos irrigados.

 

O verbo cala,

o solo seca,

racha-se a criança -

migalha de pão dormido.

 

Fome e chão,

pisa descalça

em brasas da indiferença.

Pele e sangue ressequidos,

aridez de lágrima,

espinho e barro

a maquiar a pele,

manchas de verde e amarelo.

 

Chora a pátria,

pétrea de matas pálidas,

alopécia de cores,

extensas clareiras.

 

Terra vermelha

coberta do pó,

rugas no mapa,

pistas de pouso -

Clan-destinos.

 

Onde o branco,

a pureza,

a promessa?

 

Traída a terra,

ouro de tolo,

sorriso de icterícia,

parcos dentes

de mastigar solidão.

 

Céu de anil,

nuvens sanitárias,

homem esquálido

a plantar pesticida.

 

Traída a terra,

clamor rouco e abafado,

fumaça dos charutos cubanos,

pendurados nas bocas patronais,

sem lei e sem letra.

 

Traída,

 a terra lamenta por seus filhos,

amamentados de esmola,

de enteados cuspindo confeitos,

mordendo,

 com presas de ouro,

o amanhã e a decência.

 

Traída a terra.

Punhal enterrado no seio,

mãe órfã de rebento raquítico.

Abre-se a fenda,

engole o que resta:

homem e praga,

riso e lágrima,

orgulho e carbono.

 

Num futuro fóssil,

tropical tupiniquim,

semear e colher...

Milagre!

 

 

**********

 

 

TINTO TANGO

 

O momento é rubro

Como o tinto

da boca carmim.

 

O sangue ferve

Como o vinho

que desce queimando

[em desejos]

 

O tango aquece

Como o calor

de lábios ávidos

de vinho

de beijos

de amor.

 

O tango gira

A cabeça quente

O vinho ferve

A boca rubra...

 

O peito explode

O pensamento alcança

O amor se jorra

na taça tinta

do teu olhar...

o vinho

o beijo

o tango...

 

O momento é carmim

A taça é de sangue

O vinho é loucura

O tango é desejo.

A boca rubra

A taça gira

O amor loucura

O vinho excita.

 

Bebo-te louca

beijo-te tinto

Sorvo-te tango

Amo-te boca

Vejo-me rubra.

 

 

* * * * *

FONTE

em algum lugar

não cabe o todo

há muito mais de mim

em cada poro

ainda há o choro

 

o consolo

.

.

.

Ignoro

 

CANTO DE AMOR N° IX

 

Por onde anda aquele por quem percorri mil léguas?

Aquele da palavra amena, do ombro largo e amigo, do colo quente e macio, das incontáveis cantigas, nas noites sem estrelas e sem luar?

O que tem o hálito de mato, olhos de horizonte e mãos de cais, de ancorar carinhos de espuma do mar, de acalentar madornas e acalmar tempestades.

Professor de línguas de anjos, de palavras aladas, escorregando de nuvens de risos marotos, abanando a solidão com um leque de arco-íris, afagando as cascatas negras com os dedos celestes, que guardam as revelações do destino.

O que dedilha meu corpo e lambe minhas feridas, com a ânsia dos meninos, a loucura dos desesperados, a sabedoria dos anciãos, que traduz meus sonhos e me reescreve em versos.

 

Aquele em quem repouso meu cansaço, e me deixo guiar na escuridão, segura e tranqüila, plenamente viva, para encontrar os segredos e mistérios da identidade nos braços da verdade.

Eu, tua metade inteira, a que te sabe de cor, a que te morde com fome, a que te alisa dengosa, a que te imprime a fotografia do encontro.

Ah! Quão suave é tua voz de pássaro em revoada! Quão doce o teu sorriso de sol e de garoa! Quão sincera é a tua mão, que se aperta à minha, eu, tua miragem, teu deserto e teu sol!

 

Aquele, cuja boca dita o meu dia, que me beija as dúvidas e me abraça as escolhas, cujos olhos iluminam meu caminho, sem interferir na jornada.

Eu, tua amada, a delirar esperas, a pressupor prazeres, a suportar a dor do silêncio, com a promessa da chegada, enfeitando as horas com teus humores, preservando a volúpia do vulcão em explosão, poupando tua pele de almíscar das labaredas dos meus olhares sedentos.

Abençoado filho de um jardim de virtudes, que entra por minha janela todas as noites e me observa o sono, me nutre os devaneios de malícia e sedução, e atiça as fagulhas do desejo e da entrega.

Percorre meu corpo e me conhece os atalhos, colhe meus frutos e bebe os orvalhos, pingando cheiros vorazes, que me marcam a ferro e fogo.

Eleita entre tantas, sou a mulher das tempestades, a diva dos vendavais, a dama dos horizontes, que te ordena e ordenha, que te cobra e te serve, que te morde e te sopra, que te expulsa e penetra. A que te elege entre tantos, a que te espera para sempre, a que te possui e te pare, a que te quer mais e mais a cada dia, pelo simples prazer de te saber aqui.

 

* * * * *

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

 

          TINTO TANGO

Traducción de Maria Inês Nunes Storino

 

El momento es rojo
Como el tinto
De la boca carmesí.

La sangre hierve
Como el vino
Que baja quemando
[em deseos]

El tango calienta
Como el calor
De labios ávidos
De vino
De besos
De amor.

El tango gira
La cabeza caliente
El vino hierve
La boca roja ...

El pecho explota
El pensamiento alcanza
El amor aflora
Em la copa tinta
De tu mirada ...
El vino
El beso
El tango ...

El momento es carmesí
La copa es de sangre
El vino es locura
El tango es deseo

La boca roja
La copa gira
El amor locura
El vino exita.

Te bobo loca
Te beso tinto
Te trago tango
Te amo boca
Te veo rojo.




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