Foto: http://www.jornaloflorense.com.br
FLAVIO LUIS FERRARINI
Nasceu em 5 de agosto de 1961 em Travessão Paredes, Nova Pádua, RS. Ainda no final da adolescência mudou-se para Flores da Cunha, RS, onde fixou residência. É publicitário e colunista dos jornais O Florense e Semanário de Bento Gonçalves. Seu nome foi dado à Biblioteca Pública Municipal de Nova Pádua e à Biblioteca da Escola Municipal Rio Branco de Flores da Cunha, além de ter sido escolhido Patrono da 30s Feira do Livro de Flores da Cunha. Publicou seu primeiro livro individual em 1985, abrindo uma série de mais de 20 obras, nos gêneros de contos, crônicas, poesia, poesia em prosa, nove a e narrativa infanto-juvenil. Ver mais em: http://flavioluiisferrarini.com.br
Extraído de:
COLETÂNEA DE POESIA GAÚCHA CONTEMPORÂNEA. Organizador Dilan Camargo. Porto Alegre: Assembleia Legislativa, 2013. 354 p. ISBN 978-85-66054-002 - Ex. bib. Antonio Miranda
DESALENTO
O capim treme no chão do meu olhos
Venta
Venta no olho do furacão da minha alma
Treme
Treme minha alma no varal do vento
Dasalento
DEFINIÇÃO
Sou um poeta menor
Sou um sol maior
Sou a casa da luz
Sou a lição de cor
Sou canhoto sou leonino
Sou fogo no olhar do felino
Sou espera sou terra sou chão
Sou paz no olho do furacão
O quadro negro é verde
O milho verde é amarelo
O mar vermelho é azul
Sou franzino sou branquelo
Sou o menino que fui
Sou do Travessão Paredes
Metade que sou flui
Na outra metade sede
NO OLHO DO PEIXE
Cuido para que seja eterno o encanto pela poesia
Como eterna é a brevidade de um desbotado arco-íris
Cuido para que o tempo dedicado à poesia seja eterno
Como eterno é o relógio no olho do peixe petrificado
Cuido para que a vida subscreva os poemas que a vida sente
Como as ondas colocam assinaturas sobre o mar eternamente
****
Extraído de:
VERSO REVERSO –REVISTA LITERÁRIA TUPINIQUIM.
RIO DE JANEIRO ANO O - No. 2 ABR/MAIO 1985
Página publicada em maio de 2018 ; ampliada em setembro de 2019
|