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Foto de Francisco FariaFonte: /www.revistazunai.com.br/

 

JOSELY VIANNA BAPTISTA

Josely Maria Biscaia Vianna Baptista nasceu em Curitiba em 1957.  Formada em Letras Hispânicas, com especialização em Semiótica, traduziu Cortázar, Carpientier, Cabrera Infante, Mutis, Goytisolo, a antologia de poesia neobarroca cubana e rioplantense Caribe Transplatino (Iluminuras) e o Paradiso de Lezama Lima, entre outros.

Publicou os livros de poesia Ar (1991), Corpografia (1992) e Outro (em co-autoria com Arnaldo Antunes, no álbum de arte homônimo de Maria Angela Biscaia, 2001).
 

Veja também: POESIA VISUAL DE JOSELY VIANNA BAPTISTA

TEXTO EN ESPAÑOL (ver)

 

RIVUS

 

A água mede o tempo em reflexos vítreos. Mudez

de clepsidras, no sobrecéu ascendem (como anjos suspensos

numa casa barroca), e em presença de ausências o tempo

se distende. Uns seios de perfil, sono embalando

a rede, campânula encurvada pelas águas da chuva. 

 

No horizonte invisível, dobras de anamorfoses;

sombras que se insinuam, a matéria mental.

 

 

RESTIS

 

Um vento anima os panos e as cortinas oscilam,

fronhas de linho (sono) áspero quebradiço; o sol passeia

a casa (o rosto adormecido), e em velatura a luz

vai desenhando as coisas: tranças brancas no espelho,

relógios deslustrados, cascas apodrecendo em seus volteios

curvos, vidros ao rés do chão reverberando, réstias.

Filamentos dourados unem o alto e o baixo  

 

– horizonte invisível, abraço em leito alvo:

velame de outros corpos na memória amorosa.

 

 

De

AR

São Paulo: Iluminuras;

Fundação Cultural de Curitiba, 1991.

 

n      a           m      a     d     r

u       g     a    d     a             a

g     u     d    a               q     u

a      l              a     d     a     g

a         a               á      g     u

 a          p       i      n      g     a

 

 

d    e    s    t    r   a    v    a    r       a       l    í    n   g  

u    a         d   o       t    r   a   v    o         d     u    m

a        f    r    u    t    a          á    c    i   d   a          :

á     r     i     d    a       d   a    r    i    a       d     i    a

m   e   n   t    e      :     c  a   n   t   á    r    i    d    a

 

III

 

a   m   o   r   a   m      a      s   o   m   b   r   a      n   a

m   o   r   a   d   a        d   o     i   p   ê        p   é   t   a

l   a   s       t   e   m    p   o   r   ã   s  ,        e        e   u

t   e          b   e   i   j   o          e   n   q   u   a   n   t   o

f   i   g   o   s         c   a   e   m        d   o         c   é   u

c     o     m     o              c     o     m     e     t     a      s 
 

R E F R A C T A

para vera e Milton
 

o segredo

do

a b r a ç o

e s t á

n a

g r aç a

d e

q u e m

f a z

o

a g r a d o 

 

á g u a

r e c o r t a n d o

o   n a d o

d e

u m

p e i x e

s e m

d e i x ar

r a s t r o

 

para leminsky

 

junho 1989

 

penso e surpreendo dentro

esse peso suspenso

entre fuga e allegro

 

entre risos e abismo

resgato fragmentos

e vestígios do vértigo

 

(espreito, rima leonina,

as naus, bits e ítacas

de tuas russas cismas,

as lengua-lengas feras

de teus trobares raros)

 

entre sóis e êsseoésses

miro etrelas-desastres

e desorientes ferozes

rumo ao ouro quase-Órion

de um perhappiness

 

entre o novo e o velho

só vejo o vero fogo

que te tornou eterno

 

só vestígios do vétigo

desde que o caos

deixou de ser acaso

 

 

 

         OS POROS FLÓRIDOS

 

 

I 

  

Entre a lisura vã das dunas movediças,

ou entre a sombra lassa – zefir brônzeo –

que o sol alonga em ondas nas planícies de ônix.

