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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


DO AZUL MAIS DISTANTE

DO AZUL MAIS DISTANTE

Brasília: Thesaurus, 2008 - Livro de Antonio Miranda, com 42 poemas, ilustrado por Zenilton de Jesús Gayoso Miranda. Apresentação de Aurora Cuevas Cerveró.  Edição especial, fora de comércio, de 200 exemplares, lançada durante a I Bienal Internacional de Poesia (3-7 set. 2008).  Papel couche.

Ambientado no Piauí da época do pós-guerra e emigração para Rio de Janeiro nos anos 50, conta a saga e a tragédia da família Teixeira. 

Excertos do prefácio de Aurora Cuevas Cerveró.:

“Um livro-conto, que narra, nos conta a história das irmãs Teixeira, com seus anseios, ambições, suas paixões e misérias,  enfeitadas com pó-de-arroz e folhetim, com amor, ódio, concubinato, violações e adoração até a morte: todo um conto.  (...) Um livro-sonho, cheio de elementos mágicos que convertem o sobrenatural em algo cotidiano. Maravilha do escritor, feitiço de poeta. O realismo mágico brilhou intensamente na literatura hispano-americana dos anos sessenta e setenta, movimento literário que não se expressou principalmente através da poesia, mas da narrativa; no entanto, o poeta Antonio Miranda nos faz conviver com a língua dos mortos, paisagens com sombras, ubiqüidade e vaticínios tristemente cumpridos. (...)

Os poemas têm uma continuidade linear, entrelaçados por um discurso interno, calibrado, que modera a intensidade de alguns poemas, muito duros, próximos do primitivismo animista original, intercalando outros mais leves, mais líricos, envoltos no devir dos dias, capaz de aligeirar o recorrido, protegendo contra o excesso de angustia. “

 

Alguns poemas do livro estão disponibilizados para leitura na web:

AS ORIGENS
O CASAMENTO
O COITO DO SÁTIRO
MEDITAÇÕES SOBRE A MORTE
O PARTO DA VIRGEM ENDIABRADA
VENTOS AZIAGOS
O QUARTO DE NELSON
TELAS E TRAMAS GENEALÓGICAS

 

 

 *

VIDEO DE ANTONIO MIRANDA SOBRE O LIVRO:

 

 

Antonio Miranda apresenta esta saga nordestina de sua autoria, em vídeo gravado por Zenilton Gayoso, na Chácara Irecê, em 2016.  Ao final, recita um dos poemas do livro:

 

O CASAMENTO

O noivo veio a cavalo.
Não tinha parentes nas redondezas.
Recebeu a menina depois dos ofícios
(do sacrifício no altar)
como quem recebe uma encomenda
e enganchou-a na garupa
para uma viagem de incômodos
e soluços.

Via-a como um fardo
que agora deveria alimentar
e servir-se dela como esposa.

Ela sentiu a gravidade de seu desterro.

 

A seguir, o VIDEO da apresentação de Miranda:

 


COMENTÁRIOS ==============================================

 

LITERATURA / Fernando Py
Tribuna de Petrópolis,, 06 nov. 2009; Caderno Lazer, p. 5

“(...) Do azul mais distante é uma edição especial de 200 exemplares fora de comércio. Compreende 42 poemas em que nos deparamos com um poeta mais forte e mais contido, muito mais senhor de sua expressão poética. Miranda se utiliza largamente da memória e da imaginação, falando de tudo o que lhe interessa: as origens familiares, os mortos, os pobres, a infância, as recordações de mulheres, o aprendizado da vida, etc.  Não deixa de comemorar pessoas que já morreram, nem de tratar de algumas tragédias conjugais, mas as descrições e os desenlaces são expostos numa linguagem bastante apropriada e concisa. Um volume para ler e guardar.”

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Caro Antonio,

Quero parabenizá-lo pela beleza estonteante da poesia contida em DO AZUL DO AZUL MAIS DISTANTE. Desculpe a expressão, mas a mim me pareceu que levei um soco, que me deixou nocauteado. Não só pela beleza das imagens, das metáforas muito bem construídas, mas, principalmente, pela forma criativa de se fazer um livro de poemas, com uma espécie de geografia desenhada por um engenheiro, onde a pedra-poema está localizada no lugar ideal, onde teria de se encontrar, para a casa-livro não se desmoronar. A força lírica e, ao mesmo tempo, dura e crítica, regional, telúrica, passional e apaixonada dos versos e dos seus personagens (que a memória inscreveu no coração do poeta) me comoveram várias vezes. Um livro intenso, profundo e belamente amoroso. 
Obrigado por tanta beleza.
Abraços fraternos,
Tanussi Cardoso, 24 de abril de 2010

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Confesso que devorei os dois primeiros livros que li (“Do azul mais distante” e “São Fernando Beira-mar”). Fui tomado pela sensibilização e denúncia sócio-política que ecoa todo o nosso descrédito pelas instituições sociais. A poesia-lâmina, como diria João Cabral de Melo Neto, é bastante afiada e mordaz que ricocheteia dentro do nosso íntimo nos arrancando da servidão e alienação diante da televisão (com certeza irei utilizá-lo em sala de aula – até mesmo pela brilhante ideia da reciclagem na confecção da capa). E a saga da Família Teixeira é a prova viva de que o épico continua vivo e pleno na poesia brasileira contemporânea (parabéns!). Além disso, não sabes a satisfação que me fizeste, pois, ao ler “Do azul mais distante” discordando da professora que prefacia seu livro (Profa. Aurora Cuevas Cerveró), não creio que sua obra se filia completamente a estética do “realismo mágico”, mas ela se situa bem mais em uma estética que denominei, na tese que defendi este ano, de “hiper-regional”.  O primeiro ponto é que o seu “eu-lírico” épico oscila tanto em uma narrativa heterodiegética como um narrador que testemunhalmente fala sobre o “outro”, mas que também se mimetiza na revelação de suas próprias memórias em uma narrativa homodiegética – daí o caráter próximo do autodiegético memorialístico. O regional se universaliza em uma narrativa que é cantada de “dentro prá fora” atingindo uma vertente universal (ou global) ao contrário do canto e narrativa regionalista de 30 que se traduz bem mais em um canto de “fora prá dentro” resumindo-se a um pitoresco reduzido ao local que se restringe a revelação dicotômica do conflito de classes. Em sua dimensão épica, tratas de vários temas (ecologia, metafísica, conflito de gerações, o êxodo rural ao retratar o autoexílio dos Teixeira que saem do Piauí para o Rio de Janeiro etc.). Daí a transcendentalização do canto de seu “eu-lírico”.   PETERSON MARTINS, ago. 2012.

A propósito, gostei da viva e desconcertante poesia de Do Azul Mais Distante, que li nas duas versões, a saber, o original e a tradução da nossa amiga Aurora Cuevas. Desfrutei, assombrado, da companhia de romeiros e rameiras, hereges e degenerados, em pensões soturnas e noites prateadas e premonitórias. Escutei, perplexo, os estranhos desígnios, vaticínios e litanias do Padre Fernandes. Assisti, estupefato, às estrepolias do Nelson Teixeira, sátiro fornicador sob o sol escaldante de terras ínvias alucinadoras. Gostei especialmente do poema Os Nervos da Memória. Seguirei lendo sua primorosa poesia.  MÁRCIO CATUNDA, Madri, 18 jan. 2013

 

 

 

 

 

 



 

 

 
 
 
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