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Foto: https://ruverses.com 


NIKOLAI ZABOLÓTZKI

 

(1903-1958)

 

Nicolai Zabolóztki (Kazan, 7 de maio de 1903 - Moscou, 14 de outubro de 1958) foi um poeta russo moderno, um dos fundadores do grupo vanguardista OBERIU, tendo sido o mais expressionista dos poetas russos.

 

 

ANTOLOGIA RUSSA MODERNA. Traduções de Augusto e Haroldo de Campos com a revisão ou colaboração de Boris Schnaiderman. Apresentação, resumos biográficos e notas de    Boris Schnaiderman.  Rio de Janeiro: Editôra Civilização Brasileira S. A., 1968.. Desenho
de capa:Marius Lauritzen Bern. (Coleção POESIA HOJE, Série Antologias Volume 17.         Direção de Moacyr Felix.    
Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

 

Vai-se o Zodíaco de Ouro

 

Vai-se o Zodíaco de ouro
Sobre a planura espectral.
Cochila o bicho Cachorro,
Dorme o pássaro Pardal.
As ondinas, bundalarga,
Voam retas para o céu, —
Braços fortes como varas,
Nabos de peitos sem véu.
Uma bruxa num triângulo
É fumaça e se esvaiu.
Falecidos e silvanas
Dançam cake-walk no cio.
Atrás deles, coro e palio.
Feiticeiros caçam Mosca.
Sobre a encosta, vulto esquálido,
A lua de cara fosca.

Vai-se o Zodíacoa de ouro
Pelos telhados da aldeia.
Cochila o bicho Cachorro,
Peixe-galo cabeceia.
Matrquinha tique-taca,
Dorme o animal Aranha,
Dorme a Mosca, dorme a Vaca,
O luar desemaranha.
Sobre a terá uma gamela
Entornada já, enorme.
Silvano tirou a tramela
Das barbas do lobisomem.
Vem a sereia descendo
Da nuvem, perna de fora.
O ogro rói o pudendo
De um gentleman de cartola.
Tudo gira em contradança,
Tudo voa e desconjunta,
Humadriades de trança,
Pulgas, defuntos, defuntas.

Bacharel de eras passadas,
General dos novos tempos —
Meu bestunto! Estes fantasmas
São delírios sonolentos.
São delírios, desatinos,
Da mente que perde o prumo,
Pesares sem lenitivo,
Figurações do outro mundo.

 

Vai alta a hora terrestre.
Bestunto, velho guerreiro,
Descansa. Logo amanhece,
O sono é bom companheiro.
Que importam dúvidas? Nada!
Um dia a mais, outro a menos...
Bichos deuses, despertaremos
No umbral de nova jornada.


Matraquinha tique-taca,
Dorme o animal Aranha,
Dorme a Mosca, dorme a Vaca,
O luar desemaranha.
Sobrea a terra uma gamela
Entornada, jaz, enorme...
Dorme a planta Berinjela,
Durmo eu e você dorme.

 

1933

 

(Tradução de Haroldo e Augusto de Campos e
Boris Schnaiderman.)

 

 

*


VEJA E LEIA mais Poesia Mundial em Português:

 

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Página publicada em março de 2021


 

 

 
 
 
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