Em raras simetrias, nos losangos

laranja que se enlevam, volúveis, aos desejos

do vento. Sob a cambraia opaca das imagens,

entre eloendros, febres, entre dentros.

 

 

Torrentes de rápidos

sobre pedras lisas, sobre pedras ásperas,

sobre pedras ríspidas, sobre pedras límpidas.

Tudo é igual e diferente de si mesmo.

Leitos de rios secos, securas de estrume,

restos de sementes, relevos do vento.

 

 

Arboresce selvagem entre os dendritos

-marca d’água na rocha, um grafito

hiperbóreo-, lascando-as (paliçadas)

em florestas de pedra. Inflorescendo,

fosco, em negrume de eclipse.

Troncos acarvoados que dormem

sob o solo.

 

 

Lascas de pedra fraturada

- solo branco de rastros,

nenhum sinal de passos.

Sol e lua incessantes

- pedra, fratura, estilhaço -

quase consomem os ossos dos bichos mortos.

Esculturas de cal, gesso moldado,

são os textos em branco desse espaço.

Sonhos que esquecemos noutros claros

fragmentos de textos insulados.

 

 

 

ou num poema náufrago, enleado,

caligrama salgado de sargaços

jogando entre as marés.

 

Entre os dedos lenhosos de teus pés,

em meio aos caules lisos, retorcidos

cordames de um barco abandonado

às tempestades de sol e sal.

Em chuvas de alfabetos secretos

-a curva de n num graveto, o volteio

do u num pedrusco-, ou num estudo

de Long para tubos de órgão: tocos negros,

pontudos, embarcadouro tosco.

 

E na serpente de seixos alinhados

que se pensam

mesmo sem que a luz brilhe sobre eles,

e se pensam pelos dedos

voltados sobre eles

como flores secas

que se abraçam a si mesmas

em raras tranças castanho-

quebradiço que a aragem

esgarça.

 

 

flor coral do cáctus

plástico sobre a areia,

a tulipa calcária

no púrpura da concha:

 

surpresa de si mesma

a cor se reverbera,

e num vermelho de lacre (hermafrodito

sobre a lava negra)

 

mimetiza o milagre.

 

No invisível de olhos

que se fecham em silêncio

Como dedos sobre pedras,

como se quisessem desenhá-las.

Nas coisas que se pensam

mesmo sem que a luz

brilhe sobre elas.

 

(Folha seca, leonina,

pétala rubra, folha fulva, opaline,

pétala crespa: veludo vermelho-bispo

perdido entre a educação dos cinco sentidos

ou fragmento de flor que o ar

transformou em ânimos de cor?)

 

 

 

Num rosto de paisagem que se devasta

ao tempo, esse tempo que em acenos

consome o que se anima ao sol, e

no desejo de um anjo adolescente.

 

Planície de seixos onde o vento esculpe,

lentamente, a paisagem de um rosto.

 

Rente à delicadeza das plantas,

e em seu retorcimento de securas.

Nas letras desmaiadas

das cartas nunca lidas, na goma opalescente

das pétalas ressecas, entre

a zarabatana aérea das sementes.

 

 

Você me diz:

 

o mar parece ver-te

ouro na praia (meias-luas

a sombras das folhas

sob o eclipse).

 

A imagem reinventa

em teu rosto a paisagem.

 

Entre os corpos

brancos do sal evaporado

a febre porejando 

seus anéis de serpente.

 

Respira em fissuras, sob o vento

nordeste, em escamas transparentes

(as órbitas vazias) misturadas à areia

de um peix em agonia. No outro eu

que é teu (imagem sobre imagem),

 

poesia sem enigma, lucidez sob a luz,

 

 

 

De superfícies as nuvens sem céu.

 

e se esquece entre as pedras,

solitário,

como os pássaros suicidas dos desertos.

