Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SILESIUS, Angelus

(1624-1677)

 

 

SILESIUS, Angelus. Moradas (36 poemas). Tradução de Marco Lucchesi. Introdução de Faustino Teixeira. Goiânia, GO: martelo, 2017.  88 p.      (Coleção cabeça de poeta, 07)     cm.    Ex. bibl. Salomão Sousa. Edição bilíngue  português – alemão.   ISBN 978-85-68693-14-8

 

A chuva não cai para si, nem para si brilha o sol:
Também não foste criado para ti, mas para os outros. (PA IVA, 86)
SILESIUS

 “Angelus Silesius foi um buscador especial, um “artista de rara essência”, “uma tenda errante para Deus, de uma profundidade única, que encantou filósofos com Heidegger (1970) (LAPPORTE, 1970, 25.) que nele via alguém com “extrema precisão e profundidade de pensamento”. (...)

O nome verdadeiro de Angelus Silesius é Johannes Scheffler, que nasceu na Breslávia, capital da Silésia, em 1624. (...) “Sua conversão ao catolicismo aconte em junho de 1653, quando então assume o nome de Angelus Silesius.”  

O Peregrino Querubínico” [ de Silesius ] “Trata-se de uma obra com epigramas concisos e máximas espirituais voltadas para a experiência contemplativa.” (...) “Num mundo teológico de tratados sólidos e muitas vezes carentes de vida, Silesius insufla em sua obra  leveza e gratuidade, mantendo sempre acesa a chama de uma reserva inacessível.”  (...)

“O exemplar trabalho de Marco Lucchesi nesta obra foi de traduzir 36 dístico de Angelus Silesius, de sua obra “O Peregrino Querubínico”.  Um trabalho extremamente cuidadoso, como em geral acontece com suas realizações nas traduções. A tarefa ocorreu por ocasião de seu pós-doutorado na Alemanha, nas cidade de Colônia e Basel, entre janeiro e fevereiro de 1994. Foi um período difícil na vida do poeta, carregado de pressentimentos, e um pouco depois sua mãe veio a falecer. Nesse período sombrio, de rigoroso inverno, os versos de Silesius vibravam como luzes de esperança num coração fragilizados.”  (...)

“Em seu trabalho, Lucchesi buscou manter “a música áfona, os pés, a métrica e a rima” de Silesius, que em em seu tempo distante buscou versar sua mística em epigramas alexandrinos. (...) “a preocupação viva de não perder “a centelha misteriosa” do poema de origem , “mesmo que seja breve fio de luz” (LUCCHESI, 2014: 69)”

         FAUSTINO TEIXEIRA

 Uma breve seleção. O interessado deve buscar o livro com os textos completos!!!:

 

                            TEXTOS EM PORTUGUÊS  - TEXTS IN DEUTSCH


Tradução de MARCO LUCCHESI
 

 

Devemos ser um [2,179]

Se nós fôssemos um, eu e tu, tu e eu,
Havia de ser o céu mil vezes céu.

        Es sol ein Einigs werden

        Ach ja! Wär Ich im Du im ich ein Ein,
So möchte Tausendmal der Himmel Himmen sein.

 

 A rosa [I, 108]

A rosa, cujo olhar terreno vislumbrou,
Por toda a eternidade, em Deus, desabrochou.

 

        Die Rose

        Die Rose, welche hier. Dein äusBres Auge sieht,
Die von Ewigkeit also geblüht.

 

Deves voltar à nascente [I, 119 ]

A água pura e clara da nascente,
Se não bebes à fonte, o perigo é iminente.

 

        Zum Ursprung muB du gehn

        Mensch, in dem Ursprung ist das Wasser rein und klar,
Trinkst du nicht aus dem Quell, so stehst du um Gefahr.

 

Deus faz tudo sozinho [6, 154]

Deus põe a flecha e puxa o arco, retesado,
É Deus quem solta e acerta o ponto desejado.

 

        Gitttut selbst alles

        Gott legt den Pfeil selbst auf. Gott spannet selbst den Bogen,
Gott drücket selber ab, drum ists so wohl gezogen.

 

Há milhares de sóis [I, 141]

Pensas que um sol apenas há no firmamento;
Eu digo haver milhares, sem comedimento.

 

        Es sind viel tausend Sonnen

        Du sprichst, im Firmament sei eine Sonn allein;
Ich alber sage, daB viel tausend Sonnen sein.

 

Não sabemos quem somos [I, 5]

Não sei quem sou e ainda menos os que conto;
A coisa e seu contrário, o círculo e o ponto.

 

        Man weiB nicht, was man ist

        Ich weiB, was ich bin; ich bins snischt, was ich weiB;
Ein Ding und nicht ein Ding, ein Stüpfechen und ein Kreis.

 

Deus é puro fulgor e luz [2, 146]

Deus é puro fulgor e negro nada,
Ninguém o alcança à vista desarmada.

 

        Gott ist Finsternis und Licht

        Gott ist ein lautrer Blitz und auch ein dunkles Nicht
Das Keine Creatur beschaut mi ihrem Licht.

 

Literatura alemã. Poesia.  Teologia cristã . Poesia mística.

Página publicada em julho de 2018

 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar