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JARBAS JUNIOR


JARBAS JUNIOR

 

JARBAS JUNIOR SILVA MOTTA é cearense e vive em Brasília, onde leciona Literatura Brasileira em escolas do Distrito Federal. É considerado um autor  polígrafo, com mais de 40 livros na gaveta... Já publicou: Perfeição Humana (poesia, 1982), Os dois profetas (romance em prosa poética , 1984), Duidja (poesia, 1989), Portal do Sol (romance lírico, 1997) e Navio Português (poesia, 2004). Deste último selecionamos os poemas seguintes:

 

JARBAS JUNIOR

Jarbas Júnior, participação especial durante a Pré-Bienal Internacional de Brasília,
auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, 14 e 15 de outubro de 2010. Foro: Ivan Malta

 

 

O Poeta JARBAS JUNIOR canta o Negro e relembra a façanha de Orson Wells na Pré-Bienal de Poesia de Brasília 2010, na Biblioteca Nacional de Brasília. 

 

BARCAROLA LUSA

 

O amor que tenho por ela,

Às vezes, é chama de vela

 

Entre lágrima e luz

me queima e seduz!

 

O amor que tenho por ela,

Tem arroubos de procela!

 

Tudo pode e arrasta violento,

Mas que passa como o vento!

 

na sua grandeza íntima

tem vibração marítima!

 

Nem há estrela mais bela,

que o brilho do olhar dela!

 

“Onde a terra se acaba e o mar começa”.

Essa é a tal terra marítima portuguesa!

 

Meça a distância entre a fé e a esperança,

O céu e o mar, e terás, com toda certeza,

A medida da coragem que tudo alcança!

 

Como se pega com a mão uma estrela?

Navegando sempre adiante, adiante, ao vê-la...

 

Essa gente que quis o mundo pequeno,

Sonhou e sofreu, queria o oceano e foi

 

Deixando tudo, terras, castelo e boi!

Tudo que faz o homem senhor pleno

 

Do mundo que o rodeia calmo seguro

Em demanda das incertezas do futuro!

 

Como sói acontecer com as idéias

e heróis, anelando mais Odisséias!

 

Mas nunca se premeditou que seria cada

Grande conquista gloriosa ou mesquinha,

 

Na base extrema do sermão ou da espada,

Uma parte recôndita que ante não tinha

 

Da sua índole passional melancólica,

A tendência banza elegíaca alcoólica

 

A saudade quase morbidez!

A sua grandeza lírica, talvez...

 

 

CABRAL

 

No amplo espelho azul da paisagem,

Venta luz violeta sobre o crespo mar!

 

A imensidade logo causa vassalagem!

E humilde satisfeito o almirante tenta,

 

fumando seu velho cachimbo na proa,

Aproximar o que sente do que pensa.

 

O que é real na sua opinião e crença?

A sua grande experiência má ou boa?

 

O que olha o que lembra o que sabe...

Em tão pouco cabe, que é inevitável,

Eleve a sua reflexão ao azul celeste.

 

Tantos mares navegados, pois há de

Saber: na sua longevidade venerável

Solidão e saudade: o premio é este?

 

CONTEÚDO

 

Poema de Cecília Novais*

 

Texto que não dispõe de lacunas

Parece deserto ausente de dunas,

 

Sem ondas e vazios, discrepâncias

De sombras sob intenso sol praiano!

 

Ou rosas no monturo, fragrâncias

Irônicas, paradoxo, o lado plano

 

Do que é sinuoso na serpente ...

Que rio não tem águas turvas?

E abruptas inesperadas curvas?

 

O mistério sempre seduz,

Porque é transcendente

Horizonte de sombra e luz!

 

 

*heterônimo de Jarbas Júnior, personagem do romance

A JANGADA DE ORSON WELLS. Brasília: Thesaurus/ FAC,  2006.

 

JARBAS JUNIOR

De
AS MARCAS DO CHICOTE
poemas de Jarbas Junior
Brasília: Thesaurus/ FAC,  2008
312 p. ilus. ISBN 9 788570 628008

 

DOR ATÁVICA

“É triste não ser branco.”
Ter tudo e não ter nada!
A imagem execrada.
Quanto da cor insiste retinta:
Negro congo, negro banto!

Absinta amargura,
A pele escura condena
Distinta de tudo!
Azeviche plena
De desventura!

Mudo olhar de censura
É suficiente
Impertinente,
Ninguém o atura
Indiferente...
Tem qualquer coisa
De tortura
Realmente!

 

CONDIÇÃO

O exílio da pele,
ilha nigeriana
na sociedade branca.

Na risada franca,
a alvura da alma
por detrás desse
trauma.

PREÂMBULO

Zumbi na serra
abre guerra
          até a morte
contra a sorte perversa
e a condição adversa!

Rei dos Palmares!
E herói dos mártires...

Derrotado, traído,
mas nunca esquecido!

Hoje, redivivo
ou renascido,
          não, Exu-Zumbi
          em terreiro
guerreiro temido!

Mas, na favela,
quilombo maldito!
          Teu espírito
                   erra
na miséria mesquinha,
antes, a guerra
outro sentido tinha...

Agora, a luta é pela
sobrevivência social!

 

REFERÊNCIA

Eu não aceito
O espelho
Do preconceito!

Reflito
Só o que sou
Em espírito!

De
Jarbas Junior
O MISTÉRIO DAS PÉROLAS DE BASHÔ E OUTROS ESCRITOS
Brasília: Thesaurus Editora, 2010.  308 p. ilus.
Edição com o apoio do FAC
ISBN 978-85-7062-903-6

 

A construção da obra de Jarbas Junior é muito eclética e criativa, vai do memorialismo, passa pelo ensaismo e entra em criações poéticas próprias. Mistura Buda e Cristo, e faz incursões com divindades clássicas e orientais. Eu esperava até que fosse mais explícito nas africanas negras.

Em certo lugar diz que trabalhou em traduções com o seu "mestre" paulista Onuko Kikáku como forma de aprendizado. Uma única vez aparece um texto em que se vê em baixo o nome de Matsuo Bashô. Aí me pergunto onde começa você e termina o Bashô nos haicais do seu livro, onde a "herança" é uma recriação e onde é uma criação própria.

Não tenho dúvida de que o livro é de um poeta a tempo completo, uma personificação realmente brechtiana no sentido de que incorpora, mas mantém um distanciamento crítico do personagem... É o que fez com o Bashô.

 

Estrela-cadente
Fugaz esplende e jaz
Em terra — a semente?

***

De onde aparece o vento?
Da região onde o homem
é seu próprio pensamento?

****

Silêncio completo.
O vento em pensamento
Parece concreto.

 

AVE

Adeja e nos seduz
Vê-la livre qual estrela
Em forma de cruz!


O QUE IMPORTA


A harmonia dramáticas do todo:
O perfume misturado ao lodo!


NATUREZA E POESIA

O arco-íris, diadema
Do Sul ao Nortes: verde, azul;
Nas cores do poema.

 


Página ampliada e republicada em fevereiro de 2009, ampliada e republicada em janeiro de 2010.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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