 

 

III

 

Fim de tarde, as sombras suam

sua tintura sobre as cores, extraem

da fava rara da luz o contorno das coisas,

as rugas na concha de um molusco,

grafismos, vieiras milenares com reservas

de sal, poema estranho trançado

em esgarços de oleandros,

enquanto corpos

mergulham em câmara lenta,

e nada é imagem

(teu corpo branco em mar de sargaços),

nada é miragem

na tela rútila das pálpebras.

 

As sombras suam, ressumbram,

e essa é a sombra mais certa das sombras

calcinadas que me cercam.

 

Quero levá-la no corpo,
como um amor, como inscrição rupestre

no granito, como o verso

que um tuaregue cola ao corpo.

 

Quero levá-la no corpo,

como um amor, como inscrição rupestre

no granito, como o verso

que um tuaregue cola ao corpo.

 

Quero levá-la comigo, como um amor,

como essa ausência azul que assombra

a noite e sonha o contorno de um rosto

no escuro, como se quisesse desenhá-lo.

 

Nenhum lugar. lugar algum perdura.

Um ventre a sombra alisa, um plano

o sol levanta, cumes que o vento

plissa. Sol branco, sol negro, o vento

apaga os rastros da areia, apaga

os passos da língua. E o sol

 

a pino assola, o frio da lua cresta

a pele que se solta,

o suor do corpo em febre 

que se solta, e as peles são silêncios,

poemas que se deixam,

e o lugar é aqui, e lá, e ontem,

e as letras voam, revoam,

espreitam como cobras sob a areia

(camaleões se escondendo em si mesmos),

espiam as peles que se espalham, página

ou pálea, corpo que se desveste, desmente,

desvaira: tudo é miragem.

 

 

 

Um som de antigas águas apagadas. 

 

 

É miragem a rima, a fábula do nada,

as falhas dessa fala em desgeografia,

a fala hermafrodita, imantação de astilhas,

a voz na transparência, edifícios de areia.

 

Mas teu olhar o mesmo, em íris-diafragma,

fotogramas a menos na edição do livro,

e o enredo sonho e sol, delírios insulares,

teu olhar transparente, a imagem

margem d’água, e as fábulas da fala,

as falhas desse nada – superfície de alvura

 

ou árida escritura.

 

 

 

Na moldura de página,

marginalia de escarpas.

 

  VI

 

A luz seja de zênite, ou sombra amazônica,

o corpo (espessura) estar além do corpo,

e estar também em si, como a cor em si mesma.

 

Vislumbra a lucidez, feliz, suas ausências,

e os inversos se unem, as raias se rasuram

à vária, e nunca igual, magnífica maniera:

 

imanta ao visível a matéria invisível,

infólios incorpóreos desfolhados por cegos

 

 

(e o suor nos poros,

ásperos).

 

 

 

 

 

FANTASMA CIVIL. XX Bienal Internacional de Curitiba 2013.  Organização Ricardo Corona.  Curitiba, PR:          Fundação Cultural de Curitiba, 2013.   43 cartões com imagens aéreas de Curitiba e, no reverso, versos de poetas paranaenses. Projeto gráfico Medusa. Obra inconsútil.  ISBN 978-85-64029-08-8  Inclui os poetas: Josely Vianna Batista, Lindsey R. Lagni, Ademir Demarchi, Luci Collin, Fernando José Karl, Roberto Prado, Sabrina Lopes, Bruno Costa, Amarildo Anzolin, Carlos Careqa, Roosevelt Rocha, Camila Vardarac, Marcelo Sandmann, Vanessa C. Rodrigues, Anisio Homem,  lGreta Benitez, Ivan Justen Santana, Mario Domingues, Marcos Prado, Bianca Lafroy, Estrela Ruiz Leminski, Sérgio Viralobos, Alexandre França, Helena Kolody, Wilson Bueno, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Zeca Corrêa Leite, Édson De Vulcanis, Afonso José Afonso, Homero Gomes, Leonardo Glück, Hamilton Faria, Emerson Pereti, Andréia Carvalho, Ricardo Pedrosa Alves, Priscila Merizzio, Marcelo De Angelis, Adalberto Müller, Cristiane Bouger. 

