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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CÉSAR RASEC

 

Sou doutorando no Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e mestre em Cultura e Sociedade, também pela Ufba, no Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade. Sou jornalista, formado pela Faculdade de Comunicação da Ufba. Escrevi, editei e lancei o livro biográfico Jorge Mautner em Movimento. Na área musical, realizei o CD Concre-som, que é o som da Concrecoisa, tendo como parceiro Frederick Steffen. Com Luiz Caldas, lancei o CD Melosofia e participei, como principal parceiro e produtor executivo, do projeto de 130 canções inéditas de Luiz. Produzi e lancei o CD Bossa Negra, numa parceria com Narlan Matos. Além de letrista e poeta, desenvolvo trabalho de pesquisa sobre música baiana, teoria biográfica e projetos visuais com fotografia e designer gráfico.

 

Veja também o livro: RASEC, César  Jorge Mautner em movimento. (clicar <<<)

 


O mundo estava inscrito na palma da mão.

 

Desde sempre, desde o nascimento.

 

Até o último suspiro.

 

Tudo estava ali, marcado.

 

Na mão.

 

O mundo.

 

A força.

 

Os calos.

 

Tempos idos.

 

E a mão fez as marcas vencer a dor.

 

E a dor virou eco.

 

Um eco que é o último suspiro das

 

inscrições na pele.

 

 

 

 


Era uma vez uma hera.

 

Era uma hera verde.

 

E várias heras cresceram no dorso do

tempo.

 

A era fez a hera secar.

 

O verde virou cinza.

 

Já era!

 

 

 

 

 

 

As proximidades diferentes estão no espaço.

 

O espaço.

 

Faço.

 

Poço.

 

O esforço.

 

Força.

 

Farsa.

 

As proximidades diferentes estão no espaço.

 

O esforço.

 

Força.

 

Farsa.

 

O espaço.

 

Faço.

 

Poço.

 

O espaço está sempre ocupado, até com o nada, que é toda ocupação.



Na fila, o papo de várias pessoas, já em andamento. 

...

 

– Oxente, rapaz... Se oriente, viu? Tá tudo certo.

 

– Deixa de patrulha! Deixa rolar... O mundo é cibernético e todo mundo sabe de todo mundo.

 

– Senha 44.

 

– Vixe, quanta sem-vergonhice no ar.. Cê viu? Eu vi a foto na internet. Belezura!

 

– De quem?

 

– Nem te conto...

 

– Contaê?!

 

– Senha 45.

 

– Só amanhã. Chegou a minha vez. Já estão me chamando pela senha.

 

– Oxe, e amanhã você vem novamente?

 

– Não. Você me acha na internet.

 

– Vixe, como as coisas são rápidas. Já tenho um novo amigo.

 

– Fui!

 

– Vá lá.

 

 

– Senha 46.

 

RASEC, César.  Concrecoisa: volume 1.  Salvador, BA: Tecnomuseu, 2015.  56 P.  15X21 cm. ilus. col.  ISBN 978-85-89851—04-6  “ César Rasec “ Ex. bibl. Antonio Miranda


 

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Aproveitem e desfrutem a verbivisualidade criativa (poiética) de César Rasec. E podem seguir no blogue do autor:  http://concrecoisa.blogspot.com.br/

 

 

 

 

 


 

 

 
 
 
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