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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TERTULIANO AMARILHA

 

Contabilista, jornalista, escritor, dicionarista, contista, poeta e compositor (Campanário-MS, 26/04/1924). Matogrossense do sul, que veio para Cuiabá a convite do governador Garcia Neto, na década de 1970. Formado em contabilidade em Campo Grande, hoje Mato Grosso do Sul, dedicou-se à arte de escrever, no que nos presenteia com mais de três centenas de livros em português, espanhol e guarani. Sua vasta produção não nos é possível listá-la, mas dentre todas temos, Vinde conhecer Mato Grosso; Dicionário Português-Guarani; Lira Matogrossense; Coração de Poeta; Moita de gravatá; Araticum do cerrado; Pytaguá ñê ë (a linguagem do estrangeiro); Cascalho bruto, dentre tantas outras coisas belas.

 Tertuliano tem a poesia na alma e escreve seus textos com o sangue que corre em suas veias. É pura emoção. É o terceiro ocupante da Cadeira 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, tendo atuado em diversos cargos de diretoria naquela instituição. Uma curiosidade sobre Amarilha: durante a Literamérica, feira literária ocorrida em Cuiabá em 2005 e 2006, Tertuliano alugou para si um estante para divulgação tão somente de seus trabalhos, visto serem muitos, no entanto, nem tudo pode ser mostrado devido ao espaço ser pequeno para tantos livros. Foi um dos mais visitados naquele período, exatamente pelo ineditismo de sua proposta de mostra de suas obras.

                                                               Com 180 obras publicadas, Tertuliano Amarilha é membro da Academia Mato-grossense de Letras. Filho de paraguaios, é admirador da língua e da cultura guarani, e autor de vários livros e poesias nessa língua.

 

 

FERREIRA, Sônia.  Chuva de poesias, cores e notas no Brasil Central – história através da arte.  2ª. edição revista e melhorada.  Goiânia: Kelps, 2007.  294 p.  ilus. col.         (antologia de poemas de autores do CECULCO – Centro de Cultura da Região do Centro-Oeste)   Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

                       RECORDAÇÕES DO SERTÃO

 


Moro na cidade, porém não me agrada
Esta vida triste, que já me aborrece,
Quem nasceu na mata verde e perfumada
Seu rincão amado nunca mais esquece.

                   O sertão encerra muitas maravilhas!...
O cantar das aves, o rumo das matas,
Milharais extensos, plantações de ervilhas,
Árvores, monjolos, córregos, cascatas!

                   Passarinhos trilham perto da porteira
Onde existe um velho pé de jatobá,
Uma caboclinha sai a olhar, faceira,
A cerca trançada de maracujá.

                   Vão logo surgindo patos e galinhas,
Faz “grandes alardes” um periquitinho;
Um sanhaço espalha frutas vermelhinhas
Duma pitangueira perto do caminho...

                   Homens e mulheres seguem para a roça,
O trabalho honrado sempre dá alegria,
Ouvem-se risadas dentro da palhoça,
Um cachorro corre atrás da cotia...

                   Pela estrada larga, um cavaleiro passa,
“Tem facão na cinta e lenço no pescoço”!
Da cozinham sobrem rolos de fumaça,
Dois perus e um galo fazem alvoroço...

                   Quando a tarde chega, perto do riacho,
Vão tomar banho — moças e crianças,
Pende num coqueiro o delicado cacho,
Num gramado passam muitas vacas mansas

                   Quero estar na roça, no sertão imenso,
Onde o povo é simples, onde a vida é boa;
Longe, na cidade, com saudades penso
No sertão florido, que Deus abençoa!

 

 

Página publicada em dezembro de 2019


 

 

 
 
 
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