 

 

=========================================================

 

 

 

JOSELY VIANNA BAPTISTA

 

 

TEXTO EN ESPAÑOL

  

 

 

Josely Vianna Baptista nació en Curitiba en 1957. Sus libros de poesía: Ar (1991), Corpografia – autópsia poética das passagens (1992) y el inédito Os poros Flóridos, estos dos últimos en colaboracíon con el artista visual Francisco Faria. Tradujo a Lezama, Borges, Carpentier, Perlongher, etc. Ideó la colección Cadernos da Ameríndia – poesia e mito Mbyá-Guarani/Nivacle (3 vols., 1996). También con Francisco Faria publica periódicamente Musa paradisíaca, página de cultura con temas relacionados a las três Américas, en periódicos de Panamá y Santa Catarina. Entre sus vários proyectos actuales, prepara na antologia de poetas cubanos contemporâneos junto con José Kozer [Traducciones de R.J., excepto el canto III de «Os poros flóridos» (por Roberto Echavarren), revisadas por J.V.B.] 

 

Extraídos da revista TSÉ=TSÉ n. 7/8 Otoño 2000, Buenos Aires, Argentina

 

 

 

LOS POROS FLORIDOS

 

I

 

 

 

Entre la lisura vana de las duna movedizas,

o entre la sombra laxa – cefir brónceo –

que el sol alarga en ondas en las planícies de ónix.

En raras simetrias, en los losanges

naranja que se elevan, volubles, a los deseos

del viento.

Banjo la gasa opaca de las imágenes,

entre oleandros, fiebres, entre dentros.

 

Torrentes de rápidos

sobre piedras lisas, sobre piedras ásperas,

sobre piedras ríspidas, sobre piedras límpidas.

Todo es igual y diferente de sí mismo.

Lechos de ríos secos, sequedades de estiércol,

restos de simientes, relieves del viento.

 

 

Arboresce solvaje entre los dendritos

-marca de agua en la roca, un grafito

hiperbóreo , - lascándolas (palizadas)

en florestas de piedra. Infloresciendo,

fosco, en negrura de eclipse.

Troncos acarbonados que duermen

bajo el suelo.

 

 

Lascas de piedra fracturada

- sólo blanco de rastros,

ninguna señal de pasos

sol y luna incesantes

-piedra, fractura, astillazo –

casi consumen los huesos de los bichos muertos.

Esculturas de cal, yeso moldeado,

son los textos en blanco de ese espacio.

Sueños que olvidamos en otros claros

fragmentos de textos aislados.

 

o en un poema náufrago, enlazado,

caligrama salado de sargazos

jugando entre las mareas.

 

Entre los dedos leñosos de tus pies,

en medio de los troncos lisos, retorcidos

cordajes de un barco abandonado

a las tempestades de sol y sal

En lluvias de alfabetos secretos

-la curva de n en una astila, o volteo

de u en un pedrusco-, o en un estudio

de Long para tubos de órgano: tocones negros,

pontudos, embarcadero tosco.

 

Y en la serpiente de guijarros alineados

que se piensan

aun sin que la luz brille sobre ellos,

y se piensan por los dedos

vueltos sobre ellos

como flores secas

que se abrazan a si mismas

en raras trenzas castaño –

quebradizo que la brisa

hace perder.

 

La flor coral del cactus

plástico sobre la arena,

el tulipán calcáreo

en el púpura de la concha:

 

sorpresa de si mismo

el color se reverbera.

y en un rojo de lacre

(hermafrodita –

sobre la lava negra)

 

mimetiza el milagro.

 

 

En lo invisible de ojos

que se cierran en silencio

como dedos sobre piedras,
como si quisiesen dibujarlas.

En las casas que se piensan

aun sin que la luz

brille sobre ellas.

 

(¿Hoja seca, leonina, pétalo rubro, hoja rubia, opalina,

pétalo crespo: terciopelo rojo-obispo

perdido entre la educación de los cinco sentidos

o fragmento de flor que el aire

transformó en ânimos de color?)

 

 

En un rostro de paisaje que se devasta

al tiempo, esse tiempo que en señas

consume lo que se anima al sol, y

en el deseo de un ángel adolescente.

 

Planicie de guijarros donde el viento esculpe,

lentamente, el paisaje de un rostro.

 

Al ras de la delicadeza de las plantas,

y en su retorcimiento de sequedades.

En las letras desmayadas

de las cartas nunca leídas,

en la goma opalescente

de los pétalos resecos, entre

la cerbatana aérea de las simientes.

 

 

 

Tú me dices:

 

 

el mar parece vertir

oro en la playa

(medialunas

las sombras de las olas

bajo el eclipse.

 

La imagen reinventa

en tu rostro el paisaje.

 

Entre los cuerpos

blancos de la sal evaporada

la fiebre resumando

sus anillos de serpiente.

 

 

Respira en fisuras, bajo el viento

nordeste, en escamas transparentes

(las órbitas vacías). mezcladas a la arena

de un peje en agonía.En el otro yo

que eres tú (imagen sobre imagen),

poesía sin enigma,lucidez bajo la luz,

 

De superfícies las nubes sin cielo.

 

e se pierde entre las piedras,

solitario,

como los pájaros suicidas de los desiertos.

 

 

 

III

 

 

Fin de tarde, las sombras sudan

su tintura sobre los colores, extraen

del raro grano de la luz el congorno de las cosas.

las arrugas en la concha del molusco,

grafismos, valvas milenárias con reservas

de sal, poema extraño trenzado

en escarzos de oleandros,

mientras los cuerpos

se arrastran en cámara lenta,

y nada es imagen

(tu cuerpo blanco en mar de sargazos),

nada espejismo,

en la tela rutila de las pálpebras.

 

Las sombras sudan, trasudan,

y ésa es la sombra más cierta

de las sombras calcinadas que me cercan.

 

Quiero que tome mi cuerpo

como un amor, como inscripción rupestre

en el granito, como el verso

que un tuareg pega al cuerpo.

 

 

Quiero llevarla conmigo, como un amor,

como esa ausencia azul que asombra

la noche y sueña el contorno de un rostro

en el oscuro, como si qusiese diseñarlo.

 

 

Ningún lugar. Lugar alguno perdura.

Un vientre la sombra alisa, un plano

el sol levanta, cumbres que el viento

apaga los rastros en la arena, apaga

los pasos de la lengua. Y el sol

 

asola a punto, el frío de la luna abrasa

la piel que se desprende,

el sudor del cuerpo en fiebre

que se suelta, y las pieles son silêncios,

poemas que se dejan,

y el lugar es aqui, y allí , y ayer\
y las letras vuelan, revuelan,

acechan como cobras en la arena

(camaleones escondiéndose en sí mismos),

espían las pieles que se extienden, página

a pálea, cuerpo que se desviste, desmiente,

desvaría: todo es espejismo.

 

 

 

Un son de antiguas aguas apagadas.

 

Espejismo la rima, fábula de la nada,

las fallas de ese habla en desgeografía,

el habla hermafrodita, imantación de astillas,

la voz en transparencia, edifícios de arena.

 

Pero tu mirar el mismo, en iris-diafragma,

fotogramas de menos en la edición del libro,

y el enredo sueño y sol, delírios insulares,

tu mirar transparente, la imagen

margen de agua, y las fabulas del habla,

las fallas de esa nada – superfície de albura

 

o árida escritura.

 

 

En la moldura de la página

marginalia de escarpas.

 

 

 

VI

 

La luz sea de cenit, o sombra amazónica,

el cuerpo (espesura) este más allá del cuerpo,

y este también en sí, como el color en sí mismo.

 

Vislumbra la lucidez, feliz, sus ausencias.

y los inversos se unen, las rayas se borran

a la varia, y nunca igual, magniífica maniera:

 

imantada a lo visible la matéria invisible,

infolios incorpóreos deshojados por ciegos

 

 

(y el sudor en los poros,

ásperos).

 

 

 

Página publicada em maio de 2008; ampliada e republicada em abril de 2010



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